Este é um blog dedicado exclusivamente para o caipira, sua música, seus causos enfim tudo que tenha a ver com a vida simples do homem do campo. Aqui vc vai encontrar links para sites que tem interesse no resgate e preservação deste estilo.

segunda-feira, junho 30, 2008



Apresenta:

Café com Viola no Rancho dos Matutos

Dia: 05/07/08, sábado, das 17 às 21h30min.

Cardápio: Broa de Fubá, Pão“Moiado”,

Refrigerante, Pipoca e Café.

Valor: R$20,00 (incluso comes e bebes e o show da Orquestra)

Cerveja será vendida à parte no valor de R$ 2,00

Rua: Dr. Zuquim,80 – Santana – SP

Contatos: 2950-0792/9193-9866

Sites: www.violeirosmatutos.com

www.orquestrafemininavioladesaia.blogspot.com E-mail: fabiola@fabiolamirella.com

quinta-feira, junho 19, 2008

Muito bem ja fomos chamados de tatus e agora museólogos, mas uma coisa que me serve de consolo é que não renegamos o nosso passado, pelo contrário procuramos resgatá-lo, no que eles têm razão quando nos chamam de museólogos... e aproveitando a deixa
taí mais uma de nossas preciosidades...materia coletada
no site
Viola Caipira

Nhô Belarmino e Nhá Gabriela

Salvador Graciano e Julia Alves iniciaram
a carreira no circo. Mas foi na Rádio Guairacá, em 1940, que se conheceram. Belarmino, que já tinha dupla com a irmã Pacoalina, era considerado um excelente músico. Juntos,Belarmino e Gabriela tornaram-se imbatíveis nas apresentações públicas, com sucesso estrondoso nos anos 50, 60 e 70, principalmente no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O segredo do sucesso estava justamente na simplicidade de piadas irreverentes e esquetes cômicas, na maioria das vezes provocativas de um para o outro, o que divertia o público.
Musicais, Belarmino e Gabriela também compunham suas canções, tendo "Mocinhas da cidade" alcançado sucesso em todo o país, com gravação por vários intérpretes, incluindo o cantor luso brasileiro Roberto Leal. Merece destaque também a gravação de Pena Branca, gravada no LP "Semente Caipira".
Apesar do caráter simples do trabalho, baseado na cultura popular do meio rural, a dupla era "boa de mídia". Foi assim que ocupou espaço importante na época de ouro da rádio, a partir dos anos 40, com passagem pelas rádios Gaúcha, de Porto Alegre, Guanabara (hoje Bandeirante ) no Rio de Janeiro, e chegando até à TV, nos anos 70, com apresentação do Programa ´"Minha Palhoça" e "Rancho de Belarmino e Gabriela". Além disso, a dupla deixou um trabalho consistente, fruto da gravação de 17 discos de 78 RPM e 11 LP´s.

Clique e ouça "Mocinhas da Cidade" com Belarmino e Gabriela

terça-feira, junho 17, 2008

A vez dos pós-caipiras

Materia tirada do site Divirta-se, achei muito interessante e portanto digna de divulgação


A vez dos pós-caipiras
- 17/06/08


A força da cultura tradicional do sertão permanece, apesar da explosão do pop sertanejo. Viola vem sendo redescoberta pelos jovens, e música da roça dialoga com a moderna MPB

Eduardo Tristão Girão

Marcelo Rossi/divulgação

"Essa coisa de música de raiz é uma porta que dá para uma parede" - Renato Teixeira, compositor

A música caipira cantada está acuada pelo crescimento exponencial do chamado “sertanejo moderno” e eclipsada pelos virtuoses da viola instrumental. Permanece um tanto esquecida na enorme distância criada por dois pontos tão extremos, que têm origem na mesma cultura. Para piorar, os caipiras ainda estão embolados na confusão que se criou em torno da palavra “sertanejo”, atualmente entendida tanto como a música que se fazia na primeira metade do século passado quanto a que embala os megaespetáculos em rodeios pop. Se a verve da poesia rural está em processo de extinção ou esperando para renascer das cinzas, ninguém pode responder com certeza. Só há concordância num ponto: a choradeira pela falta de espaço na mídia.

A música caipira não está acabando. Ela evoluiu para outras formas, como o folk e o sertanejo. Quem faz o sertanejo é o pessoal das duplas, com forte influência do country norte-americano. Faço música folk, o Almir Sater também. São músicas vinculadas à cultura brasileira de uma forma mais conseqüente em termos poéticos. A música caipira não está morta, nem morrerá jamais. Ela vai evoluir, como toda boa música. Como o samba deu a bossa nova. Se antes era Chico Mineiro, agora é Romaria. São duas coisas diferentes, cada uma no seu tempo”, afirma o cantor e compositor paulista Renato Teixeira.

