O fazendeiro resolve trocar o seu velho galo por outro que desse conta das inúmeras galinhas. Ao chegar o novo galo e, percebendo que perderia suas funções, o velho galo foi conversar com o seu substituto:
- Olha, sei que já estou velho e é por iisso que o meu dono te trouxe aqui, mas será que você poderia deixar pelo menos duas galinhas para mim?
- Que é isso, velhote?! Vou ficar com tttodas.
Mas só duas... - ainda insistiu o galo.
- Não. Já disse! São todas minhas!
- Então vamos fazer o seguinte: - propõe o galo velho - apostamos uma corrida em volta do galinheiro. Se eu ganhar, fico com pelo menos duas galinhas. Se eu perder, são todas suas.
O galo jovem mede o galo velho de cima abaixo e pensa que certamente ele não será capaz de vencê-lo:
- Tudo bem, velhote, eu aceito.
- Já que realmente minhas chances são poucas, deixe-me ficar vinte passos a frente. - pediu o galo.
O mais jovem pensou por uns instantes e aceitou as condições do galo velho.
Iniciada a corrida, o galo jovem dispara para alcançar o outro galo.
O galo velho faz um esforço danado para manter a vantagem, mas rapidamente está sendo alcançado pelo mais jovem. No momento em que o mais velho ia ser alcançado pelo mais novo, o fazendeiro pega sua espingarda e atira sem piedade no galo jovem.
- Guardando a arma, comenta com a mulher:
- Num tô intendendo, uai! Já é o quinto galo viado que a gente compra esta semana!
sexta-feira, abril 27, 2007
Humor
1º FESTIVAL NACIONAL DE VIOLA

FENAVIOLA - Festival Nacional de Viola em Colatina nos dias 31 de maio 01 e 02 de junho de 2007, com a participação de Paulinho Carvalho, Pereira da Viola e Geraldo Azevedo.
Contamos com apoio de vocês para a divulgação desse importante projeto de resgate cultural junto aos violeiros de todo o país.
O Regulamento e a Ficha de Inscrição encontram-se no sítio www.culturacolatina.com.br
Desde já agradecemos
PREFEITURA MUNICIPAL DE COLATINA - ES
SUPERINTÊNDENCIA MUNICIPAL DE CULTURA
DIMAS DEPTULSKI
Violando Fronteiras
A postagem abaixo, é digna de aplauso, agradecimentos e sem duvida muito apoio. Foi postada no blog O Violeiro do Cumpadre Luiz Viola.
Com a palavra, João Araújo Diretor do Grupo Viola Urbana.
Amigos,
viola, saúde e muita paz,
Com muita honra e alegria, informo em primeira mão o nascimento de um novo movimento na música brasileira. Trata-se do encontro de cinco grupos musicais que, a partir de Abril de 2007 passam a unir suas forças de divulgação, somando propostas e criando um intercâmbio cultural entre diversas partes importantes do Brasil, para o bem de todos.
É a música agregando boas idéias, intenções, dedicações, trabalhos honestos e de excelente qualidade, e pessoas de ótima índole e consciências profissionais, com sonoridades parecidas e um só propósito: batalhar pelo engrandecimento da cultura brasileira.
"VIOLANDO FRONTEIRAS", será a partir de agora a marca e o lema comum dos
grupos
Moxuara, de Vitória (ES) (www.moxuara.com.br);
Paranga, de São Luiz do Paraitinga (SP) (www.paranga.com.br);
Viola Quebrada, de Curitiba (PR) (www.violaquebrada.com.br);
Viola Urbana, de Belo Horizonte (MG) (www.violaurbana.com);
Violeiros Matutos, de São Paulo (SP) (www.violeirosmatutos.com.br).
Violar as fronteiras das dificuldades de divulgação dos trabalhos, das apresentações fora de sua região, da conquista de novas platéias, do encontro com um público que realmente gosta da música autenticamente brasileira.
grande abraço do
JOÃO ARAÚJO
Diretor do Grupo Viola Urbana
quinta-feira, abril 26, 2007
Grandes Compositores
Muybo César Cury:
De grande versatilidade, Muybo César Cury é Cantor, Dublador, Radialista, Ator e Compositor.
Como Cantor, participou do LP "Linguagem Do Amor", lançado em 1964 pela Fermata, cantando nas faixas 6 e 7, que são, respectivamente, "Não Me Abandones" (Zacarias Mourão - Zá do Rancho - Biguá) e a faixa-título "Linguagem do Amor" (Marguerite Monnot - versão: Juvenal Fernandes).
