Vamos conhecer mais um pouco da musica caipira, estes dados foram coletados no site viola tropeira , que presta um grande serviço para quem quer conhecer a historia da musica caipira. É um excelente local de pesquisa, assim como o site do nosso compadre Ricardinho no site Boa Musica Brasileira
Vamos até 1929? É que neste ano foi gravado o primeiro e disco de música sertaneja no Brasil.Foi em 78 rotações , com o selo vermelho Columbia . De um lado tinha a música “Jorginho do Sertão “, do outro “Moda de Pião “, as duas de autoria de Cornélio Pires, o “ Bandeirante da Música Caipira” paulista , nascido na cidade de Tietê (SP), em 1884. E quem gravou esse primeiro disco foi exatamente a turma de Cornélio pires.
Em 1933, quatro anos depois do lançamento desse primeiro disco de música sertaneja , foi formada uma das mais antigas e famosas duplas caipiras: Raul Torres ( de Botucatu, SP) e João Pacífico ( Cordeirópolis ,SP). Esta dupla gravou composições de tanto sucesso que, hoje em dia , não existe violeiro e cantador que deixe de apresentá-las. Querem ver alguns exemplos? Então vamos: “Chico Mineiro”, “Cabocla Teresa”, “A Mulher e o Trem”e “Tem Boi na Linha”.
Enquanto Raul Torres cantava junto com João Pacífico , ele também compôs e gravou com Florêncio , seu velho amigo nascido em Barretos(SP) . OS dois fizeram enorme sucesso com as músicas “Apelido dos Jogadores”, “Pingo D’água” e “Moda da Mulata Preta”, este um verdadeiro clássico da música sertaneja.
Até 1928, ocorria a total ausência de músicas caipiras nos catálogos das gravadoras .Tudo devido a uma intolerância do mundo urbano, em relação à música caipira.Por esse motivo que somente no ano de 1937, o clássico do século da música rural, Tristezas do jeca (composta por Angelino De oliveira em 1925, nascido em Botucatu),foi gravado por Paraguassu , com o selo da Columbia ( Continental a partir de 1947) .
Em 1928, Cornélio Pires procurou os diretores da gravadora Columbia propondo que gravassem discos com material caipira autêntico , e ouviu um não,isso não interessa ao mercado, então Cornélio propôs que gravaria por conta própria, o diretor que nem se quer falava português , tentou dificultar ao máximo o projeto de Cornélio , dizendo que queria dinheiro vivo para fechar o negócio . Cornélio saiu foi a rua XV de novembro , centro de são Paulo com um tal de Castro conseguiu o dinheiro emprestado , voltou a gravadora com um pacote de jornal em baixo do braço , jogou na mesa , o diretor assustado perguntou o que era aquilo, “Dinheiro uaí’ , disse Cornélio , o diretor retrucou é muito dinheiro , “Quero cinco mil cópias “( naquela época nem os cantores de maior sucesso faziam tal prensagem) , mesmo assim é muito dinheiro disse o diretor , “quero cinco mil cópias de cada um , vou fazer cinco discos diferentes ,no total de vinte cinco mil discos “. Foi a primeira produção independente do Brasil e talvez do mundo.
Cornélio ainda exigiu um selo próprio , com selo vermelho custando dois mil reis a mais do que os principais sucessos da gravadora , o diretor riu , dizendo “mais também quem vai querer comprar esses discos”.Os discos ficaram prontos em 1929, daí Cornélio saiu em dois carros em direção a Bauru , a notícia da existência de discos caipiras alvoroçou o interior paulista.De Jundiaí a Assis , de Sorocaba a São José do Rio Preto, todos queriam as tais gravações das duplas das fazendas de Tietê, antes de chegar a Bauru Cornélio já havia vendido todos os discos , telegrafou para a gravadora pedindo uma nova prensagem de cinqüenta mil cópias, a gravadora reconheceu seu erro , e exigiu direito de distribuir os discos, Cornélio Pires era mais um idealista do que comerciante , autorizou a gravadora distribuir os seus discos.
A era da música caipira no Brasil havia se iniciado “ a Philips gravadora do Rio de Janeiro, manda um estúdio portátil para a cidade rival (Piracicaba) para a dupla pioneira Mandi e Sorocabinha gravar com sua turma discos caipiras, aparecendo pela primeira vez os gêneros Moda de Viola, Cateretê , Catira , Cana Verde, Corta Jaca, Toada Paulista, Moda Campeira entre outros.
