Este é um blog dedicado exclusivamente para o caipira, sua música, seus causos enfim tudo que tenha a ver com a vida simples do homem do campo. Aqui vc vai encontrar links para sites que tem interesse no resgate e preservação deste estilo.

terça-feira, novembro 07, 2006

V Luar do Sertão


Aconte na cidade Piacatu - SP. É um excelente trabalho de resgate da musica caipira, vem violeiros de varias cidades, é um encontro de talentos e tenho certesa que quem mais ganha com isso são os apreciadores da boa musica caipira...
Parabéns Helio, Parabens Prefeitura e todo o povo da maravilhosa cidade de Piacatu.
Em tempo, estaremos lá, apreciando e fazendo uma cobertura fotográfica, e estaremos publicando já na proxima semana.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Revista Viola Caipira

Boa tarde Cumpadres e Cumadres
O link abaixo é da Revista Viola Caipira, acessem, façam a assinatura, pois compensa...Viva a viola caipira, viva a musica caipira e viva a tatuzada!!!!

Viola Caipira

sexta-feira, novembro 03, 2006

Um tatu para defender a musica raíz



Taí cumpadres e cumadres agora, mais preparado que nunca para defender a boa musica raíz.

terça-feira, outubro 31, 2006

Tuta e Tota

(foto coletada no site www.boamusicaricardinho.com)








Boa Tarde Cumpadres e Cumadres

Segue um link de um cd desta dupla tão boa postado direto do grupo Caipira Raiz com o nosso cumpadre CLAUDEMIR TEIXEIRA DA SILVA, Valeu Cumpadre!!!

http://www.badongo.com/file/1635556

segunda-feira, outubro 30, 2006

Pagode

O Pagode



Bem antes, no começo de tudo, pagode era sinônimo de zoada feita no fundo do quintal. Como o samba. No fundo do quintal se costumava tocar, cantar, dançar, comer e beber. Num tempo não muito longe, pagode era, pois, o mesmo que festa, festança. Das mais puras, longas e bonitas. Varavam madrugadas inteiras. A cachaça dava no meio da canela. Sem forrobodó. - "Vamo prum pagode?" - Já se sabia: Vamos a uma festa na casa de fulano de tal. Pagode também é o mesmo que templo, construção suntuosa, grande, comum em alguns países asiáticos, onde pratica-se o exercício de adoração a deuses, figuras imponentes que o imaginário popular põe acima do bem e do mal. Há pagodes na China e no Japão, por exemplo. Fora isso, pagode é verbo intransitivo direto. Diz-se: - "Vamo pogodeá?" Quer dizer, vamos farrear, foliar, vadiar, festejar qualquer coisa. O termo ou expressão pagode também pode ser empregado no sentido de zombaria ou desfeita. Fulano é um tolo, vive no pagode. Coisa de vagabundo. Porém, o PAGODE também é um gênero musical muito bonito, como o baião, o forró, o batuque, o samba ou mesmo a bossa nova.



A História do Pagode



Entre janeiro e fevereiro de 1959; o mineiro de Montes Claros Tião Carreiro (José Dias Nunes) e o paulista de Bofete Carreirinho (Adauto Ezequiel) compuseram e gravaram, no dia 3 de março desse mesmo ano, uma musica a que deram o curioso titulo de Pagode, uma espécie de recortado sem ser recortado, que é uma forma de dança (e música) bastante comum no interior de São Paulo e outras regiões do país, como Rio de Janeiro e Minas Gerais. Foi aí que um compositor genial, Lourival dos Santos, chamou seu amigo Teddy Vieira a um canto prum dedo de prosa. Conversa vai, conversa vem, Tião foi chamado também para alguns esclarecimentos e troca de idéias. Logo após esse encontro, Teddy e Lourival compuseram, num novo ritmo (pagode) Pagode Em Brasília, originalmente gravado por Tião Carreiro e Pardinho há mais 34 anos. A criação desse gênero musical coincidiu com a inauguração de Brasília, o que levou seus autores a serem homenageados pelo presidente da República, Juscelino Kubitschek.



Os Criadores do Pagode



Teddy Vieira, cujo nome completo era Teddy Vieira de Azevedo, nasceu na cidade paulista de Itapetininga no dia 23 de dezembro de 1922 e morreu em 1965, no dia 16 de dezembro. Deixou cerca de 200 composições de sua autoria gravadas pelos mais destacados intérpretes da chamada música caipira. Lourival dos Santos, um paulista de Três Barras, distrito de Guaratinguetá, nasceu no dia 11 de outubro de 1917 e compôs, até agora, algo em torno de 1.300 músicas. Entre seus vários parceiros. destacam-se o próprio Teddy, Sulino, Raul Torres, Piraci, Jacó, Serrinha., Téo Azevedo, Jorge Paulo e, naturalmente, Tião Carreiro. - "Muita gente me pergunta como foi que aprendi a tocar viola. Praticamente aprendi sozinho, nunca tive um professor. No ano de 1950 eu tinha apenas 13 anos e cantava no Circo Giglio. O nome da dupla que eu formava era Palmeirinha e Coqueirinho e o proprietário do circo me disse que a dupla

de violeiros tinha que tocar viola e, na época, eu tocava violão. No mesmo ano veio cantar neste circo a dupla "Coração do Brasil" Tonico e Tinoco, na cidade de Araçatuba, em São Paulo. Durante o tempo em que eles estavam no hotel, Tinoco deixou a viola no circo e eu decorei a afinação escondido. Logo em seguida, ganhei uma violinha de presente, que foi pintada pelo Romeu, pintor lá de Araçatuba. A partir dai, me inspirei num dos maiores violeiros da época, Florêncio, da dupla Torres e Florêncio, infelizmente já falecidos, è hoje tenho a felicidade de ter a viola vermelha que pertenceu a ele .

Aproveito a oportunidade para agradecer a meu grande amigo Moreno, da dupla Moreno e Moreninho, que me cedeu a viola. Fiz uma grande homenagem, compondo juntamente com Jesus Belmiro uma moda com o título de "Viola Vermelha ". A minha homenagem a todos que abraçam e tratam a viola com carinho. Vou citar alguns nomes, como Almir Sater, Renato de Andrade, Zé do Rancho, Tião do Carro, Bambico, Airtom Vieira, Roberto Correia, Divino, Ronaldo da Viola, Goiano, maestro Oscar Safuan, Itapuã e Moreno. O sertanejo representa tudo para mim, porque eu vivo da música sertaneja, admirada por este povo. Além disso, eu praticamente vim da roça, comecei ainda pequeno, com uns 8 anos, a cuidar do arado e tocar violão. Gosto muito do homem do campo pela sua sinceridade, sua pureza, sua humildade. Isso faz com que eu o admire e respeite." José Dias Nunes, o Tião Carreiro , Montes Claros, MG, 1934.

Antônio Henrique de Lima, o Pardinho, São Carlos, SP, 1932.