Para ele, a música caipira, “a do nóis fumo, nóis vai”, cumpriu um ciclo que terminou no final dos anos 1960, e tentar imitar o que se fazia nessa época é um erro. “O pessoal que entende isso como música de raiz fica fazendo papel de museólogo, repetindo fórmulas, tentando ser João Pacífico e Raul Torres. Essa coisa de música de raiz é uma porta que dá para uma parede. Sei o que é música folclórica, cuja grande especialista é Inezita Barroso. Inclusive, temos um folclore magnífico, que é o grande gerador de tudo. Nunca gostei desse nome, me nego a aceitá-lo e não gosto de quem faz música raiz”, dispara.

Renato Teixeira garante que há um segmento caipira vivo e pulsante, mas que carece de divulgação. “São pessoas que pensam, têm opinião, lêem, conhecem poesia e têm conteúdo cultural diferenciado. Não abaixam a cabeça; então, não servem. Artista que pensa, que tem posição política, que defende causas importantes, como a da cultura caipira, dificulta a negociação”, afirma. Geraldo Roca e Paulo Simões, compositores ligados à cultura interiorana do Centro-Oeste, são os exemplos apontados por ele. “Esse aglomerado do new sertanejo não significa nada. É dinheiro rápido”, diz.

Mineiros

Isaumir Nascimento/divulgação

Cláudio Lacerda abandonou o curso de zootecnia para abraçar a carreira de músico

Minas Gerais já encontrou esse caminho “pós-caipira” há muito tempo, na opinião dele. “Minas já tem essa coisa do folk, que começa com Milton Nascimento, grande compositor folk brasileiro. Há muito tempo, o estado vem alimentando isso. Mas olhe em volta: no Rio Grande do Sul, eles estão fazendo tchê-guri e sei lá o quê. Na Bahia, que tem uma cultura magnífica, o que se vê é aquele axé, aquelas cantoras cantando com voz de locutor de FM. E tome cerveja”, alfineta.

Na ativa desde 1976, o cantor e compositor Juraildes da Cruz, que venceu o prêmio Sharp em 1997 com a música Nóis é jeca mais é jóia e realizou ampla pesquisa sobre cultura popular no Centro-Oeste, se diz desesperançoso em relação ao futuro da música caipira. “Acredito que, num breve espaço de tempo, essa música será engolida. Se não for preservada, tende a ir sumindo devagarinho. Mas sempre terá gente morando no mato, cuidando da sua terra, do seu gadinho, ouvindo passarinho. Mesmo quem tem dinheiro tem sua chacarazinha”, ironiza.

Se o sertanejo moderno afetou de alguma forma o segmento caipira, ele não sabe dizer, mas reclama: “Esses artistas ocupam espaço demais na mídia. Aliás, não há espaço para a música de raiz na mídia. E o que não existe, não é lembrado. Há gente fazendo música caipira, mas está fora desse registro”. Sobre o público que consome essa cultura, ele acredita ser o mesmo que freqüenta teatros. “Quem estuda Villa-Lobos gosta de música caipira. Quem gosta de Ravel não tem dificuldade de ouvir Tião Carreiro. Quem só ouve música da indústria cultural é muito limitado”, diz.

Forma e conteúdo

Exemplo curioso da nova geração de caipiras é o paulistano Cláudio Lacerda, que largou a zootecnia em 2000 para investir na carreira de músico. Já lançou dois discos, um com composições próprias e outro com regravações de clássicos caipiras. “O movimento caipira é crescente, incluindo a música cantada. A gente só não tem tanta mídia. O que falta é atenção”, observa ele.

A diferença crucial em relação aos antecessores estaria não na mensagem, mas na forma das canções. “Também me baseio na simplicidade, na importância dada às pequenas coisas. Não tenho voz aguda e toco de uma forma um pouco diferente. Não é aquele cururu, aquele arrasta-pé tradicional. Minha música vem de lá, da roça. O substrato é o mesmo, mas a forma de falar não. É uma maneira nova de falar dos mesmos valores”, analisa.

De ascendência mineira (a família é de Patos de Minas), Cláudio, de 39 anos, acredita que o público da música caipira é praticamente o mesmo dos sertanejos modernos. “São gêneros distintos. Não acho que o trabalho deles atrapalhe o nosso. Só acho ruim quando reforçam o que é importado dos Estados Unidos. Isso emburrece”, observa.