Raul Torres
Natural de Botucatu, SP, 1906. Fez dupla com o violeiro Florêncio ganhando destaque como umas das mais importantes duplas caipiras. Além de seu talento como cantor Raul Torres teve destaque como grande compositor . Fez várias composições de grande destaque que ganharam a preferência nacional como Minas Gerais, Mestre Carreiro, Do Lado que o Vento Vai , A Moda da Mulata Preta e muitas outras de igual valor. No entanto os seus maiores sucessos foram em parceria com o não menos importante João Pacífico com quem fez Chico Mulato, Cabocla Teresa , Mourão da Porteira e Pingo d’água.Raul Torres faleceu em São Paulo em 1970.
João Pacífico
Natural de Cordeirópolis, SP, 1909. Ainda adolescente transfere-se para a cidade paulista de Limeira , época em que se inicia com a música tocando bateria na orquestra do cinema daquela cidade.Segue mais tarde para Campinas-SP, e também continua atuando com a música e desta vez na Orquestra Sinfônica de Campinas também como baterista.Transfere-se mais tarde pra São Paulo onde conhece Raul Torres e recebe o apoio dos poetas modernistas Mário de Andrade e Guilherme de Almeida.Em 1936 faz em parceria com Raul Torres o clássico da música sertaneja, Chico Mulato, em seguida a antológica Cabocla Teresa.Continua compondo ao lado Raul Torres e em 1942 surge o sucesso Mourão da Porteira.Dois anos mais tarde aparece Pingo d’água .A partir daí não para mais e os novos sucessos vão surgindo e entre elas No Banquinho.A história de um Prego , Alpendre da saudade, o belíssimo poema Doce de Cidra e, tantos outros,Em 1979gravou um LP solo cantando e declamando com o titulo “João Pacífico”, no qual encontramos entre outras preciosidades , Três Nascentes , Vai se chamar Saudade, No Fim da Estrada. Por tudo que escreveu , cantou e declamou,João Pacífico , reforça sua imagem de mito dentro do universo da música sertaneja de raiz .Faleceu aos 89 anos , no dia 30 de dezembro de 1998, pobre e esquecido do mercado da mídia .
terça-feira, setembro 19, 2006
segunda-feira, setembro 18, 2006
TV CAMARA 02
Para quem acha (como eu achava)que na tv camara só passava os nossos (às vezes nada) nobres deputados, taí um programa bom de assistir... Programa Talento apresentado por Maria Brito, que vai ao ar todos os sabados às 22:00 horas. Vale a pena assistir
segue aqui mais uma amostra
Programa Talentos
segue aqui mais uma amostra
Programa Talentos
Zé Mulato e Cassiano
Boa tarde, cumpadres e cumadres
Este video é uma parte do programa Talentos que vai ao na TV CAMARA, com a dupla que eu considero como a mais caipira na atualidade
*Retirei o link do You Tube, porque ele estava apresentando erro mas o link abaixo funciona direitinho
Tv Camara
Este video é uma parte do programa Talentos que vai ao na TV CAMARA, com a dupla que eu considero como a mais caipira na atualidade
*Retirei o link do You Tube, porque ele estava apresentando erro mas o link abaixo funciona direitinho
Tv Camara
Rodeio em Rinopolis

Ja estão na internet no site da Prefeitura da cidade de Rinópolis as fotos da 14ª Festa do Peão de Boiadeiro, da qual tenho a honra de participar como membro da Comissão Organizadora.
Rodeio de Rinopolis
quinta-feira, setembro 14, 2006
Carro de Boi
Isto é muito interessante, pois a historia do carro de boi andou sempre ao lado da musica caipira.
Acessem este link e verão coisas interessantes.
http://www.cotianet.com.br/bancomaterias/emidio_a_.htm
Acessem este link e verão coisas interessantes.
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Poesia
O VELHO CARRO DE BOI
Vamos Malhado!
Vamos Formoso!
O sol já vem raiando
Vamos depressa é dia novo
É dia de lida
Dia de luta
A cana nos espera no canavial
Decapitada na terra bruta.
E a parelha na canga
Em passos lentos a caminhar
Puxa o velho carro de boi
Numa melodia de chorar
Chora por estar perto
A sua extinção
Com o progresso em vista
Dará lugar ao caminhão
Caminhão de bóias frias
De frias e magras marmitas
Recheadas de bifes do olhão
De frias saudades no coração.
Juraci de Oliveira Chaves
Pirapora MG janeiro 2005
* Foto do Acervo Particular de Seo Emídio Rodrigues da Silveira
Vamos Malhado!Vamos Formoso!