Entre as novas duplas surgidas a partir da década de 50, Tião Carreiro e Pardinho São importantes a ponto de Nonô Basílio, caipira compositor e que trabalhou em diversas gravadoras, colocá-los em 1976 no primeiro lugar de sua lista de campeões de vendagem de discos, seguidos por Leo Canhoto e Robertinho e Lourenço e Lorival. quando se formou, em 1956, a dupla já acumulava extensos currículos individuais. Tião Carreiro, com o nome de Zezinho, fizera dupla com lenço verde ; foi também o Palmeirinha, em dupla com coqueirinho ; depois mudou Zé , para fazer dupla com Tietezinho e por fim substituiu Zé carreiro, adotando definitivamente o pseudônimo de Tião Carreiro. Pardinho começara cantando com Miranda, depois fizera dupla com Zé carreiro, vencendo o torneiro de violeiros realizado em 1956 pela rádio tupi de São Paulo. lá foram convidados por Teddy vieira para gravar na Columbia (atual Cs). em seguida Zé carreiro resolveu reviver a dupla com Carreirinho , e Pardinho topou o convite para cantar com Tião Carreiro. seu primeiro sucesso foi cavaleiro do bom Jesus ( João Alves-nhô Silva- Teddy Vieira). passando para a chantecler, a dupla gravou numerosos Lps, e entre seu repertório se destaca a beleza só ponteio, biografia de Tião Carreiro, letra do capitão furtado e música do próprio Tião . em 1970 a dupla atuou como intérprete principal do filme sertão em festa, dirigido por Osvaldo de oliveira . seu maior sucesso avulso é rio de lágrimas ( também conhecido como rio de Piracicaba ) , de Piraci- Lorival dos santos- Tião Carreiro ). e o lp de maior vendagem intitula-se levanta, patrão . Paulatinamente, a industria da produção musical caipira passou a trazer seus efeitos. em primeiro lugar , em contato com o mercado fonográfico, começou a abrir-se a novas influências, provenientes do meio rural de outros países. ("o rural é rural - diria um compositor caipira - no Brasil, nos estados unidos ou na china") . veio a guarânis paraguaia, o boleiro, a influência mexicana pelas canções de Miguel Aceves Majias, e a do meio-oeste americano. o cantor Bob Nelson fez muito sucesso apresentando-se como cow-boy e vertendo para o caipira a musica rural dos estados unidos.

Dessa forma, embora permanecessem os ritmos caipira - a moda - de viola, o cateretê, o cururu, a cana-verde, a moda campeira e o arrasta-pé -, o gênero estendeu-se muito mais, até incluir degenerações urbanas - como o iê-iê-iê .

Outra conseqüência da industrialização da música caipira foi a constatação de que seu público era muito pouco sensível a modismos passageiros. os discos do gênero, ao invés de apresentarem uma aguda de vendagem, atingindo o ápice para depois descer para o completo esquecimento, mantêm-se firmes por anos ou décadas, o que. Aliás, demonstra sua radiação cultural muito mais sólida . Por exemplo, Jorginho do sertão e azul cor de anil ( gravada em 1929). Boi amarelinho, em vez de me agradecer (estréia em disco de Tonico e

Tinoco) e muitas outras produções da década de 30, continuam sendo editadas, com vendagem segura e firme. e não se trata de casos esparsos: Tião Carreiro e Pardinho gravaram quase trinta Lps, e todos eles ainda sustentam vendagem e continuam em catálogo .

Essa circunstância não atenuou o preconceito das emissoras de rádio, das gravadoras e da TV contra a música caipira. muito ao contrário, logo a manutenção do preconceito se mostraria bastante lucrativa: os artistas caipiras, segredos do restante da música popular, podiam receber menos, garantir a baixo preço boas audiências em horários "infelizes", apresentar-se de graça, em busca de promoção . Empresários ligados a gravadoras continuaram o caminho de Cornélio Pires, mas, levados apenas pelo faro comercial, não arriscariam, preferindo transferir toda a possibilidade do prejuízo para seus contratados, e assumindo apenas os lucros .

Assim é que promovem caravanas, mas não levam os discos. Levam apenas os artistas que desejam se promover, pagos em comida e alojamento, só depois que estes conseguem prestígio é que promovem a gravação. dessa maneira conseguem shows baratíssimos, para depois editar discos com vendagem já assegurada . E os que cinqüenta anos de fonografia caipira tiveram, em resumo, estas conseqüência, segundo o sociólogo Valdenir "batatais" caldas : · A rápida proliferação das dupla era uma nítida demonstração de que o sucesso discófilo do gênero sertanejo estava assegurado . qualquer investimento nessa modalidade musical significava rentabilidade garantida . e nisso os empresário nunca titubearam. o resultado foi o progressivo crescimento da música "sertaneja" "novo estilo musical" e conseqüente perda de autonomia de seu compositores e cantores, que passavam a produzir não aquilo que sabiam e queriam mas o que lhe era determinado por elementos especializados em mercadologia por elementos "especializados" em detestar o gosto popular.

Nasce dessa forma, a canção sertaneja de caráter comercial, caráter esse que domina sua existência já desde tenra idade até os dias de hoje . "o meu boi morreu, que será de mim ? " Criou-se a carreira artística de músico caipira, de compositor do interior. e essa carreira precisava ser vivida nas cidades, juntos às gravadoras. Assim, enquanto a industrialização, na região sudeste, deslocava massas agrárias para as periferias das grandes cidades - onde suas formas culturais , arrancadas da origem, permaneceriam como marginais - , também o artista caipira devia deslocar-se de sua base cultural de inspiração para a cerveja das grandes cidades . · me dá uma cerveja .

Um bar no largo do Paissandu, no centro da capital paulistana, é o ponto de encontro dos caipiras em São Paulo. mais do que por qualquer injunção da indústria fonográfica , seu sucesso depende de abandonarem as raízes .

Tião Carreiro e Pardinho


TIÃO CARREIRO E PARDINHO

Tião Carreiro- nasceu em Monte Belo-MG, aos cinco anos , veio para Araçatuba ,foi criado numa fazenda paulista . Tocava em circos na região de Araçatuba , tocava violão , decorou a afinação da viola num show de Tônico e Tinoco passando as mãos nas cordas no camarim , admirava Florêncio o violeiro de Barretos de quem ganhou a famosa viola vermelha. Esta enterrado em São Paulo .Para ele ninguém tocava melhor que os violeiros de Barretos. Em 1955 mudou-se de Araçatuba para Val Paraíso . Em Pirajuí num circo conheceu Pardinho –nascido em São Paulo em 1932 , com que formou a dupla Tião Carreiro e Pardinho. Começaram a vida no circo Rapa Rapa , como ele mesmo dizia no circo “Nos éramos violeiros , cantores e amarra cachorro” , depois de seis meses vieram para São Paulo , até então Tião era Zé Mineiro , porém sua primeira gravação foi com Carreirinho substituindo o consagrado Zé Carreiro que estava doente , herdou o nome Carreiro e gravou 78RPMs dos quais a Continental selecionou 14 músicas para o Lp Meu Carro é Minha Vida lançado em 1962 , a dupla logo se desfez . Aí Tião carreiro e Pardinho gravaram seu primeiro sucesso “Cavaleiros do Bom Jesus” e “ Boiadeiro Punho de Aço”ambas de Teddy Vieira . O sucesso veio com “ Alma de Boêmio” cantando tangos e canções rancheiras . Em 1961 lançou o Rei do Gado de Teddy Vieira e seguiram com grandes sucessos.Em 1965 com a morte de Teddy Vieira , na gravação do programa Canta Viola de Geraldo Meireles na Cultura de São Paulo , Tião interrompeu com lágrima nos olhos , prestando desta forma sua homenagem ao compositor de Itapetininga , que o lançou em disco.