Além disso, Muybo Cury também já substituiu o Barroso num LP da famosa dupla "Barreto e Barroso", dupla que era formada inicialmente por Antônio Barreto (o Barreto, natural de São Sebastião da Grama-SP) e Benedito Rodrigues Pinheiro (o Barroso, natural de Guará-SP).
Barreto também foi apresentador na Rádio Bandeirantes de São Paulo-SP e Barroso, além de Professor de artífices, também foi apresentador na mesma emissora. Além disso, a dupla havia se formado em 1946, tendo estreado na Rádio América de São Paulo-SP, a mesma emissora na qual Muybo iniciou sua carreira em 1947, conforme mencionado logo abaixo.
Como dublador, função que Muybo tem exercido esporadicamente, emprestou sua voz ao Caçador Kaura em "Flashman". Fez também a primeira voz do Mantor do Diabo em "Lion Man" (exibido no Brasil em 1973 na extinta Rede Manchete) e participou ainda de algumas dublagens em "Jaspion".
Muybo foi locutor de auto-falante, auxiliar de escritório e "contínuo" de banco em Duartina-SP, até que em 1946 seguiu para a Capital Paulista, onde iniciou no ano seguinte a sua carreira na Rádio América. Muybo Cury foi também disk-joquei na década de 1960.
Além do trabalho jornalístico na Rádio Bandeirantes, Muybo Cury também apresenta o excelente programa "Raízes do Brasil" na Rádio Cultura - AM - 1200 kHz de São Paulo-SP. Esse programa mostra ao Apreciador a genuína Música Caipira Raiz, além da prestação de serviços gratuitos que também merece destaque especial. Muybo também conta "causos" caboclos, piadas e declama Poemas Sertanejos (que podem inclusive ser enviados pelos ouvintes).
Como Ator, Muybo Cury já atuou nas tele-novelas "Os Inocentes", na extinta TV Tupi e "Dulcinéia Vai à Guerra", na TV Bandeirantes. Atuou também em diversos comerciais na Televisão. Destaque também para a radio-novela "A Verdade da Vida" interpretada por Maria Stella Barros e Muybo César Cury, na já mencionada Rádio Bandeirantes de São Paulo-SP.
E, como Compositor, Muybo César Cury é autor da Moda de Viola "Castigo De Dona Benta" (Teddy Vieira - Muybo César Cury), gravada pelos Irmãos Divino no Lado-A do 78 RPM Nº 13.901-A, em 1955, pela Odeon.
Bastante versátil também na composição, Muybo compôs em diversos outros estilos, como por exemplo, Marchas Carnavalescas, tais como "A Marcha do Cabeção" (Alfredo Borba - Muybo Cury) e "A Marcha da Peruca" (Bobby Hilton - Muybo Cury - Milton). É também de Muybo Cury o único hino da Copa 74 "Cem Milhões de Corações", gravado pelo conjunto "Os Incríveis", gravação que acabou "esquecida", já que o tão esperado Tetra-Campeonato não veio nessa Copa na Alemanha Ocidental...
Muybo é também autor de algumas versões tais como "Deus Te Acompanhe Amor" (Vaya Com Dios) (L. Russel - I. James - B. Pepper - adaptação: Muybo Cury) e "Minhas Noites Sem Ti" (Mis Noches Sin Ti) (Maria Teresa Marques - Demetrio Ortiz - versão: Muybo Cury).
Mas a principal Obra-Prima de Muybo César Cury como Compositor é, sem dúvida, uma das mais belas páginas do repertório Caipira Raiz: "João de Barro" (Muybo César Cury - Teddy Vieira), a qual foi gravada pela primeira vez pela dupla Mineiro e Manduzinho, em 17/06/1955, na RCA Victor (hoje BMG), no Lado-A do Disco 78 RPM Nº 80.1561-A (Matriz: BE5VB-0791), lançado em Março de 1956.