O sol já vem raiando
Vamos depressa é dia novo
É dia de lida
Dia de luta
A cana nos espera no canavial
Decapitada na terra bruta.
E a parelha na canga
Em passos lentos a caminhar
Puxa o velho carro de boi
Numa melodia de chorar
Chora por estar perto
A sua extinção
Com o progresso em vista
Dará lugar ao caminhão
Caminhão de bóias frias
De frias e magras marmitas
Recheadas de bifes do olhão
De frias saudades no coração.
Juraci de Oliveira Chaves
Pirapora MG janeiro 2005
* Foto do Acervo Particular de Seo Emídio Rodrigues da Silveira
quarta-feira, setembro 13, 2006
Um Pouco de História da Música Caipira
Música Caipira
O Brasil do interior soa nas cordas de uma viola
Os cantos religiosos dos jesuítas e as modinhas trazidas pelos portugueses colonizadores misturaram-se à música e à dança dos índios senhores das terras recém-descobertas. Daí surgiram gêneros que se enraizaram especialmente na região sudeste, depois no sul e centro-oeste do país, integrando a que ficou conhecida como "música caipira", como os catiras e cururus, as toadas e modas de viola. A viola cavada num tronco de árvore, com cordas feitas de tripas de animais, e depois de arame, foi sacramentada, na cultura rural, como seu instrumento-base. Entre as palavras do Brasil colonial surgidas do tupi e da mistura do idioma indígena com o português estão, por exemplo, "caipira", junção de caa (mato) com pir (que corta), e cururu, que veio de curuzu ou curu, que era como os índios tentavam dizer cruz.
Catequistas se moviam
pra provar o seu amor
aos nativos que temiam
o estranho invasor
mas ouvindo o som mavioso
de uma viola a soluçar
o selvagem, cauteloso,
espreitava, a escutar.
(Assim Nasceu o Cururu, Cap. Furtado e Laureano)
O cururu nasceu, pois, dos cantos religiosos marcados por batidas de pé. Das festas ao redor dos oratórios ganhou os terreiros, nos acontecimentos sociais das fazendas e vilas. Nos anos 30, Mário de Andrade viajou pelo interior paulista, nas suas pesquisas, e observou que no médio-Tietê cururu era desafio improvisado, uma espécie de "combate poético" entre violeiros-cantadores, iniciado com saudações aos santos. Dessa forma ele ainda resiste em cidades como Piracicaba, Sorocaba, Tietê, Conchas e Itapetininga – a chamada região cururueira do estado. Entre os cururueiros mais famosos do disco estão os irmãos Vieira e Vieirinha, de Itajobi, SP (o segundo, morto em 1990), que brilharam nos anos 50.
O catira ou cateretê surgiu de uma dança indígena, o caateretê, também adotada nos cultos católicos dos primórdios da colonização. As bases mais sólidas de seu reino se estabeleceram em São Paulo e Minas Gerais. Com solos de viola e coro, acompanhados de sapateado e palmeado, ele começa com uma moda de viola, entremeada por solos, e evolui para uma coreografia simples mas bastante rítmica. O clímax, no final, é o "recortado", com viola, coro, palmeados, sapateados e muita animação. O catira é o coração de festas populares como as Folias de Reis e as de São Gonçalo, hoje particularmente expressivas no interior mineiro. Entre grandes catireiros estão Tonico e Tinoco (o primeiro, morto em 1994), que registraram incontáveis sucessos nos anos 40 e 50. Atualmente, entre os novos-caipiras, o mineiro Chico Lobo é violeiro-cantador que domina essa velha arte.
O fandango, por sua vez, nasceu como dança vigorosa de tropeiros que o aprenderam no extremo sul do país, com seus colegas uruguaios. Sofreu modificações nas diversas regiões onde chegou e ainda é cultivado em alguns núcleos por todo o país, como no litoral paranaense. Resultante da mistura da música dos brancos da roça com a dos negros escravos, o calango firmou-se especialmente no Rio de Janeiro rural e em Minas Gerais. Martinho da Vila, fluminense de Duas Barras, compôs e gravou alguns bons calangos, puxados na viola e com instrumentos percussivos.
A moda de viola se destaca
Entre tantos ritmos e estilos formados a partir das toadas, cantigas, viras, canas-verdes, valsinhas e modinhas, trazidos pelos europeus, a moda de viola se transformou na melhor expressão da música caipira. Com uma estrutura que permite solos de viola e longos versos intercalados por refrões, com letras quilométricas contando fatos históricos e acontecimentos marcantes da vida das comunidades, ela ganhou vida independente do catira. E seduziu grandes compositores, como os paulistas Teddy Vieira (de Buri) e Lourival dos Santos (de Guaratinguetá), já falecidos, bastante ativos entre os anos 50 e 60. Atualmente, os mineiros Zé Mulato e Cassiano estão entre os bons compositores e cantadores de modas de viola.