Em 1966 lança o Lp Pagode na Praça , consagrou pagode de viola e a criação de Carreiro , Teddy Vieira , Moacir e Lourival dos Santos , compositores paulistas que muito contribuíram para o sucesso de Tião Carreiro.

O Rio de Piracicaba ou Rio de Lágrimas de Piraci , Lourival , Tião Carreiro foi a consagração definitiva da dupla.Tião casara com Nair em Araçatuba em 1954 .

Em 1979 Tião Carreiro lança um Cd de solo de viola caipira.

JOSÉ DIAS NUNES, ou TIÃO CARREIRO, nasceu em 13 de Dezembro de 1934 e faleceu em 15 de Outubro de 1993. Era um compositor invejável, e na viola era primeiro sem segundo. Não seria exagero chamar o Rei do Pagode também de o Rei da Viola ou o Rei dos Violeiros, já que foi ele quem deu à viola e à moda de viola status e sua devida importância. Ele estava para a Viola assim como Pelé está para a bola. Que o diga Almir Sater, um de seus mais fiéis pupilos. Conta-se que depois de ouvir Tião tocar, Almir por pouco não desistiu da carreira de violeiro. A viola nas mãos mágicas de Tião Carreiro parecia ganhar vida própria, pois tão bem se entendiam. Fez escola! Cantou sob os pseudônimos de Zezinho, Palmeirinha, Lenço Preto e Zé Mineiro. Fez dupla com Lenço Verde, Lenço Branco e Zé Mineiro. Lenço Verde e Coqueirinho eram a mesma pessoa, Waldomiro, um primo de Tião. Nos anos 50, conheceu Diogo Mulero, o Palmeira , que o apresentou a Teddy Vieira, e este lhe deu a oportunidade de gravar o seu 1º disco , e o batizou de Tião Carreiro. Depois de gravar com Carrerinho; fez dupla com Pardinho (que foi o parceiro que mais o completou); Paraíso e por final Praiano.

ANTÔNIO HENRIQUE DE LIMA, ou PARDINHO,nasceu em São Carlos , em 14 de agosto de 1.932. Mestre no Violão, sua destreza nos solos podem ser ouvidas em seus discos gravados. Dono de um compasso incomparável, soube como ninguém dar a base perfeita para os solos de viola de Tião. Em todas as duplas que formou, fez sempre a primeira voz. Após o rompimento da parceria com Tião, fez dupla com Pardal e depois com João Mulato.
Tião Carreiro e Pardinho, merecidamente cominados "Os Reis do Pagode", são inegavelmente os maiorais desse gênero musical paulista, criado por Teddy Vieira (1922/ 1965) e Lourival dos Santos, em agosto de 1960. Em 1.954 se conheceram, e, em 1.956 gravaram o 1º de uma série de 15 discos de 78 Rpm .A partir daí, nasceu a dupla de maior fenômeno da música raiz. Tornaram-se ídolos! Cantaram em circos, cinemas e teatros, e por muitas vezes se viram forçados a repetirem seus espetáculos em duas ou três sessões. Apresentaram-se em quase todas as cidade interioranas de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Paraná. Dupla simples e amiga de todos, chegavam a se misturar à multidão admiradora, dada a sua simpatia e naturalidade. Freqüentemente encontravam-se com um sorriso nos lábios. Foram Artistas exclusivos da Gravadora Chantecler. Tinham seus discos rapidamente esgotados e tudo que faziam eram pensando em proporcionar melhor qualidade artística ao seu imenso público.


*Informações coletadas no site Viola Tropeira

sexta-feira, outubro 27, 2006

Links mais do que especiais

Bom Dia Cumpadres e Cumadres:

Estou postando uns links muito especiais, encontrados no Grupo Caipira Raiz, que por sua vez os recebeu do Cumpadre João Vilarim do site www.ponteiocaipira.com.br
e eu tomei a liberdade de postar para os visitantes deste blog
Um abraço Cumpadre Samuel "o Caipira do Sur de Minas e o grande violeiro João Vilarim


ATENÇÃO: SENHAS PARA OS ARQUIVOS:

PARA_OS_TATUS_DO_CAIPIRA_RAIZ&ACERVO_CAIPIRA


Belmiro & Belmonte
Discografia Completa
AQUELA MULHER - 1963

1) Aquela mulher - Guacy/Anacleto R. Jr.
2) A fronha - Belmonte/Anacleto R. Jr.
3) Desventura - Zacarias Mourão/Zé do Rancho/Biguá
4) Lábio cor de maça - George Ab
5) Amargo desgosto - George Ab
6) Ranchinho a beira mar - George Ab
7) Não me abandones - Zacarias Mourão/Zé do Rancho/Biguá
8) Fora da lei - B. Amorim/Walter Amaral
9) Juras de vaqueiro - George Ab
10) Quero esquecer - Cambará/Belmonte
11) Amor distante - George Ab
12) Caboclo brasileiro - Belmiro/Lazaro F. Godoy




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FILHO DE UM LAVRADOR - 1973

1) Pedras de lixo - Everaldo/Ferraz/Pequerobi
2) Queira-me muito - Gonzalo Roio/vers.:Amaraí
3) Minha terra distante - E. Ayala Baez/vers.:José Fortuna
4) Não tenho inveja - Milongueiro
5) Velho mosquito - Moreira/Venâncio
6) O filho de um lavrador - Meirinho
7) Eu vendo uns olhos negros - Osvaldi Silva/Ariovaldo Pires
8) Três companheiros - Zé Batuta
9) Onde está meu bem - Amaraí /Zé da Praia
10) Oração da minha amada - E. Ayala Baez /E. Martinez/vers.:Belmonte
11) Gente de minha terra - Goiá/Almir


TIBAGI & AMARAÍ

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TIBAGI & AMARAÍ
"aguardando imagem" 1) Um cavalo pampa - Amaraí/Hélio Alves/Ziltinho
2) Adeus Maria - Goiá/Sebastião Victor
3) Triste abandono - Goiá/Zacarias Mourão
4) Outra noite sem meu bem - Goiá/Waldemar de Freitas Assunção
5) Prefiro suportar a saudade - Juquinha/Amaraí
6) Travessa da amizade - Goiá/Sebastião Victor
7) Carta de filho - Goiá/Plinio Alves
8) Teu adeus é motivo de meu pranto - Jacó/Jacozinho
9) Santa Helena de Goiás - Goiá/AmaraÍ
10) Sem bolo e sem vela - Sebastião Ferreira da Silva/Tony Damito
11) A terceira caída - Ezequiel Mejia/vers.:Amaraí
12) Lição de cabloco - Goiá/Julião Saturno