De acordo com José Hamilton Ribeiro, em seu excelente livro "Música Caipira - As 270 Maiores Modas De Todos Os Tempos", Muybo "...se encantara ao ver, no sítio de um amigo, um casal de "joão de barro" fazendo sua casinha. 'é o pedreiro da floresta', disseram a ele. Muybo passou horas acompanhando o trabalho da construção do ninho de barro. Quando soube da história de que o passarinho, se traído pela fêmea, aprisionava-a na casinha, levando a parceira à morte, começou - sem nenhuma experiência - a compor a Música (...) Fez os versos da canção (que acabaram ficando confusos e muito longos) e ajeitou uma melodia, mas entendeu que aquilo podia dar certo se alguém criativo, e com prática, desse ali uma mexida (...) Pergunta daqui, pergunta dali, descobriu que o homem certo para ajudá-lo era Teddy Vieira, já um autor diferenciado. Aproximou-se dele, foi recebido com simpatia e ali mesmo, no corredor da rádio, mostrou seu 'rascunho'. Teddy disse na hora que achava que ia dar certo, com possibilidade até de entrar em um disco que estava em produção. Gravou numa fita a Música, na voz de Muybo, avisando que precisaria dar uma ajeitada na melodia e na letra (...) A dupla Mineiro e Manduzinho estava dependendo de uma nova Música para fazer seu disco (...) Muybo foi ver a dupla ensaiar a Moda - estava uma beleza. Marcou-se estúdio. Mineiro ficou doente, precisaram adiar. Demorou para ser estabelecido novo dia de gravação, o rapaz não melhorava. Nova data, novo adiamento. Por fim, após outros discos na frente, a prensagem agora tinha que aguardar na fila. Por fim, o disco saiu (...) Entre o fim da prensagem e a data de lançamento, morreu Mineiro. Era um moço lutador, muito querido. A comoço foi grande, não havia mais clima para fazer lançamento, trabalhar o disco, batalhar as músicas. O parceiro remanescente nem sequer foi à gravadora para se informar, pedir alguma providência. Numa palavra: o disco 'morreu', com tudo o que continha."
E, de acordo com o compositor Muybo Cesar Cury, "Passaram-se vários anos, ninguém falava em 'João de Barro'. Fazer o quê, mais uma Moda, que não pegou."
Pedro Bento e Zé da Estrada também freqüentavam o mesmo estúdio na época da gravação e haviam aprendido a belíssima, composição, a qual apresentavam com freqüência em seus shows. Até que em 1974, Sérgio Reis havia procurado o Zé da Estrada atrás de idéias para gravação, ao que este lhe sugeriu o "João de Barro". Tendo gostado, o "Serjão" contactou Muybo que "...já estava até conformado com o apagão do 'pedreiro da floresta'. Aí vem o disco do Sérgio e o que se vê é uma 'explosão'. Teddy não estava mais aqui para ver o 'nosso João' no lugar que ele merece."
E, lamentavelmente, o Mineiro também não estava mais aqui, já que ele havia falecido em 1958, ocasião na qual a dupla já havia parado de cantar.
Muybo César Cury continua ativo, apresentando os já mencionados programas tanto na Rádio Bandeirantes como também na excelente Rádio Cultura - AM - 1200 kHz de São Paulo-SP!
Algumas composições de Muybo César Cury:
quarta-feira, abril 25, 2007
Grandes Compositores
Moacyr dos Santos:
Despertou seu desejo compor, principalmente como letrista, através de um pequeno livro de modinhas. Ficou impressionado com algumas letras de Lourival dos Santos (não havia nenhum parentesco entre eles, apesar de terem o mesmo sobrenome). Chegou a São Paulo em 1953, onde procurou por Lourival e, em pouco tempo, começaram a compor juntos.
Trabalhou também como programador na Rádio Clube de Tanabi e também na Rádio Brasil Novo de São José do Rio Pardo.
Diversas duplas, entre as quais, Tião Carreiro e Pardinho, Sulino e Marrueiro, Zilo e Zalo, Lourenço e Lourival e Pedro Bento e Zé da Estrada gravaram suas composições.
Moacyr dos Santos jamais parou de compor e, ao falecer, deixou diversos trabalhos inacabados e algumas de suas obras ainda inéditas estavam sendo gravadas na ocasião.
Algumas composições de Moacyr dos Santos:
segunda-feira, abril 23, 2007
sexta-feira, abril 20, 2007
Leonel e Ismael
Boa tarde Cumpadres e CumadresApreciem o video abaixo que delicia, graças ao Cumpadre Daniel Viola
quinta-feira, abril 19, 2007
II Feira do Vinil de Campinas

II Feira do Vinil de Campinas
A II edição da Feira do Vinil de Campinas - SP acontecerá dia 22/04/2007durante a Feira de Artes e Antiguidades no Centro de Convivencia - Cambuí.
Interessados em participar poderão entrar em contato com a coordenadoria da Feira de Antiguidades
sábado e domingo das 9:00 as 14:00 hs;
através do blog http://feiraantiguidadecamp.blogspot.com/
(19) 92093361
(19) 91135089
Visitem a feira
terça-feira, abril 17, 2007
Grandes Compositores
"Não! Eu sou o Rei do Baião! O Rei da Sanfona é Mario Zan."
Luiz Gonzaga (1912 - 1989).