À medida que o país se urbanizou e precisou da mão de obra barata do povo do interior, levas de artistas caipiras e nordestinos também chegaram a São Paulo e ao Rio de Janeiro para disputar seus palcos e estúdios. Assim, emboladas e cocos se misturaram a maxixes, guarânias, rasqueados, chamamés, boleros, baladas e rancheiras – e a tudo o que se ouvia no rádio nos anos 50 e nas fronteiras do país. Todas essas matrizes sonoras formaram, com os gêneros caipiras tradicionais, o que passou a ser sacralizado, na terminologia do mercado fonográfico, como música "sertaneja". Mais sons entrariam nesse caldeirão: a partir dos anos 60, o rock e a MPB dos festivais, e, nos 80, a country music americana.**(o que, na minha opinião, ajudou a colocar a musica caipira na estagnação e quase esquecimento)
Entre os marcos das diversas fases da música que nasceu na roça e hoje, bastante modificada, embala multidões de norte a sul do país, podemos destacar as primeiras gravações de modas de viola e de outros gêneros caipiras por violeiros-cantadores do interior paulista, em 1929 – na série de discos produzida por Cornélio Pires para a Columbia. Na década de 30, vieram os sucessos de João Pacífico e Raul Torres, de Alvarenga e Ranchinho. Já Tonico e Tinoco pontificaram a partir dos anos 40.
*Informações coletadas no site www.clickmusic.uol.com.br
** Comentário meu.
terça-feira, setembro 12, 2006
Dino Franco
Oswaldo Franco nasceu em Paranapanena-SP no dia 08/09/1936. Na infância já ouvia no rádio excelentes Duplas Caipiras, tais como Tonico e Tinoco, e Raul Torres e Florêncio, entre outras. Aos 12 anos trocou o trabalho na enxada pela carreira artística, abandonando em definitivo a lavoura que era seu "ganha-pão" na época. Na década de 50, trocou o Interior Paulista pela Capital e adotou inicialmente o nome artístico de Pirassununga. Atuou com Tibagi (o mesmo que havia acabado de desfazer a dupla com Zé Marciano e que depois havia feito dupla com Miltinho). Apresentava-se também no programa "Arraial da Curva Torta" (produzido e apresentado por Ariowaldo Pires, o Capitão Furtado). Em São Paulo, na década de 60, cantou com diversos parceiros usando também nomes artísticos diversos. Em 1960, por exemplo, adotou o nome artístico de Junqueira quando cantou em dupla com Juquinha.
Foram 15 parceiros com os quais Dino Franco cantou em dupla nessa década, entre os quais Biá, Belmonte e Piratininga. Em 1968 adotou em definitivo o nome artístico de Dino Franco. Em 1972, Dino Franco firmou contrato com a gravadora Chantecler como produtor e diretor da Linha Sertaneja. Em seguida, formou a dupla com Biá. "Biá e Dino Franco", foi uma dupla de sucesso, sendo que Biá (ou Sabiá - Sebastião Alves de Cunha nascido em Coromandel-MG em 1927) foi o mesmo que também fez dupla com Palmeira. E em 1979 Dino Franco formou dupla com Mouraí (Luiz Carlos Ribeiro que nasceu em Ibirarema-SP no dia 19/07/1946 e faleceu em Catanduva-SP no dia 16/10/2005). "Dino Franco e Mouraí" foram pioneiros na regravação de antigos sucessos da Música Sertaneja, tais como "Sertaneja" e "A Volta do Caboclo".
Em seu trabalho sempre procuraram cultivar a Música Caipira Raíz e se destacaram também com temas de inspiração ecológica, como por exemplo "Manto Estrelado" (Dino Franco - Tenente Wanderley).
Dino Franco tem merecido destaque como excelente compositor, especialmente na Moda de Viola, com inúmeras composições que têm sido gravadas pelas mais renomadas Duplas Caipira Raiz.