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terça-feira, outubro 24, 2006

Brinquinho e Brioso


Embaixadores da Alegria

"Os Embaixadores da Alegria": Assim ficou conhecida a mais famosa Dupla Caipira do Vale do Paraíba, formada em São José dos Campos-SP no final da década de 1930. Segundo filho de Cecília e Theódulo Gaia, Thesis dos Anjos Gaia (o Brinquinho) nasceu na Capital Paulista no dia 20/07/1915 e faleceu também em São Paulo-SP no dia 22/05/1977. Euclides Honorato da Costa (o Brioso) era filho de Isaura e Francisco, tendo nascido em São José dos Campos-SP no dia 16/10/1913; faleceu na mesma cidade no dia 23/09/1991.

Thésis, por sinal, era irmão de Diésis dos Anjos Gaia, que foi o primeiro Ranchinho da inesquecível dupla Alvarenga e Ranchinho (o "Ranchinho Primeiro e Único" como afirmou Rolando Boldrin).

Thésis e Euclides se conheceram quando trabalhavam na Prefeitura Municipal de São José dos Campos-SP. Os dois andavam sempre juntos e viviam cantando músicas do repertório de Alvarenga e Ranchinho e, com isso, o Prefeito apelidou-os com os nomes de dois bois de uma parelha que ele tinha na sua fazenda: Brinquinho e Brioso.

No ano de 1939 a dupla "Brinquinho e Brioso" chegou a se apresentar juntamente com o Cornélio Pires e em 1940 foram contratados pela Rádio Atlântica de Santos-SP. Pouco depois seguiram para se apresentar na filial da Rádio Atlântica, em Niterói-RJ.

De volta à Capital Paulista, em Agosto de 1943, "Brinquinho e Brioso" lançaram um disco 78 RPM pela gravadora Columbia com a valsa "Cruel Destino" (Brinquinho - Brioso - Lauro de Souza) e o cateretê "Pé de Coquerá" (Brinquinho - Brioso - Abílio Machado), que é a música, cujo trecho o Apreciador ouve ao acessar essa página. No mesmo ano "Brinquinho e Brioso" lançaram "Moda dos Inventores" (Brinquinho - Brioso) e "Os Poetas na Moda" (Brinquinho - Brioso - Armando Rosas).

A dupla também se apresentou no "Feira de Amostras", programa que Blota Júnior apresentava na Rádio Cruzeiro do Sul na Capital Paulista. Integraram também a "Embaixada Sonora" que foi um conjunto artístico nos Diários e Emissoras Associadas de São Paulo-SP. "Brinquinho e Brioso" também fizeram temporada na Rádio Tupi do Rio de Janeiro-RJ.

No ano de 1944 "Brinquinho e Brioso" gravaram a rancheira "Cavalo Baio" (Buci Moreira - Conde) e a polca "Deliciosa" (Mário Gennari Filho) (essa última com acompanhamento de Acordeon a cargo do próprio compositor).

No ano seguinte a dupla se apresentou nas cidades de Belo Horizonte-MG, Salvador-BA e Recife-PE. Apresentaram-se também no "Show da Vitória" em Fernando de Noronha-PE que era na época uma Base Militar. Esse show se deu em homenagem aos "Pracinhas" que haviam sido convocados para integrar a Força Expedicionária Brasileira por ocasião da Segunda Guerra Mundial.

No mesmo ano de 1945 "Brinquinho e Brioso" gravaram a marcha "Alô, Mister Johnny" (Arlindo Pinto - Hélio Sindô) e o samba "Vá Pela Calçada" (Hélio Sindô - Vladimir de Melo). E em 1946 a dupla gravou a moda de viola "Caboclo de Azar" (Anacleto Rosas Jr.), o recortado "Fartura" (Anacleto Rosas Jr.) e a toada "Linda Serrana" (Anacleto Rosas Jr.).

Em 1950 "Brinquinho e Brioso" gravaram pela Continental as modas de viola "Cachorro Maiado" (Brinquinho - Brioso - Geraldo Costa) e "Etelvina" (Anacleto Rosas Jr. - Brioso). No ano seguinte eles gravaram a toada "Remorso" (Anacleto Rosas Jr. - Arlindo Pinto) e o xote "Sertão do Paraná" (Brinquinho - Brioso - E. Barros).

Em 1952 eles gravaram as valsas "Parabens" (Nhô Zé - Álvaro) e "Eu, Você e o Luar" (Ciro de Souza - M. Silva). No ano seguinte a dupla gravou pela Odeon o cururu "Nossa Senhora de Nazaré" (Palmeira), a toada "Zeca Flauzino" (Nhô Zé - Brinquinho - Brioso) e o arrasta-pé "Meu Bem Não Chore" (Nhô Zé - Brinquinho - Brioso).

No ano de 1955 a dupla gravou a toada "Castigo de São Benedito" (Teddy Vieira - Jaime Ramos). E em 1959 gravaram o bolero "Beijo da Traição" (Etel - Branquinho) e o xote "Carta ao Macuco" (Etel - Farid Riskallah).

A marcha "Sanfona da Véia" (Brinquinho - Brioso - Raul Torres) é considerada como a música de maior sucesso da dupla "Brinquinho e Brioso", música essa que foi lançada por Raul Torres e Florêncio pela Todamérica no ano de 1951 e foi também regravada por Barnabé na Continental em 1965. E o inesquecível Mazaropi, também cantou essa marcha no filme "Mágoas de Caboclo", produzido e dirigido por Ari Fernandes, filmado em 1970 e, no ano seguinte, no filme "Betão Ronca Ferro", de Mazzaropi.

Calcula-se que "Brinquinho e Brioso" tenham deixado um acervo de cerca de uma centena de composições, tendo gravado um total de 42 músicas em 21 "bolachões" 78 RPM (entre 1943 e 1959), além de diversas composições que foram gravadas por diversos outros renomados intérpretes.

Em 2004 foi lançado pela JAC Editora (F.: (12) 3948-1274) o livro "Brinquinho e Brioso - Os Embaixadores da Alegria" escrito por Tita Selicani que resgata a História de Thésis e Euclides a partir de depoimentos de moradores de São José dos Campos-SP, além de familiares dos integrantes da dupla, e também de renomados artistas do quilate de Lima Duarte, Irmãs Galvão, Tinoco e Pena Branca, dentre outros.

Além de reproduzir Documentos e Manuscritos da época e fotos diversas de "Brinquinho e Brioso", o livro também cita a precariedade dos Meios de Comunicação numa época em que a Televisão ainda não existia e o Rádio ainda tinha muitas "limitações geográficas".