Acordeonista e Compositor, Italiano de nascimento, Mario João Zandomenighi nasceu em Roncade, Vêneto no dia 09/10/1920 e faleceu na Capital Paulista no dia 08/11/2006.
Com apenas 4 anos de idade, Mário veio para o Brasil juntamente com seus pais, José Zandomenighi e Ema Carmelo que, cansados que estavam de tantas guerras, queriam na verdade uma vida melhor e mais digna para seus filhos. A família escolheu o Brasil e se estabeleceu em Santa Adélia-SP, próximo a Catanduva-SP.
E, nas freqüentes festas interioranas ao longo do ano, o pequeno Mário não tirava o olho dos sanfoneiros e ficava atento às Rancheiras, Polcas, Arrasta-pés, Valsas e outros ritmos tradicionais no Interior Paulista. E, com apenas 6 anos, conseguiu que seu pai lhe presenteasse com uma pequena sanfona, a qual aprendeu a tocar sem professor e durante várias horas por dia.
Com apenas 10 anos de idade, o "Moleque da Sanfona", como ficou conhecido, animou um baile de casamento. E isso se deu no tempo, em que o sanfoneiro cantava sobre uma mesa para poder espalhar melhor o som (já que não existiam amplificadores na época).
Algum tempo depois, seus pais se mudaram para São Paulo-SP, onde Mário acabou encontrando um "outro mundo de possibilidades", entre as quais o Rádio e também a carreira de Solista.
Na mesma época, o mercado fonográfico começava a se dar conta de que as Festas Juninas também eram lucrativas, mesmo comparadas às altas vendas que alcançavam no período que se estendia de Dezembro até o Carnaval. Tal fenomeno musical fez com que o jovem Acordeonista apostasse na Música de Festa Junina como parte principal de seu repertório.
Apenas para citar alguns exemplos, compositores como Lamartine Babo ("Chegou a Hora da Fogueira" e "Isto é Lá com Santo Antônio") e Ary Barroso ("Sobe Meu Balão"), além de consagrados intérpretes como Francisco Alves e Carmen Miranda, emplacaram vários sucessos e a maior parte dessas marchinhas fazia parte dos shows de Mario Zan.
Em São Paulo, aos 14 anos, Mário Zan estudou Acordeon com Ângelo Reale e Teoria Musical com o Maestro Tripicchioni. Isso sem deixar de animar os bailes e matinês na periferia da Capital e cidades adjacentes; chegava a fazer até quatro apresentações por dia.
De bastante versatilidade, Mario Zan tocava até mesmo Tangos e Chorinhos. Apresentou-se pela primeira vez no Rádio (a Educadora Paulista, atual Gazeta), no programa de calouros "Peneira Roldini" e ganhou o primeiro lugar interpretando o célebre Chorinho "Tico-Tico no Fubá" (Zequinha de Abreu), acompanhado do Regional de Zé da Pinta.
Foi então que Armando Bertoni, Diretor Artístico da Rádio Tupi, tendo ouvido e gostado da performance do jovem acordeonista, deu ao menino meia hora para se apresentar na famosa Emissora Associada. O primeiro emprego, por outro lado, Mário Zan só conseguiu na Rádio Bandeirantes, que acabara de ser inaugurada.
E foi na Bandeirantes que Mário João Zandomenighi adotou o nome artístico de Mário Zan, sugerido por Walter Foster que, achando que seria "um nome forte", considerava também a "dificuldade para o público decorar o nome Zandomenighi"... E foi também na Bandeirantes que Mário Zan ficou conhecido como "O sanfoneiro que brinca com a sanfona". A belíssima foto de Mário Zan à esquerda é do Acervo do site Nosso Encontro com Ubiratan Lustosa, célebre radialista que faz parte da História do Rádio no Estado do Paraná.
E após um breve período na Rádio Nacional (atual Globo) de São Paulo-SP (onde Mário Zan acompanhou inclusive a dupla " Palmeira e Piraci"), o jovem acordeonista juntou alguns trocados e foi se aventurar no Rio de Janeiro-RJ.
Na Cidade Maravilhosa, após algumas dificuldades que enfrentou, Mário Zan conheceu outro excelente Sanfoneiro, o pernambucano Luiz Gonzaga, que não lhe poupou elogios quando ouviu seu Acordeon. E foi com a ajuda do Rei do Baião que Mário Zan iniciou uma brilhante carreira na então Capital Federal, tendo tocado no "Samba Dance", e também no Cassino Atlântico em Copacabana.