* Informações coletadas na página Boa Música Brasileira do nosso cumpadre Ricardinho

Boa tarde
Uma reliquia achada no site Acervo Caipira
A Saudade Vai (1961)
01. A Saudade Vai
02. Brasil Sertanejo
03. Gaúcho Alegre
04. Zé Da Carolina
05. Tempo Bão
06. Quere Bem
07. João Boiadeiro
08. Tarde Janera
09. Sonho de Caboclo
10. Pião Arrespeitado1
1. Velho Carreiro
12. Carta de Caboclo
Link: RapidShare
SENHA--> http://acervo-caypira.blogspot.com
Valeu Cumadre "Caipirinha"
segunda-feira, setembro 11, 2006
Juquinha e Junqueira
Segue abaixo um link de um trabalho de remasterizaçao do cumpadre Ismar Russano, e para quem não sabe esta dupla, um dos componentes é nada mais nada menos que Dino Franco um dos maiores compositores da nossa musica caipira.
Valeu cumpadre Ismar
http://rapidshare.de/files/32090638/Juquinha_e_Junqueira.rar
Valeu cumpadre Ismar
http://rapidshare.de/files/32090638/Juquinha_e_Junqueira.rar
Olha nóis de volta sô!!
Bom dia Cumpadres e Cumadres...
Estou aqui, cansado mas feliz, e muito contente por sinal... afinal a 14ª Festa de Peao de Boiadeiro da minha querida Rinópolis superou mais uma vez todas expectativas.
Entao aos poucos vou começar as postagens de acordo com o proposito deste blog...que é ajudar a tantos cumpadres e cumadres a resgatar a musica caipira de raiz.
Estou aqui, cansado mas feliz, e muito contente por sinal... afinal a 14ª Festa de Peao de Boiadeiro da minha querida Rinópolis superou mais uma vez todas expectativas.
Entao aos poucos vou começar as postagens de acordo com o proposito deste blog...que é ajudar a tantos cumpadres e cumadres a resgatar a musica caipira de raiz.
quarta-feira, setembro 06, 2006
Segura Peão
Boa Tarde Cumpadres e Cumadres
Só vim justificar a falta de postagem...
Começa amanhã a 14ª Festa do Peão do Boiadeiro de Rinópolis e eu faço parte da Comissão Organizadora... e com isto... e o tempo que estava sobrando foi para o espaço.
Mas Segunda Feira estou de volta... e se Deus Permitir com bastante noticias boas.
Um Final de Semana prolongado abençoado por Deus para todos
Só vim justificar a falta de postagem...
Começa amanhã a 14ª Festa do Peão do Boiadeiro de Rinópolis e eu faço parte da Comissão Organizadora... e com isto... e o tempo que estava sobrando foi para o espaço.
Mas Segunda Feira estou de volta... e se Deus Permitir com bastante noticias boas.
Um Final de Semana prolongado abençoado por Deus para todos
Segura Peão
Boa Tarde Cumpadres e Cumadres
Só vim justificar a falta de postagem...
Começa amanhã a 14ª Festa do Peão do Boiadeiro de Rinópolis e eu faço parte da Comissão Organizadora... e com isto... foi-se o tempo que estava sobrando foi para o espaço.
Mas Segunda Feira estou de volta... e se Deus Permitir com bastante noticias boas.
Um Final de Semana prolongado abençoado por Deus para todos
Só vim justificar a falta de postagem...
Começa amanhã a 14ª Festa do Peão do Boiadeiro de Rinópolis e eu faço parte da Comissão Organizadora... e com isto... foi-se o tempo que estava sobrando foi para o espaço.
Mas Segunda Feira estou de volta... e se Deus Permitir com bastante noticias boas.
Um Final de Semana prolongado abençoado por Deus para todos
segunda-feira, setembro 04, 2006
Nota de Falecimento
A musica caipira esta de luto
Foi com profunda tristeza que a Cultura Caipira recebeu a notícia do falecimento de Sebastião Alves da Cunha, o Biá, em São Paulo-SP, no dia 02/09/2006, vítima de diabete crônica. Natural de Coromandel-MG, onde nasceu em 1927, Biá formou dupla com Palmeira, Goiá, e também com Dino Franco, além de ter sido um excelente Compositor e Poeta, autor da célebre "Boneca Cobiçada" (Biá - Bolinha), dentre muitas outras belíssimas composições. ..
Foi também com profunda tristeza que a Cultura Caipira recebeu a notícia do falecimento de João Perez, o Manito filho do Tonico da dupla Tonico & Tinoco, em São Paulo-SP, no dia 28/08/2006, tendo seu corpo sido cremado no dia 29/08/2006. Manito chegou a formar uma dupla com o amigo Jorlando. Jorlando e Manito gravaram em 2003 o CD "No Caminho do Pai - Tributo Ao Meu Velho Pai: Saudoso Tonico" pela gravadora Tocantins.