Bom momento

O violeiro mineiro Chico Lobo acredita que a atual fase da música caipira é de recuperação. “Ela já passou por momentos piores, quando os sertanejos surgiram com força. Ficou sufocada por um tempo, mas agora melhorou um pouco. Não faltam trabalhos gravados e muito bem produzidos. Hoje, há um número grande de jovens interessados pela viola. Além disso, os mestres de folias de reis estão ativos e mantêm viva essa cultura”, avalia.

O artista, que retornou recentemente de temporada de um mês em Portugal, acredita que a cultura caipira goza de boa reputação atualmente. “Há três anos vou constantemente ao exterior justamente pelo reconhecimento dessa cultura como identidade forte no Brasil. Há um processo de reação muito forte a essa globalização, que é justamente a valorização das culturas de identidade”. A agenda de shows pelo interior do estado está cheia. “Tendo espaço para tocar, não há quem não goste. A receptividade é maravilhosa”, diz.

O cantor e compositor Pena Branca diz que a música caipira já esteve pior. “Quando surgiram os pagodeiros, meu Deus do céu, o bicho pegou. Até os sertanejos enfraqueceram”. Os neo-sertanejos não o incomodam. Ao contrário. “Eles estão no contexto. Isso é o Brasil. Essas músicas modernas que estão fazendo por aí passam pelo caipira. Você já ouviu falar em árvore sem raiz?”, argumenta o ex-companheiro de Xavantinho.

“A música caipira verdadeira, a nossa, não acaba de jeito nenhum. Veja o que sobrou do Chitãozinho & Xororó. Só a caipirada, aquelas músicas tipo Rancho Fundo”, afirma. Mas nem tudo são flores aos olhos de um artista como ele, beirando os 70 anos: “Meus amigos Gino & Geno, por exemplo, mudaram um pouquinho, mas pelo menos não estão falando bobagem. Se bem que eles têm uma música meio ‘salgadinha’, com umas coisas que eu não falaria na presença do meu pai”.

sexta-feira, junho 13, 2008

Humor

Umas piadas coletadas no site www.violacaipira.com


Um caipira chegou na cidade com um burrico com uma placa de "tô vendeno" no pescoço do bicho. Tinha uns caras bebendo num barzinho, quando um deles se vira e diz: - Tô precisando de um burro, vou comprar desse caboclo aí, mas vou pagar a metade do preço, quer ver só? Vou encher a cara dele de cerveja e ele vai me deixar pela metade de preço. Assim que o caipira entrou no bar o sujeito perguntou: - Tá vendendo o burro? - Tô sim sinhô. - E quanto você quer por ele? - Duzentos conto. - Tudo bem, depois a gente discute isso. Aceita uma cerveja? - Aceito sim sinhô. E aí tomaram a primeira, depois o cara pergunta: - Mais uma? - Mais uma, sim sinhô. E assim tomaram a segunda, a terceira, até a décima. A certa altura o cara que queria comprar o burro cochichou no ouvido do amigo: - Quer ver como eu compro o burro pela metade do preço? E aí se virou para o caipira e perguntou: - Por quanto mesmo você quer vender o seu burro? - Vô vendê não sinhô. Num quero mais vendê o burro. - Uai, Por que não? - perguntou espantado o sujeito da cidade. - Eu queria vendê o burro era pra tomá umas cerveja, mais como o senhor ofereceu pra mim...

Um caipira era casado com uma mulher muito teimosa. Tudo o que ele falava, ela fazia ao contrário.
Certa vez, ele pediu para que ela fosse limpar a casa e ela sujou. No outro dia, ele pediu pra ela comprar feijão, ela trouxe arroz. Durante um passeio, a mulher desequilibrou numa pinguela e caiu no rio, no que o homem, preocupado, começou a subir o rio. Nisso, um senhor que passava por ele, perguntou: - O que o senhor tá procurando? - Tô procurano a minha muié. Do jeito que ela é teimosa, deve de tar lá em riba.

sexta-feira, junho 06, 2008

A hora da saudade

Programas de Rádio




José Carlos Gomes comanda o programa "A Hora da Saudade", que vai ao ar pela Rádio Capital AM (1040 kHz - São Paulo/SP) de segunda a sexta-feira (nos dias em que nao tem futebol), das 20h à meia-noite.