A "Madrinha" Inezita Barroso escreveu o Prefácio da Obra, afirmando que "...a Música Raiz está muito abandonada, por isso, é importante que as pessoas se interessem em saber o porquê dos Estilos Musicais, das Danças Folclóricas e das mais diversas Manifestações Culturais do Brasil."

*Informações colhidas no site www.boamusicaricardinho.com do nosso cumpadre Ricardinho

quinta-feira, outubro 19, 2006

Historia do Cururu

História do Cururu

- Tradição Caipira

O Tietê é um rio curioso, ao atravessar São Paulo consegue manter-se vivo e, ao contrário dos outros rios que correm para o mar, ele avança em direção ao interior do estado, levando a tradição e cultura daqueles que nele navegam.

Uma das mais importantes formas de manifestação interiorana brasileira veio através do Tietê, trazida pelos bandeirantes, mas com raízes portuguesas, o cururu.
No início, o cururu, que muito provavelmente tenha sido usado pelos jesuítas para catequizar os índios, era dançado mas o deixou de ser com o tempo, mas a tradição da cantoria permanece viva na região do médio Tietê que abrange cidades como Piracicaba, Tietê, Conchas, Anhembi, Botucatu e Laranjal Paulista,Sorocaba,tatui,votorantin, entre outras.
A simples palavra cururu já causa controvérsias, enquanto alguns historiadores apontam sua origem para um tipo de sapo, outros a atribuem para a versão regional da dança de São Gonçalo, mas histórias a parte, o cururu é rico mesmo em poesia e espontaneidade.
O cantador de cururu é chamado canturião e ele deve cantar em determinada carreira ou linha, que nada mais é do que a sílaba final na qual se deverá fazer a rima, ou às vezes se torna uma letra do alfabeto que pode ser o a, o i ou o s, e dessa forma rimar os versos, sendo que sempre se usam as palavras na forma em que se fala na região, ou seja, na carreira do a pode se usar as palavras cantá e falá, na carreira do i temos como exemplo pedí e subí, e na carreira do s podem ser ditas amanhecê, conhecê e acontecê.
Para iniciar a cantoria, o canturião precisa primeiro fazer uma louvação, que é uma saudação ao povo ou louvação aos santos, só depois é permitido cantar o desafio. O cantador tem liberdade de tempo para cantar e só quando finalizar é que o desafiante pode iniciar a resposta, que precisa ser na mesma carreira.
Quanto aos temas, eles podem ser políticos, sociais, esportivos ou religiosos, sendo que este último é designado geralmente como cantar na letra ou na folha, ou seja, cantar de acordo com as escrituras bíblicas, o que exige grande conhecimento e destreza dos cururueiros.
A tradição do cururu, que também existe nos estados do Mato Grosso, Goiás e até na Amazônia, manteve o seu berço no interior paulista, que é onde viveram e vivem seus grandes nomes.
Cornélio Pires foi quem levou o cururu aos palcos, ainda em 1910 e mais tarde ao rádio.Como todo gênero musical enraizado na cultura do seu povo, o cururu teve seus heróis basicamente na figura de quatro ícones:

Nhô-Serra, conhecido como o Cururueiro do Microfone, foi quem melhor popularizou a imagem de cantador, tornando-se talvez, o mais importante de todos no sentido de difundir a tradição. Morto em 1997, teve nas suas últimas palavras, a tristeza de admitir que o cururu é uma tradição, como outras no país, que não está sendo renovada e conseqüentemente, se extingüindo.

Pedro Chiquito, também falecido, foi mestre na arte do repente e ficou conhecido como o mais eclético de todos os cururueiros.

Parafuso, falecido na década de 1970 e imortalizado por Tião Carreiro & Pardinho com a musica Negrinho Parafuso. Era conhecido como o caçoísta (sarrista), tendo ganho o apelido por rodopiar num salto como um parafuso ao arrematar um repente bem sucedido.

Zico Moreira, o maior patrimônio vivo desta cultura, no alto dos seus 97 anos de idade. Seu Zico exibe saúde e lucidez, quando canta impressiona qualquer pessoa leiga ou letrada na cultura popular. Zico é conhecido como o maior poeta do gênero. De seus repentes saíram verdadeiros poemas como a carreira de São João, na coluna ao lado.

A viola é a companheira ideal do cururu, que diferentemente do repente nordestino, tem função melódica e pode também ter acompanhamento de pandeiro e reco-reco.Como o cururu era dança, depois canto de origem religiosa até a primeira metade do século, ele era praticado em procissões, quermesses e eventos sacros em geral, mas hoje em dia os motivos para os desafios são bem mais diversos e os locais em que ainda são realizados também, basta ter uma viola tinindo que se ouvirá o larai larai de um cantador. Por isso, não se acanhe, se por acaso estiver pela região do médio Tietê, é só avistar algum matuto enrolando um cigarrinho de palha e perguntar onde possa ouvir algum desafio que com certeza vai ser bem informado, uma vez que você vai estar na região onde nasceu Angelino do Oliveira, Raul Torres, Serrinha, Cornélio Pires e Capitão Furtado.

LUIZINHO ROSA autor de PODER DO CRIADOR, gravado por goiano e paranaense

(Silvio Mariano, Piracicaba, SP,)

*Informações coletadas no site Viola Tropeira

Cururu

O que é cururu?

Concebido como dança de roda, na zona rural da região do Médio Tietê, o Cururu foi levado como espetáculo ao público urbano, pela primeira vez em 1910, por Cornélio Pires.

Apesar de ser inicialmente dançado, o Cururu é sobretudo, um Canto de Repente, de modo que as letras, a melodia e a música são feitas com total improviso.

Cada improviso deve respeitar um tipo de regra: as rimas dos versos de repente obedecem às carreiras, que podem ser do "A", que implica como rimas no verbo "...ar", por exemplo: "dançá" e "cantá"; do Sagrado, com rimas em "...ado", por exemplo: "cansado" e "desajeitado".

Embora conduzido ao som de viola, que marca o compasso e pelos versos do cururueiro, o Cururu também tem na sua tradição, uma participação do público, que pode aplaudir uma combinação brilhante de palavras nos versos, ou então, criticar o desempenho do canturião, quando este perde o compasso da viola e "...perde a batida".

Totalmente improvisado, mas cumprindo regras determinadas pelas tradições folclóricas, o Cururu foi criado por motivos religiosos, com base em eventos da igreja Católica, principalmente nas Festas em devoção ao Divino Espírito Santo, quando na hora em que ocorre o "pouso do divino", o cururueiro começa a cantar para saudar a chegada do Divino.

Esse é o considerado "auge" de uma apresentação de Cururu, onde o canturião deve mostrar todos os seus conhecimentos e habilidades para rimar versos bíblicos e com eles, desenvolver dentro deles, uma história.

Assim como uma narrativa escrita, o Cururu é uma história cantada, onde o assunto a ser cantado é decidido pelo próprio cururueiro. Na verdade é ele quem dará rumo ao que será tratado durante a "cantoria".