Que suas familias recebam o consolo para suas dores, e que tenham certesa de que eles estarão ao lado de Deus.
Informações coletadas na página Boa Música Brasileira do nosso cumpadre Ricardinho
Foi com profunda tristeza que a Cultura Caipira recebeu a notícia do falecimento de Sebastião Alves da Cunha, o Biá, em São Paulo-SP, no dia 02/09/2006, vítima de diabete crônica. Natural de Coromandel-MG, onde nasceu em 1927, Biá formou dupla com Palmeira, Goiá, e também com Dino Franco, além de ter sido um excelente Compositor e Poeta, autor da célebre "Boneca Cobiçada" (Biá - Bolinha), dentre muitas outras belíssimas composições. ..
Foi também com profunda tristeza que a Cultura Caipira recebeu a notícia do falecimento de João Perez, o Manito filho do Tonico da dupla Tonico & Tinoco, em São Paulo-SP, no dia 28/08/2006, tendo seu corpo sido cremado no dia 29/08/2006. Manito chegou a formar uma dupla com o amigo Jorlando. Jorlando e Manito gravaram em 2003 o CD "No Caminho do Pai - Tributo Ao Meu Velho Pai: Saudoso Tonico" pela gravadora Tocantins.
Que suas familias recebam o consolo para suas dores, e que tenham certesa de que eles estarão ao lado de Deus.
Informações coletadas na página Boa Música Brasileira do nosso cumpadre Ricardinho
Grandes Compositores
Aqui esta mais uma grande iniciativa do cumpadre Robertinho que mereçe aplausos.
Assim como aconteceu comigo há alguns anos atrás, quando comecei a me interessar pela Boa Música, é provável que muita gente não saiba quem foi, por exemplo, Teddy Vieira, Goiá ou Antenógenes Silva, mas, com certeza, quase todos conhecem grandes sucessos como "Menino da Porteira", "Saudade da Minha Terra" ou "Saudade de Matão" que continuam sendo gravados até hoje pelos melhores intérpretes! Quero, nessa página, homenagear um tipo de personagem de fundamental importância para a nossa Música Caipira Raiz e que no entanto "quase não aparece", ou seja, é mui pouco divulgado. Quando ouvimos a música nas emissoras de rádio, o locutor, na maioria das vezes, costuma mencionar apenas o nome da mesma e do intérprete (isso quando menciona, pois muitas emissoras apenas tocam a música sem nada dizer sobre a mesma); também na Internet, quando encontramos links musicais, é comum vermos apenas o nome da composição e do intérprete, sem mencionar o nome do(s) compositor(es). Considero uma injustiça o fato de termos em geral tanta dificuldade em saber o nome de quem compôs o trabalho do qual tanto gostamos e que nem sempre é de autoria do intérprete! Até mesmo as capas dos LP's e CD's costumam omitir a informação e muitas vezes precisamos ler o nome dos autores das músicas no rótulo do LP ou então dentro do encarte do CD, pois nas "contra-capas", muitas vezes consta apenas e tão somente o nome da música! Temos alguns exemplos clássicos na nossa Boa Música Brasileira que podem causar confusão e fazer até com que não acertemos na hora da compra de um disco, pois não basta saber o nome da música: é preciso também saber o nome do autor da mesma. Temos por exemplo duas belíssimas músicas que foram gravadas por Nélson Gonçalves e também por Roberto Luna, cujo nome é "Castigo": uma delas foi composta por Dolores Duran ("A gente briga / Diz tanta coisa que não quer dizer..." ) e a outra foi composta por Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves ("Eu sabia que você um dia me procuraria em busca de paz..."). E, na Música Caipira Raiz, temos também um exemplo de duas músicas gravadas por Tião Carreiro e Pardinho em dois discos diferentes e que possuem o mesmo nome, porém de diferentes compositores: "Novo Amor" (Jesus Belmiro - Lourival dos Santos) ("Você não é mais meu grande amor / não adianta querer voltar...") e "Novo Amor" (Retrato e Retrois) ("Estes versos tão tristes que eu canto / só você pode compreender..."). Os compositores são de fundamental importância na criação musical, assim como um belo quadro jamais existiria se não tivesse sido pintado. E, no caso de um quadro, é comum até ser chamado não pelo nome da obra, mas pelo nome do pintor ("O milionário adquiriu um Van Gogh naquele leilão por 10 milhões de dólares..."). Para ilustrar a real