Com 4 horas de duração, a atração abre espaço para as músicas que marcaram a Jovem Guarda e para a música de raiz, como a moda cabocla e o riscado de viola, além de destacar os grandes intérpretes da chamada época de ouro da música brasileira, como Orlando Silva, Francisco Alves, Silvio Caldas e Nelson Gonçalves.
É um programa muito agradavel, um alto astral, é imperdivel para quem gosta de uma programação de qualidade...e é claro da boa musica.
(material colhido junto ao site www.radioagencia.com.br)

quarta-feira, maio 28, 2008

Aniversario da Dona Arezia

Atendendo ao pedido dela, que quando indagada sobre o que ela ia querer na sua festa de 80 anos, ela respondeu que queria uma coxinha de frango, prato de macarrão e um MONTE DE VIOLEIROS ao redor, assim foi feito...Domingo dia 25 de maio, foi comemorado com uma bela reunião de familia e amigos... estarei postando fotos e videos durante a semana... pra começar segue a homenagem de minha filha e do pessoal do Viola Enluarada nas pessoas do Joao Bandolin e o sanfoneiro Quiçassa.

sexta-feira, maio 09, 2008

Programa Amigos e Viola

Todos os domingos, a partir das 09 horas da manhã, na TVI emissora filiada do SBT, é apresentado o programa Amigos e Viola, com apresentação do Cambui e Julio Cezar... é um excelente programa... onde se apresenta varios artistas... muitos deles já consagrados e outros ainda começando.... mas todos sem duvidas com muito talento e preocupados com o resgate da musica caipira...Neste proximo domingo dia 11 estará participando, o pessoal do Grupo Viola Enluarada, representados pela dupla Sergio Show e João Bandolin... acompanhados do presidente do grupo, o professor Aureo. Portanto fica aqui o convite... para todos assistirem neste domingo no na TVI, o programa Amigos e Viola, e em breve estaremos disponibilizando as fotos... e fazendo a divulgação do CD da Dupla Cambui e Julio Cesar, conforme autorização da dupla.

quinta-feira, abril 10, 2008

Quintino e Quirino

Mais uma vez, faço uso do site de nosso cumpadre Ricardinho, e o site Boa Musica Brasileira, pra trazer informaçoes sobre esta dupla maravilhoas

Esses dois caboclos lutaram e venceram na vida, têm uma família maravilhosa, são humildes e atenciosos com quem os procuram; eu desde criança ouvia falar deles e escutava no rádio suas músicas, até que um dia tive a oportunidade de conhecê-los pessoalmente e nos tornarmos amigos. Para mim é um prazer produzir esta biografia, que está resumida, pois suas histórias encheriam páginas e mais páginas de cadernos. E o importante era contar um pouco a trajetória de vida dos meus amigos Quintino e Quirino para mais pessoas no Brasil poderem conhecer seu trabalho"

O autor do depoimento acima é Radialista e apresenta o "Viola e Saudade" que é um programa exclusivo de Música Raiz todos os Sábados das 14:00 às 18:00 horas pelos 1070 kHz da Rádio Jornal AM de Barretos-SP.

De acordo com o Cumpadi Val, "A beleza, os encantos da natureza e a pureza do sentimento do Caipira são retratados em canções e poesias. E você ouve no programa 'Viola e Saudade' um pedaço do sertão na cidade!"

O resumo biográfico dessa excelente Dupla Caipira Raiz, especializada em Folias de Reis, foi possível graças à colaboração desse Radialista que conhece a fundo a trajetória da dupla e me forneceu algumas fotos e as informações constantes nessa página.

Miguel Ferreira de Souza, o Quintino, nasceu no dia 30/10/1938 e João Ferreira de Souza, o Quirino, nasceu no dia 23/03/1937 (embora tenha sido registrado no dia 13/06/1937), ambos na zona rural, na região de Fernandópolis-SP.

Os dois irmãos são filhos de Quirino Luiz Ferreira e Rita Cândida de Jesus, sendo que o casal teve um total de 11 filhos.

Quero aqui passar a palavra ao Cumpadi Val para que o Apreciador possa conhecer um pouquinho da trajetória de Quintino e Quirino:

" Miguel e João, desde crianças já tinham a inclinação de cantar juntos. Inspirados pelo pai que tocava Viola e a mãe Catireira, espelhavam-se também nas irmãs mais velhas que tocavam Viola e cantavam em família.

Por
'acharem que perturbavam e não querendo incomodar dentro de casa', Miguel e João pegavam a Viola e um Cavaquinho e iam cantar em cima de um carro de boi que pertencia ao seu pai e que servia de transporte para a propriedade que possuem até hoje em Brasitânia - Distrito de Fernandópolis-SP. Foram tomando gosto pela cantoria e aprendendo cada vez mais.

A ligação com as Folias de Reis que os consagraria no Brasil inteiro, vem desta época também, pois na região existiam muitas Companhias de Santos Reis que faziam seus giros por toda a região e eles ficavam admirados e encantados com aquele Ritmo Epifânico que canta o Nascimento de Jesus. Foram seguindo as companhias e adquirindo técnica e conhecimento sobre a Profecia Bíblica. E quando ficaram mocinhos, começaram a cantar na ZYR-90, a Rádio Cultura de Fernandópolis-SP.