O Cururu, além de ter motivos religiosos pode ser denominado como canto de Repente, só que o diferencial do repente paulista para os demais, como o repente gaúcho e nordestino, está nas particularidades, que podem ser referidas como diferenciais entre cada uma, mas o que ambas possuem em comum é a improvisação durante a apresentação musical.

Entre outros aspectos, o que mais é exigido de um canturião de Repente é que ele tenha amplo conhecimento, ou seja, deve mostrar que sabe sobre o que está acontecendo e que conhece como ninguém, os versos bíblicos.

*Informações coletadas no site Viola Tropeira

quarta-feira, outubro 18, 2006

Zé do Rancho e Zé do Pinho

Olá Cumpadres & Cumadres!
Bom Dia Cumpadres e Cumadres

Tomei a liberdade de copiar a mensagem na integra e postar aqui, visto que a intençao deste blog é divulgar a musica caipira raiz, e os sites, blogs e grupos interessados neste intento tambem. Então apresento a vcs o Grupo Caipira Raiz:
É uma brilhante idéia e o nosso Cumpadre Samuel "Caipira do Sur de Minas" merece o nosso respeito e todo aplauso e incentivo, assim como os demais membros do Grupo Caipira Raiz
Atraves da postagem abaixo já dá para ter uma idéia do brilhante trabalho do grupo acima citado:

Olá Cumpadres & Cumadres!



S@ud@ções C@ipir@s!



Àqueles que acabaram de entrar para o Grupo Caipira Raiz, minhas boas vindas!



O Grupo Caipira Raiz tem por objetivo resgatar a Música Caipira.



Nesse sentido, o Grupo possui o Projeto Discografias, dentro do Projeto Vinil, que visa a resgatar tudo o que não foi lançado em Cd e que ainda está nos Vinis. Queremos completar a discografia dos Vários artistas. Já conseguimos avançar muitos.



Nesse momento quero agradecer a todos os que participam e nos ajudam a fazer com que o Grupo cresça.



Agradeço especialmente ao Cumpadre João Vilarim, pelo apoio, incentivo e pelo fornecimento de tamanha preciosidade: 3 Lps de Zé do Rancho & Zé do Pinho, ótima dupla, referência para todos os que amam a Música Caipira. Ao total, foram Gravados 6 Lps pela dupla; os outros 3 logo chegarão.



Visitem o site do Cumpadre e conheçam o seu fantástico trabalho de resgate da Música Caipira:



http://www.ponteiocaipira.com.br/



Um Grande Abraço a todos e espero que apreciem!


Zé do Rancho & Zé do Pinho

NA ESCADA DO SUCESSO - 1975
1) No colo da noite - Lindomar Castilho/Ronaldo Adriano
2) Canção de fé - Zé do Rancho
3) Eu não vou dizer adeus - Zé do Rancho/Wagnésio
4) Minha amig,a meu amor - Carmona/Jaime Sandoval
5) Seu benzinho - Zé do Rancho
6) Inesquessível Belmonte - Wagnésio/Jesus Belmiro
7) Meu recanto - Zé do Rancho
8) Acabei chorando - Zé do Rancho/Maria Elizena
9) Saudade dela - Wagner Gomes
10) Meu querido lugarejo - Zé do Rancho
11) Meu Rio Grande - Zé Marreiro/Joãso Batista Silva
12) Negra ilusão - Zé do Pinho/Messias Victor dos Reis
Link:

http://rapidshare.de/files/37155239/Z__do_Rancho___Z__do_Pinho__Vol_1___1975___Na_Escada_do_Sucesso_.rar.html

SENHA: CAIPIRA_RAIZ&PONTEIOCAIPIRA

GANGORRA
1) Gangorra - Goiá Júnior/Zacariaas Mourão
2) Cadê meu grande amor - Rosana Gasparim/Wagner Gomes
3) O adeus de Pelé - Zé do Rancho/Silveira Coelho
4) Não quero seu amor - José Maria
5) Covarde - Ronaldo Adriano/Francisco do Carmo
6) No lugar aonde moro - Zé do Rancho/Ricieri Faccioli
7) Perdi a felicidade - Zé do Rancho/Compadre Delmo
8) Mãe solteira - Ronaldo Adriano/Mourão Filho
9) O segredo da noiva - Praense/Wagnésio
10) Qual é o seu signo - Zé do Rancho/Noely Izidoro
11) Porque será - Praense/Waldemar de Freitas Assunção
12) Razão da minha vida - Zé do Rancho/Joaquim Moreira
Link:


http://rapidshare.de/files/37159032/Z__do_Rancho___Z__do_Pinho__Vol_3___Gangorra_.rar.html

SENHA: CAIPIRA_RAIZ&PONTEIOCAIPIRA

BRASIL COLOSSO - 1980
1) Brasil Colosso - Zé do Rancho/José Russo
2) Canoeiro apaixonado - Serrinha/Zé do Rancho
3) Conselho - Zé do Rancho/Zé Cocão
4) Velho carro - Zé do Rancho
5) Depois que a Rosa mudou - Serrinha
6) Desconsolo - Serrinha/Zé do Rancho
7) De longe também se ama - Serrinha/Zé do Rancho
8) Duas moças - Zé do Rancho/Zé Cocão
9) Saudação aos mineiros - Serrinha/Zé do Rancho
10) Caboclo decidido - Serrinha
11) Azul cor de anil - Arlindo Santana
12) A seca - Serrinha/Campos Negreiro/Ado
Link:

http://rapidshare.de/files/37150204/Z__do_Rancho___Z__do_Pinho__Vol_5___1980___Brasil_Colosso_.rar.html

SENHA: CAIPIRA_RAIZ&PONTEIOCAIPIRA

quarta-feira, outubro 11, 2006

Zilo e Zalo

Aníbio Pereira de Souza, o Zilo, nasceu no Sítio Ribeirão dos Cubas em Santa Cruz do Rio Pardo-SP em 01/03/1935 e faleceu em São Paulo-SP em 06/01/2002. Belizário Pereira de Souza, o Zalo, nasceu também no mesmo sítio em Santa Cruz do Rio Pardo-SP em 1937.

Trabalhavam na lavoura com o pai que também dançava Catira nas festas do lugar. Começaram a cantar com apenas 11 e 9 anos de idade nos bailinhos, coretos e festas paroquiais nos fins de semana e também nas tradicionais Festas de Santos Reis. Aprenderam a cantar e também a tocar Violão, Viola e Cavaquinho. Por essa época começaram também a compor algumas modinhas.

Em 1954, eles eram "Pereré e Pinguinha" e cantaram durante seis meses diversos sucessos das duplas mais conhecidas da época (dentre as quais Tonico e Tinoco, Zé Carreiro e Carreirinho e Vieira e Vieirinha), na Rádio Difusora de Santa Cruz do Rio Pardo-SP.