importância do Compositor, quero contar um "causo" que me foi contado pelo excelente compositor Roberto Stanganelli, o qual também está presente nessa página: Conta-se que um matuto possuía na gaiola dois belíssimos canários, dos quais um ficava o tempo todo quietinho, sem sair do lugar e sem emitir nenhum som, enquanto que o outro cantava e alegrava o ambiente durante horas a fio! Até que apareceu um "cumpadre" que queria comprar a ave canora a qualquer preço, mas somente o passarinho que cantava. Ao que o matuto respondeu que só venderia se fossem os dois juntos e com a gaiola! De outra forma, nada feito!! - Mas, por quê, ocê só vende os dois?! - É porque aquele que está quietinho alí no seu cantinho é que compõe o que o outro está sempre a cantar... É o Compositor!! Pensando nessa importância fundamental, foi que resolvi criar essa página dedicada a COMPOSITORES E POETAS da Música Caipira Raiz Lógico que grandes intérpretes também foram e/ou ainda são grandes compositores, como por exemplo João Pacífico, Raul Torres, Serrinha, Tonico e Tinoco, Tião Carreiro, Carreirinho, Teixeirinha, Rolando Boldrin, Pena Branca e Xavantinho, Zé Mulato e Cassiano, Renato Teixeira e Almir Sater, os quais possuem páginas a eles dedicadas nesse site. Cornélio Pires e seu sobrinho Ariowaldo Pires, o Capitão Furtado também foram grandes composítores que, devido à sua importância histórica fundamental no começo de tudo na Música Caipira, também têm páginas a eles dedicadas. Alguns deles inclusive não compuseram apenas Repertório Caipira, como é o caso de Antenógenes Silva, Catulo da Paixão Cearense, Zica Bergami e Joubert de Carvalho, que compuseram também Modinhas, Serestas e outros estilos da Boa Música Brasileira, alguns dos quais bem próximos do Erudito. Como exemplo, podemos citar "Maringá" (Joubert de Carvalho) a qual foi composta no piano, embora tenha um "Sabor Bem Caipira" na interpretação de excelentes intérpretes tais como Pena Branca e Tonico e Tinoco. Clique no nome do compositor desejado e a página rolará automaticamente para a sua respectiva biografia resumida:
Ado Benatti
Aleixinho
Anacleto Rosas Jr.
Antenógenes Silva
Athos Campos
Bariani Ortêncio
Biá
Caetano Erba
Capitão Barduíno
Catulo da Paixão Cearense
Comendador Biguá
Dino Franco
Elpídio dos Santos
Ely Camargo
Genésio Tocantins
Goiá
Jeca Mineiro
Jesus Belmiro
José Fortuna
Joubert de Carvalho
Juraíldes da Cruz
Laureano
Lourival dos Santos
Mário Zan
Moacyr dos Santos
Nhô Chico
Nhô Pai
Nonô Basílio
Palmeira
Patativa do Assaré
Piraci
Roberto Stanganelli
Sulino
Teddy Vieira
Tião do Carro
Valdemar Reis
Zacarias Mourão
Zica Bergami
*Estas informações foram coletadas no site Boa Musica Brasileira do nosso cumpadre Ricardinho
Assim como aconteceu comigo há alguns anos atrás, quando comecei a me interessar pela Boa Música, é provável que muita gente não saiba quem foi, por exemplo, Teddy Vieira, Goiá ou Antenógenes Silva, mas, com certeza, quase todos conhecem grandes sucessos como "Menino da Porteira", "Saudade da Minha Terra" ou "Saudade de Matão" que continuam sendo gravados até hoje pelos melhores intérpretes! Quero, nessa página, homenagear um tipo de personagem de fundamental importância para a nossa Música Caipira Raiz e que no entanto "quase não aparece", ou seja, é mui pouco divulgado. Quando ouvimos a música nas emissoras de rádio, o locutor, na maioria das vezes, costuma mencionar apenas o nome da mesma e do intérprete (isso quando menciona, pois muitas emissoras apenas tocam a música sem nada dizer sobre a mesma); também na Internet, quando encontramos links musicais, é comum vermos apenas o nome da composição e do intérprete, sem mencionar o nome do(s) compositor(es). Considero uma injustiça o fato de termos em geral tanta dificuldade em saber o nome de quem compôs o trabalho do qual tanto gostamos e que nem sempre é de autoria do intérprete! Até mesmo as capas dos LP's e CD's costumam omitir a informação e muitas vezes precisamos ler o nome dos autores das músicas no rótulo do LP ou então dentro do encarte do CD, pois nas "contra-capas", muitas vezes consta apenas e tão somente o nome da música! Temos