Eram conhecidos como os 'Irmãos Ferreira'. E a Dupla se inscreveu para um festival de Violeiros que a emissora acima promoveu em 1963 e, por ser muito disputado, nunca imaginavam vencer; queriam apenas participar e achavam que não teriam chance porque tinha muita dupla boa que se apresentaria; eram ao todo 65 duplas inscritas. O prêmio para o primeiro colocado era a gravação de um disco 78 rotações em São Paulo-SP na gravadora 'Estúdio Sete', o qual seria distribuído em todo o Brasil.

Anunciado o resultado, a alegria foi grande: venceram o concurso que tinha como jurados a Dupla Leôncio e Leonel e foi aí que tiveram a oportunidade de gravar seu primeiro disco: um 78 rotações que tinha de um lado a música "Pagode Quinze" (Mauro André - Quintino - Quirino) e, do outro lado, a moda de viola "Minha Esperança" (Quintino - Quirino).

Vale lembrar que depois de vencer o concurso, por sugestão do amigo radialista Mauro José André, passaram a utilizar oficialmente os nomes de
'Quintino e Quirino', para homenagear o Pai deles.

Algum tempo depois da gravação do referido disco, foram convidados por Vieira e Vieirinha que os apresentou à gravadora Continental; fizeram um teste com Folias de Reis e Músicas Sertanejas e passaram no teste; a partir daí surgem os grandes sucessos de Folias de Reis que o Brasil conhece e canta com a Companhia de Santos Reis dos Irmãos Quintino e Quirino.

Em 1973 a Continental lançou o primeiro LP da Dupla, com Toadas de Reis e também Músicas Sertanejas bem ao Estilo Caipira com canções raizes e românticas e estouraram logo no inicio com um Hino de Santos Reis intitulado "Santos Reis Em Sua Residência" (Quintino) (a música cujo trecho o Apreciador ouve ao acessar essa página). Esse hino até hoje é um dos mais pedidos nas emissoras de Rádio por todo o Brasil e também por onde se apresentam. Ao todo, têm gravados 3 Lps pela Continental e 3 pela Chantecler, além de ter músicas em outros trabalhos de coletâneas e vários CD's produzidos de forma independente.

É comum Radialistas os intitularem como "Os Maiores Cantadores de Reis do Brasil" e foi com esse slogam que receberam das mãos do Radialista Cumpadi Val de Barretos uma Homenagem de reconhecimento pela propagação das Companhias de Santos Reis pelo Brasil afora, pois são ídolos para muitos Foliões e Devotos.

Essa Homenagem de entrega do Diploma 'Os Grandes Mestres da Folia de Santos Reis' aconteceu no dia 25/09/2005, durante a realização do 4º Encontro de Companhias de Reis em Alberto Moreira, Distrito de Barretos-SP . Todo o trabalho e sucesso eles dedicam e agradecem a Santos Reis.

Os Irmãos 'Quintino e Quirino' continuam 'na estrada' com sua Companhia de Reis composta de 12 pessoas, onde eles são Mestre e Contra-Mestre, respectivamente; são sempre contratados em eventos ligados à Tradição Religiosa e também marcam presença onde tem Viola. E já se apresentaram por várias vezes no excelente programa Viola Minha Viola na TV Cultura de São Paulo-SP com sua Companhia de Santos Reis."

"Quintino e Quirino" apresentam há bastante tempo dois programas de Rádio semanais: às Quartas-Feiras à noite na Rádio Planalto FM de Guarani D’ Oeste–SP e aos Domingos ao Meio-Dia, um programa líder de audiência na Rádio Águas Quentes-AM de Fernandópolis-SP.

Contato para shows:

Residência: (17) 3489-1136

Rádio Águas Quentes - aos Domingos: (17) 3442-6888

Cumpadi Val: (17) 3322-1785 ou (17) 9777-4998

e-mail: valdemirapbonfim@ig.com.br


Obs.: As informações contidas no texto dessa página, foram enviadas pelo radialista Cumpadi Val que apresenta o "Viola e Saudade" que vai ao ar aos Sábados das 14:00 às 18:00 horas pelos 1070 kHz da Rádio Jornal AM de Barretos-SP. Muito obrigado, Cumpadi Val!

segunda-feira, março 24, 2008

Caçula e Marinheiro

Segue abaixo mais um grande trabalho do nosso cumpadre Ricardinho.
















Página Inicial


Para saber mais...


Página Índice dos Compositores e Intérpretes


Ouvir Música Caipira





Orlando Bianchi, o Caçula, nasceu em São José do Rio Preto-SP no ano de 1934. Benedito Brás dos Reis, o Marinheiro, nasceu em Piracanjuba-GO no ano de 1929.