E, no mesmo ano de 1954, Zilo e Zalo mudaram-se juntamente com a família para a Paulicéia Desvairada, onde Aníbio passou a trabalhar num almoxarifado e Belizário passou a trabalhar com o pai num armazém de cereais.

Foi em Vila Nova Cachoeirinha que eles se apresentaram pela primeira vez no Circo Rancho Alegre, de Paiozinho. Agradaram o público e, conseqüentemente, receberam o convite para participar do programa "Na Casa dos Fazendeiros", de Paiozinho e Zé Tapera, na Rádio Cultura. E foi nessa ocasião que Aníbio e Belizário assumiram o nome artístico de "Zilo e Zalo".

Participaram também do Festival do Jubileu de Prata da Rádio Record, no qual ficaram entre os dez primeiros colocados.

Em 1956, a convite do compositor e radialista Zacarias Mourão, passaram a participar da programação sertaneja da Rádio Bandeirantes, onde permaneceram até 1961 e se apresentaram também nos programas "Serra da Mantiqueira", "Brasil Caboclo" e "Novidades Sertanejas".

E em 1958, a convite de Cascatinha, que era diretor artístico do selo Todamérica, Zilo e Zalo gravaram seu primeiro disco, um 78 RPM contendo as músicas "A Volta do Seresteiro" (Zalo - Benedito Seviero) e "Adeus do Mineiro" (Teddy Vieira - Piraci).

A partir de então, iniciou-se a trajetória de sucesso e a dupla foi contratada pela gravadora Continental. São dessa época alguns dos seus principais sucessos, dentre eles, "Castigo Merecido" (Zalo - Alcindo Machado), "O Silêncio do Seresteiro" (Zilo - Benedito Seviero) e "Engano do Carteiro" (Léo Canhoto), apenas para citar algumas.

Zilo e Zalo foram também a primeira Dupla Caipira a lançar e vender discos no estrangeiro: após o sucesso de "Grande Esperança" (Goiá - Francisco Lázaro) gravada em 1965, a Chantecler lançou no ano seguinte um Compacto Simples (C-16110), que foi um trabalho beneficente, comercializado somente no mercado internacional, contendo as músicas "Castelo de Areia" (Carreirinho) e "Grande Esperança" (Francisco Lázaro - Goiá).

Zilo e Zalo passaram também por diversas emissoras de Rádio, dentre as quais a Nove de Julho, a Nacional (atual Globo) e também a Record, onde permaneceram de 1973 a 1982 no "Linha Sertaneja Classe A", programa que era apresentado pelo compositor Sebastião Vitor e, mais tarde, pelo famosíssimo Zé Béttio.

Em 1983, deixaram os programas de rádio e passaram a se dedicar exclusivamente aos shows.

Zilo e Zalo gravaram músicas de diversos estilos tais como "Moda de Viola", "Canção Rancheira", "Forró", "Toada", "Batidão", "Tango", "Guarânia", etc. Percorreram diversos Estados Brasileiros, onde obtiveram reconhecimento e gravaram, ao longo da brilhante carreira, mais de 400 músicas, tanto composições próprias como também de outros compositores, além de parcerias diversas. Foram diversos sucessos inesquecíveis, dentre os quais, "O Milagre do Ladrão (Léo Canhoto - Zilo), "Alma do Ferreirinha" (Zilo - Jeca Mineiro), "Feitiço Espanhol" (Goiá - Zacarias Mourão), "Boiadeiro Errante" (Teddy Vieira) e "Caminheiro" (Jack), apenas para citar alguns.

Zilo sofreu um derrame no segundo semestre de 2001. E, próximo do Natal desse mesmo ano, foi hospitalizado no Instituto do Coração (INCOR) de São Paulo-SP, vítima de um segundo derrame, o qual deixou sua saúde bastante debilitada e, pouco antes de completar 67 anos, um terceiro derrame fez Aníbio Pereira de Souza "passar para o andar de cima", no final da tarde do Domingo 06/01/2002 no INCOR.

Zilo foi sepultado na tarde de Segunda-Feira, 07/01/2002, em São Paulo-SP. No mesmo dia, foi homenageado pelo apresentador Noel Júnior num programa especial na Rádio Difusora de Santa Cruz do Rio Pardo-SP que, conforme já foi dito, foi a primeira emissora onde Zilo e Zalo se apresentaram.


Dados coletados no site Boa Musica Brasileira do nosso compadre Ricardinho

sexta-feira, outubro 06, 2006

Vadico e Vidoco



Segue abaixo um lp desta dupla muito boa, pouco se encontra dela por ai, nem a historia, nem discos...se não fosse o excelente trabalho do cumpadre João Vilarim, onde se consegue a discografia deles e de mais uma infinidade de artistas tão esquecidos.

O site do grande violeiro João Vilarim é o Ponteio

Caipira



http://rapidshare.de/files/35719429/Vadico_e_Vidoco.ace

quinta-feira, outubro 05, 2006

Leide e Laura

Lucineide (Leyde), nascida em Guiratinga-MT no dia 04/08/1973, e Marinilza (Laura), nascida em Pedra Preta-MT no dia 18/08/1970, eram ligadas à Música desde a infância e formaram a dupla, cujo nome é possivelmente uma "citação mercadológica" à Mãe do famoso cantor e compositor Roberto Carlos, que ele carinhosamente chama de Lady Laura, em seu famoso sucesso composto em parceria com Erasmo Carlos.

Ainda na infância, Lucineide e Marinilza faziam "backing" vocal para os irmãos Lúcio e Mateus. E elas percorreram o Interior do Brasil apresentando-se em diversas cidades dos Estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.

Lucineide e Marinilza trocaram seu Estado-Natal de Mato Grosso pela Capital Paulista no ano de 1992, incentivadas pelo Empresário e Produtor Oswaldo Galhardi.

A jovem dupla feminina lançou seu primeiro disco no ano de 1992, com destaque para "Porque Você Não Gosta De Mim" (Carlos Cezar - José Fortuna), "Na Luz Do Teu Olhar" (Paraíso e Wally Macedo), "Chove Não Molha" (J. Luís) e "Confiei Demais" (Nino e Jeferson).

Interpretando um misto de "pop-sertanejo" com ritmos da autêntica Música Caipira-Raiz, dentre seus maiores destaques, podemos citar "Mistérios" (Zezé di Camargo - Fátima Leão), "Eu Não Sabia Que Você Existia" (Tony - Renato Barros) e "Férias na Praia" (Sérgio de Freitas).

Leyde e Laura interpretam ritmos da genuína Música Caipira Raiz (incluindo a Moda de Viola) e também Músicas românticas e dançantes e já foram agraciadas com diversos troféus tais como o "Prêmio Ary Barroso", e "Estrada Boiadeira" esse último como a "Melhor Dupla Sertaneja Feminina Do Brasil".