alguns exemplos clássicos na nossa Boa Música Brasileira que podem causar confusão e fazer até com que não acertemos na hora da compra de um disco, pois não basta saber o nome da música: é preciso também saber o nome do autor da mesma. Temos por exemplo duas belíssimas músicas que foram gravadas por Nélson Gonçalves e também por Roberto Luna, cujo nome é "Castigo": uma delas foi composta por Dolores Duran ("A gente briga / Diz tanta coisa que não quer dizer..." ) e a outra foi composta por Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves ("Eu sabia que você um dia me procuraria em busca de paz..."). E, na Música Caipira Raiz, temos também um exemplo de duas músicas gravadas por Tião Carreiro e Pardinho em dois discos diferentes e que possuem o mesmo nome, porém de diferentes compositores: "Novo Amor" (Jesus Belmiro - Lourival dos Santos) ("Você não é mais meu grande amor / não adianta querer voltar...") e "Novo Amor" (Retrato e Retrois) ("Estes versos tão tristes que eu canto / só você pode compreender..."). Os compositores são de fundamental importância na criação musical, assim como um belo quadro jamais existiria se não tivesse sido pintado. E, no caso de um quadro, é comum até ser chamado não pelo nome da obra, mas pelo nome do pintor ("O milionário adquiriu um Van Gogh naquele leilão por 10 milhões de dólares..."). Para ilustrar a real importância do Compositor, quero contar um "causo" que me foi contado pelo excelente compositor Roberto Stanganelli, o qual também está presente nessa página: Conta-se que um matuto possuía na gaiola dois belíssimos canários, dos quais um ficava o tempo todo quietinho, sem sair do lugar e sem emitir nenhum som, enquanto que o outro cantava e alegrava o ambiente durante horas a fio! Até que apareceu um "cumpadre" que queria comprar a ave canora a qualquer preço, mas somente o passarinho que cantava. Ao que o matuto respondeu que só venderia se fossem os dois juntos e com a gaiola! De outra forma, nada feito!! - Mas, por quê, ocê só vende os dois?! - É porque aquele que está quietinho alí no seu cantinho é que compõe o que o outro está sempre a cantar... É o Compositor!! Pensando nessa importância fundamental, foi que resolvi criar essa página dedicada a COMPOSITORES E POETAS da Música Caipira Raiz Lógico que grandes intérpretes também foram e/ou ainda são grandes compositores, como por exemplo João Pacífico, Raul Torres, Serrinha, Tonico e Tinoco, Tião Carreiro, Carreirinho, Teixeirinha, Rolando Boldrin, Pena Branca e Xavantinho, Zé Mulato e Cassiano, Renato Teixeira e Almir Sater, os quais possuem páginas a eles dedicadas nesse site. Cornélio Pires e seu sobrinho Ariowaldo Pires, o Capitão Furtado também foram grandes composítores que, devido à sua importância histórica fundamental no começo de tudo na Música Caipira, também têm páginas a eles dedicadas. Alguns deles inclusive não compuseram apenas Repertório Caipira, como é o caso de Antenógenes Silva, Catulo da Paixão Cearense, Zica Bergami e Joubert de Carvalho, que compuseram também Modinhas, Serestas e outros estilos da Boa Música Brasileira, alguns dos quais bem próximos do Erudito. Como exemplo, podemos citar "Maringá" (Joubert de Carvalho) a qual foi composta no piano, embora tenha um "Sabor Bem Caipira" na interpretação de excelentes intérpretes tais como Pena Branca e Tonico e Tinoco. Clique no nome do compositor desejado e a página rolará automaticamente para a sua respectiva biografia resumida:
Ado Benatti
Aleixinho
Anacleto Rosas Jr.
Antenógenes Silva
Athos Campos
Bariani Ortêncio
Biá
Caetano Erba
Capitão Barduíno
Catulo da Paixão Cearense
Comendador Biguá
Dino Franco
Elpídio dos Santos
Ely Camargo
Genésio Tocantins
Goiá
Jeca Mineiro
Jesus Belmiro
José Fortuna
Joubert de Carvalho
Juraíldes da Cruz
Laureano
Lourival dos Santos
Mário Zan
Moacyr dos Santos
Nhô Chico
Nhô Pai
Nonô Basílio
Palmeira
Patativa do Assaré
Piraci
Roberto Stanganelli
Sulino
Teddy Vieira
Tião do Carro
Valdemar Reis
Zacarias Mourão
Zica Bergami
*Estas informações foram coletadas no site Boa Musica Brasileira do nosso cumpadre Ricardinho
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