Não confundir o Caçula da dupla "Caçula e Marinheiro" com o Caçula que formou dupla com Mariano na inesquecível Turma Caipira de Cornélio Pires. Trata-se apenas de coincidência de nome artístico, assim como o Chitãozinho da dupla "Adolfinho e Chitãozinho", que não tem nada a ver com o Chitãozinho que canta em dupla com seu irmão Xororó.

Orlando começou como "menino-prodígio" da Sanfona e se apresentou na Rádio Rio Preto, em sua cidade-natal, com apenas 7 anos de idade, no ano de 1941. Gravou seu primeiro disco aos 20 anos de idade pela gravadora Star (que mais tarde veio a ser a gravadora Copacabana). É bem provável que tenha sido o Disco 78 RPM 5.060 gravado na Copacabana em 1953, tendo no Lado A a Guarânia "Dulcelina" (Mirinho) e no Lado B a Moda Campeira "Preguiçoso" (Durval de Souza), interpretação a cargo dos Irmãos Souza e Caçula.

Ao que consta, os Irmãos Souza, juntamente com Caçula, gravaram 5 Discos 78 RPM entre 1953 e 1957, com composições de Zé Mariano, Zé do Rancho, Zé do Pinho, Bolinha e Caçula.

Foi por essa época, ainda em São José do Rio Preto-SP, que Caçula conheceu o Violeiro Zé do Rancho, que formava então uma dupla com Bolinha. Formaram então um trio, no ano de 1955.

No ano seguinte, Orlando conheceu Benedito na Rádio Bandeirantes de São Paulo-SP. Benedito, por sua vez já tinha o nome artístico de Marinheiro e formava com Cândido de Paula Brasão a dupla "Brasão e Marinheiro".

Pouco tempo depois, Orlando e Benedito formaram a dupla "Caçula e Marinheiro", a qual passou a se apresentar no inesquecível programa "Alvorada Cabocla", nos 1100 kHz da Rádio Nacional de São Paulo-SP (hoje Rádio Globo), sob o comando do Radialista Nhô Zé.

Caçula e Marinheiro gravaram o primeiro Disco 78 RPM pelo selo Sertanejo (PTJ-10.068) em Março de 1960, tendo no Lado A a Guarânia "Não Chores Assim" (Caçula - Marinheiro) e no Lado B a Canção Rancheira "Destino De Um Boêmio" (Marinheiro - Caçula).

Em Agosto do mesmo ano, a dupla gravou o segundo Disco 78 RPM, também pelo selo Sertanejo (PTJ-10.114), com a Guarânia "Volte Para Mim" (Caçula - José Rosa) no Lado A, e a Canção-Rancheira "Não Chores Mulher" (Marinheiro - Nhô Zé) no Lado B.

Consta um total de 7 Discos 78 RPM gravados por "Caçula e Marinheiro", entre 1960 e 1964. A dupla também gravou 18 LP's, entre 1961 e 1976, com destaque para belíssimas Composições próprias tais como "Nossa União" (Caçula - José Russo), "Cantinho do Céu" (Caçula - Marinheiro), "Milagre de Papai Noel" (Marinheiro - Nelson Gomes), "Uma Cruz Desceu Do Céu" (Marinheiro - Edgar De Souza), "Igrejinha da Serra" (Marinheiro) (a Música cujo trecho o Apreciador ouve ao acessar essa página), "Nada Afastará Você de Mim" (Caçula - Marinheiro) e "Acidente do Norte de Minas" (Marinheiro - Antônio Soares), além de belíssimas obras de outros grandes Compositores, tais como "Meu Passado" (Roberto Stanganelli - Rodolfo Vila), "Piracicaba" (Newton Almeida Melo), "No Colo da Noite" (Lindomar Castilho - Ronaldo Adriano), "Primeiro a Esposa" (Roberto Stanganelli - Roberto Nunes), "A Dama de Vermelho" (Jeca Mineiro - Ado Benatti), "De Longe Também Se Ama" (José Rico - Jair Silva Cabral), "Ébrio de Amor" (Palmeira - Ramoncito Gomes) e "Boneca Cobiçada" (Biá - Bolinha), além da Peça Instrumental "Bosque das Andorinhas" (Roberto Stanganelli - Sulino).

Durante algum tempo, a dupla se transformou num trio, já que Clarinda Martins, que era filha do proprietário do Circo Irmãos Martins, no qual a dupla "Caçula e Marinheiro" costumava se apresentar, veio a ser a Esposa do Marinheiro. A parte vocal ficava a cargo de Clarinda e Marinheiro, enquanto que o Caçula se encarregava dos solos de Acordeon. O trio gravou durante dois anos na RCA.