Quero aqui destacar o CD "Viola Pura" que é um excelente trabalho da jovem dupla feminina com arranjos do compositor Paraíso, e com as participações de João Mulato (Viola), Araguary e João Bosco (Violões), Maestro Adeildo (Requinto), Nabar (Contrabaixo), Walter Brunelli (Percussão) e Liu (Berrante). O CD apresenta ao Apreciador um repertório de 14 faixas no autêntico Estilo Caipira Raiz, incluindo "A Mão do Tempo" (Tião Carreiro - José Fortuna), "O Menino da Porteira" (Teddy Vieira - Luizinho), "Tardes Morenas de Mato Grosso" (Goiá - Valderi), "Vá Pro Inferno Com Seu Amor" (Meirinho) e "O Caso Irmão Naves (Erro Judiciário)" (Sulino - Dr. Antônio Carlos), apenas para citar algumas.



Contato para shows:
(falar com Oswaldo Galhardi)
(19) 3845-1794
(19) 9141-7604

Informações coletadas no site Boa Musica Brasileira do nosso cumpadre Ricardinho

terça-feira, outubro 03, 2006

Geraldinho


Geraldinho – Trova, Prosa e Viola



Por Luciano Branco

Geraldo Policiano Nogueira nasceu em 18 de dezembro de 1913, na roça, mais precisamente na fazenda Aborrecido (que ironia!), no interior de Bela Vista de Goiás. Trabalhador braçal, pegou muito em cabo de enxada para sustentar a mulher e os seus oitos filhos; como ninguém é de ferro, ele era chegado numa boa “branquinha”, em uma dança típica, nesse caso a catira, e também nas tradicionais Folias de Reis. Para muitos, pode parecer estranho, mas esse humilde senhor foi e pra sempre será um “FENÔMENO” do humor que o país tem que (re)conhecer.

Hoje, graças a Hamilton Carneiro (apresentador, compositor, folclorista e multimídia) podemos recuperar um pouco do tempo perdido, e assim, ficarmos sabendo um pouco mais da trajetória de Geraldinho através de dois discos retirados do espetáculo “Trova, Prosa e Viola”, ambos lançados pela Anhangüera Discos. Nos CD's, além dos causos de Geraldinho (e bem como sugerem seus títulos), temos as trovas e modas de viola, e Hamilton, que além de ter escrito os shows (um e dois), entra com a interpretação das trovas, contando estórias que costuram bem os causos do Geraldinho com as modas de André e Andrade. Sobre esta dupla, são mais de trinta anos de carreira e mais de dez discos lançados.

O supra-sumo dos CD's é claro que são os causos narrados por Geraldinho, um autêntico capiau, dono de um estilo único de relatar suas peripécias, espontâneo, típico, simples e divertidíssimo. Muitos dos causos vocês podem até já ter ouvido por aí nas vozes de outros humoristas, mas dificilmente creditados a seu verdadeiro autor. Todos os causos presentes nos CD's são de autoria de Geraldinho, alguns reais e outros pura invencionice do gênio (não se tem certeza, mas pode ser que um ou outro causo seja de domínio público e adaptados por ele).

Geraldinho nos faz lembrar de tipos como Mazzaropi, Alvarenga e Ranchinho, embora seu humor seja de outro estilo, bem mais para aquele tio engraçado do interior que quase todos nós temos. Ouvindo as risadas inconfundíveis do humorista, somos transportados para a roça em uma tarde de chuva daquelas em que ficamos todos em volta de um violeiro e de um contador de causos prestando atenção e nos divertindo.

Antes de Hamilton “descobrir” Geraldinho (isso foi em 1984, juntamente com José Batista, quando Hamilton quando gravava matérias para o seu programa Frutos da Terra), ele contava seus causos em todos lugares por onde passava: na roça (principalmente na fazenda Nuelo, onde viveu boa parte de sua vida, nas redondezas de Bela Vista de Goiás), em festas, botecos, folias, quermesses e pasmem, até em velórios!

Depois do “reconhecimento”, Hamilton, conhecedor dos hábitos e costumes do interior goiano, não deixou o humorista perder sua naturalidade e originalidade, mas tratou de fazer uma adequação na linguagem usada por ele para os meios de comunicação. Uma vez feitas essas pequenas alterações, Geraldinho passou a se apresentar em teatros (inclusive no Nacional, de Brasília), rádios e televisão (sobretudo no programa Frutos da Terra, da TV Anhangüera, já fazendo as parcerias presentes nos discos).

Se você se permitir entrar no clima manso e cômico que só os sertanejos possuem, pode crer que irá rolar de rir com os causos no primeiro CD. “A Namoradinha” (um caso de amor), “Os Ossos” (onde ele lembra de um passado que estava guardado em uma fundura medonha), “O Causo do Marimbondo” (que fala por si só devido à tremenda maçaroca) e o clássico definitivo da sua obra, “O Causo da Bicicleta”; só mesmo ouvindo para comprovar a grandeza desse (e dos outros também!).

O volume dois (foi retirado da mesma apresentação do volume um) seria também o segundo show do projeto, que foi interrompido pela morte do humorista (ele faleceu 18 dias antes de completar 80 anos, por conseqüência de uma trombose intestinal no ano de 1993!). Hamilton decidiu compartilhar com o seu público esse material lançado em comemoração aos 20 anos do programa Frutos da Terra; estão presentes no CD “O Causo do Porquinho” (ele conta porque falta um torresmim nas suas ventas), “O Causo do Rádio” (o grande destaque desse CD, que só ouvindo também para dar boas gargalhadas), “O Causo do Carro de Boi” (as aventuras do humorista no trabalho com seu patrão bruto) e mais “Casalzinho Novo”, “O Causo do Soldado” e “O Causo do Peãozinho Novo”.

Para nosso deleite, nos encartes dos CD's vêm um glossário com expressões usadas por Geraldinho que só fazem aumentar nossas gargalhadas: “Subaquim da perna”, “Recursim de minguar a toada”, “Aluiu”, “Sungou”, “Esgotamento do mês” e “Diluimento”, são apenas algumas delas.

Os shows do espetáculo “Trova, Prosa e Viola”, mesmo com a morte da sua figura principal, ainda continuam com o mesmo trio e com Geraldinho em imagens no telão, isso graças à sincronia e à tecnologia de hoje, que permitem também que Hamilton, André e Andrade consigam até mesmo conversar com Geraldinho. A montagem e o impacto ao mesmo tempo em que fazem rir, emocionam a platéia.

Esqueça tudo o que te disseram sobre humor e permita-se a esses dois CD's. Estranho seria se sites como Porão Web e Dissonância deixassem passar desapercebido um trabalho assim, afinal, o lema é a divulgação das boas propostas musicais, sejam elas quais forem, e nesse caso, a obra de Geraldinho é obrigatória em qualquer discoteca que se preze, fazendo jus a um artista que o Brasil ainda merece conhecer e temos dito.


Quem quiser conhecer de perto estes dois excelentes trabalhos segue abaixo os links direto do blog Acervo Caipira

LINK - TROVA PROSA E VIOLA - VOLUME 01

LINK - TROVA PROSA E VIOLA - VOLUME 02

A senha para os dois links é a mesma : BellaCrys
E tenham boas gargalhadas