Clarinda, no entanto, adoeceu e veio a falecer. A dupla "Caçula e Marinheiro" só voltou a cantar em 1967, trazendo no Repertório diversas Composições que homenageavam Clarinda, tais como "Aquele Dia Tão Triste" (Marinheiro - Hélio Ferreira - A. Gouveia), "Onde Estás, Meu Amor" (Marinheiro - Caçula) e "Pertinho de Deus" (Marinheiro).

Apesar dos 7 Discos 78 RPM e dos 18 LP's, lamentavelmente, pouquíssimas gravações de "Caçula e Marinheiro" foram remasterizadas em CD.

Quero aqui destacar o CD "Caçula e Marinheiro - Cantinho do Céu" lançado recentemente pela Allegretto (ALCD-00047), sob a Direção Artística de Alexandre Nunes, Produção Executiva de Iara Fortuna (filha do Compositor José Fortuna e Esposa do Paraíso), e com as participações de Paulinho (Viola Caipira, Violão e Guitarra Havaiana), Valter Barreto (Violão), Abreu (Bateria), Beto (Contrabaixo), Dalton Ferreira (Violino), Martinez (Trompete), Theóphilo (Teclados), Ricardo (Guitarra Havaiana), Iara Fortuna (Castanholas) e Marinho (Acordeon e Arranjos). Destaque para grandes sucessos da dupla tais como "Igrejinha da Serra" (Marinheiro), "Brigas de Amor" (Caçula - Marinheiro), "Acidente do Norte de Minas" (Marinheiro - Antônio Soares) e "Onde Está O Meu Amor" (Marinheiro - Caçula), além da faixa-título "Cantinho do Céu" (Caçula - Marinheiro). Como "nem tudo é perfeito", há um errinho de impressão na contra-capa desse CD, que credita erroneamente a Composição "A Dama de Vermelho" como sendo de Jeca Mineiro e Marinheiro, quando na verdade, a mesma é de autoria de Jeca Mineiro e Ado Benatti.

Quero destacar também o CD "Caçula e Marinheiro - Super Dose de Sucessos", lançado em 1998 pela Movieplay (Selo Brasis - BR-1067), produzido pelo Compositor Roberto Stanganelli, com 24 belíssimas Composições do tradicional Repertório Caipira Raiz, tais como "Casinha Pequenina" (Domínio Público),"Piracicaba" (Newton Almeida Melo), "Meu Rio Grande do Sul" (Roberto Stanganelli - Rodolfo Vila), "No Colo da Noite" (Lindomar Castilho - Ronaldo Adriano), "Primeiro a Esposa" (Roberto Stanganelli - Roberto Nunes), "A Dama de Vermelho" (Jeca Mineiro - Ado Benatti), "De Longe Também Se Ama" (José Rico - Jair Silva Cabral), "Ébrio de Amor" (Palmeira - Ramoncito Gomes) e "Boneca Cobiçada" (Biá - Bolinha), além de curiosas versões tais como "Galopeira" (Maurício Cardoso Ocampo - versão: Luiz de Castro) e "Tema de Lara (Lara's Theme)" (Maurice Jarré - versão: Luiz de Castro).

Sem dúvida, dois CD's bem representativos do Repertório de "Caçula e Marinheiro". Além desses dois CD's, as mesmas Músicas interpretadas pela dupla também fazem parte de alguns CD's de coletâneas lançados recentemente. Em 2001 foi lançado também pela Movieplay o CD "Duplas Famosas", com gravações de Pedro Bento e Zé da Estrada, Silveira e Barrinha, Zilo e Zalo e "Caçula e Marinheiro", que interpretam "Sei Que Me Amas" (Caçula), "Coração Solitário" (Roberto Stanganelli - Francisco Barreto), "Não Posso Esquecer-Te" (Rodolfo Vila), "Minha Canção" (Marinheiro) e "Vem Meu Amor" (Caçula - Marinheiro).



Obs.: As informações contidas no texto dessa página são originárias do Livro de Ayrton Mugnaini Jr "Enciclopédia Das Músicas Sertanejas, e também dos sites Dicionario Ricardo Cravo Albin de Música Popular Brasileira, Yahoo! Música, MSN Music Brasil, IMMUB - Instituto Memória Musical Brasileira, Fundação Joaquim Nabuco e Instituto Moreira Salles. Ver também mais detalhes e links na página Para saber mais... onde constam as Referências Bibliográficas sem as quais a elaboração desse site teria sido impossível.


quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Esse é o nosso Cumpadre Ricardinho

Já é passada a hora de prestar a justa homenagem ao nosso grande cumpadre Ricardinho. Há muito que o nosso humilde blog busca as informações no site Boa Musica Brasileira. Cumpadre Ricardinho, que Deus, pela intercessão de São Gonçalo abençoe a você e aos seus. Com vocês, as palavras deste grande cidadão brasileiro.

Prezado Apreciador: É com grande prazer que apresento para você um pequeno resumo do meu desenvolvimento cultural e também do meu gosto musical e alguns motivos que me inspiraram a elaborar esse site dedicado à Boa Música Brasileira. Eis abaixo alguns aspectos que considero importante compartilhar com o Apreciador:



Infância e Adolescência

Estudos e Desenvolvimento do Gosto Musical

Vida Profissional e Viagens

A Idéia do Site Boa Musica Brasileira

terça-feira, janeiro 22, 2008

cururu

Estou de volta, e com uma grande alegria descubro, que tem gente se preocupando com as tradiçoes em especial o cururu.
Entao segue abaixo, na integra a mensagem que recebi nos comentarios... quanto ao pedido para divulgação, por favor amigo se sinta à vontade... o intuito deste humilde blog é justamente esse...

Segue o comentario:

Fiz um documentário sobre Cururu entitulado de "Cantoria Caipira: Cururu do Vale do Médio-Tietê" e gostaria de divulgar no seu blog.
Náo achei seu e-mail, por isso escrevi aqui nos comentários.
No link http://www.youtube.com/watch?v=EcmbF6vJqnw
vc pode conferir um trailer do documentário.
E abaixo segue sinopse.

Abraço

Aléxis

No Vale do Médio-Tietê, a cultura da terra é impregnada em encontros de viajantes à margem do rio, nos passos dos tropeiristas, na reza e nos cantos ancestrais ibéricos e indígenas. A partir deste cenário de simbologias, e areanimados por feijões, caldos e ervas, os chamados "caipiras" criavam e praticavam o repente paulista.
CANTORIA CAIPIRA: Cururu do Médio-Tietê localiza as origens do fenômeno, identifica seus atores sociais, verifica os diálogos culturais. Assim, brotam do documentário marcos históricos, religiosidade (Irmandade do Divino Espírito Santo) e as formas de vida dos habitantes das extensões interioranas paulistas abarcadas por Botucatu, Piracicaba, Sorocaba, etc.
Pelo filme desfilam nomes definitivos do Cururu paulista como Manezinho Moreira, Abel Bueno, Moacir Siqueira, Dito Carrara, Luisinho Rosa, os irmãos Jonata e Horácio Neto; bambas que já se foram como o original Zico Moreira, o dinâmico Nhô Serra e o performático Pedro Chiquito.
Os personagens desta narrativa nos levam a contemplações, conhecimentos e rememorações. Afinal, como canta no documentário o sorocabano Cido Garoto: "Prá cantá o Cururu tem que tê muita instrução".

Ficha Técnica

Cantoria Caipira: Cururu do Médio Tietê
Documentário. BRA. 50 min.

Edição, Roteiro e Direção:
Aléxis Góis e Cláudio Coração

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Prezado Apreciador:
É com satisfação que convido-o mais uma vez a visitar o www.boamusicaricardinho.com e conhecer o mais novo passageiro que acabou de embarcar nesse "trem":
Ronaldo Viola: Nascido na Capital Paulista, começou o aprendizado da Viola com apenas 9 anos de idade. Teve uma curta, porém expressiva, Carreira Artística em dupla com João Carvalho e, posteriormente, com Praiano, carreira essa que terminou bruscamente, por ironia do destino, em Julho de 2004, após um total de sete Discos gravados.
Conheça um pouquinho da trajetória desse inesquecível Violeiro que foi Ronaldo Viola.
Com um grande abraço do Ricardinho!


Não perca esse trem! O site

http://www.boamusicaricardinho.com

Sente-se honrado com sua visita!
Visite também os sites/blogs:
Um grande abraço do Ricardinho!

sábado, dezembro 15, 2007

terça-feira, dezembro 11, 2007

Feliz Natal!!
A todos que apreciam a genuína Música Caipira Raiz e/ou a nossa Boa Música Brasileira:
"O rio atinge seus objetivos porque aprendeu a contornar obstáculos" (Lao-Tsé).
A você e a todos os seus os sinceros votos de um
Felicíssimo Natal e um Ano Novo repleto de realizações.!!
Do amigo Ricardinho de Santo André-SP
Um site que se preocupa com a preservação da Memória Musical Brasileira, com ênfase especial à nossa Música Caipira Raiz. Uma viagem de trem pelo Interior Musical de Nossa Terra e Nossa Gente.


Não perca esse trem! O site

http://www.boamusicaricardinho.com

Sente-se honrado com sua visita!
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Um grande abraço do Ricardinho!