Seguiram-se então apresentações no "Quitandinha" em Petrópolis-RJ, e também nas estâncias hidrominerais de São Lourenço-MG, Caxambu-MG, Lambari-MG e Cambuquira-MG.
E, com o fim dos cassinos, decretado pelo então presidente Eurico Gaspar Dutra, Mário Zan voltou para a Paulicéia Desvairada, de onde partiu para algumas apresentações em cinemas do Interior juntamente com Nhô Pai, Nhá Fia e o Capitão Furtado.
E, nessas apresentações nos cinemas da Empresa Pedutti, Mário Zan percorreu o Triângulo Mineiro, e também o Interior dos Estados de Goiás e Mato Grosso (que na época "ainda era um só"), onde atravessou rios e pastos em carros de boi e pequenos caminhões de mudança e compôs algumas célebres páginas inspiradas na Região como "Chalana" (Mário Zan - Arlindo Pinto) e "Ciriema" (Mário Zan - Nhô Pai).
"Chalana", por sinal, uma de suas primeiras composições, inicialmente instrumental, "...surgiu do sofrimento durante a excursão, da saudade que sentia, sem notícias da família..." A inspiração aconteceu na cidade de Corumbá-MS, da janela do Hotel São Bento, às margens do Rio Paraguai, onde Mário Zan se hospedou na época. Mário Zan compôs "Chalana" vendo as águas do rio e os pequenos barquinhos típicos passando... O célebre Acordeonista também já voltou por lá para "matar saudades"... "... o hotel está velhinho... coitado..."
Por essa época tiveram início suas primeiras gravações na Continental e na RCA. Continuou viajando, tornando-se cada vez mais conhecido como excelente solista de Acordeon por todo o Brasil. Mário Zan garante também que foi o primeiro artista a se apresentar no Território de Roraima. E nas viagens, vendia, sorteava e presenteava seus discos nos diversos shows que fazia.
Em 1954, a Cidade de São Paulo comemorou seus 400 anos de fundação e foi nesse ano que Mário Zan gravou seu famoso dobrado "Quarto Centenário" (Mário Zan - J. M. Alves) que se tornou Hino da Capital Paulista. E a vendagem de um milhão de cópias em poucos meses foi sem dúvida um marco na discografia nacional.
Mário Zan também se dedicou à pesquisa de ritmos e lançou em 1956 juntamente com Nonô Basílio a "Tupiana", que é "uma espécie de Guarânia, com influência da música dos índios Tupi-Guaranis, em compasso 3 x 4, com batidas ritmadas marcadas pelo tambor", de acordo com a jornalista e pesquisadora Rosa Nepomuceno em seu excelente livro Música Caipira - Da Roça Ao Rodeio.
Face à "invasão" dos rítmos paraguaios em nossa Música, principalmente na Região do Mato Grosso do Sul, Mário Zan e Nonô Basílio resolveram criar o novo ritmo de resistência dentro da Música Brasileira.
Curiosamente o próprio Mário Zan havia sido antes um dos principais expoentes da introdução de tais elementos vindos "de fora" em nossa Música Brasileira, como por exemplo, a célebre "Chalana" (Mário Zan - Arlindo Pinto) que é uma Guarânia e foi composta às margens do Rio Paraguai, na cidade de Corumbá-MS.
A primeira Tupiana foi "Alvorada Tupi" gravada na RCA Victor pelo Duo Irmãs Celeste. O Duo Irmãs Celeste e também os próprios autores chegaram a gravar outras "Tupianas". Tal ritmo, no entanto, não atingiu o grande público e não foi grande sucesso de vendas. De acordo com Mário Zan, a Tupiana "... não pegou, não teve divulgação. Naquele tempo não existia mídia, hoje qualquer bobagam que você fala tem repercussão."
Mário Zan também participou dos filmes "Tristeza do Jeca" (de Mílton Amaral), "Casinha Pequenina" (de Glauco Mirko Laurelli) e "Da Terra Nasce o Ódio" (de Antoninho Hossri).
Em 1958, iniciou-se o enorme sucesso do famosíssimo Rasqueado "Nova Flor" (Palmeira - Mário Zan), conhecido também como "Os Homens Não Devem Chorar", que conheceu versões em Castelhano ("Los Hombres No Deben Llorar" - versão de Pepe Ávila) e em Inglês ("Love Me Like A Stranger" versão de Arthur Hamilton), tendo tido inúmeras regravações no mundo inteiro, além do Brasil.
Calcula-se que Mário Zan tenha tido aproximadamente 1.000 músicas gravadas em mais de 300 discos 78 RPM e mais de 60 LPs; e cerca de 36 músicas suas também foram gravadas por diversos cantores de outros países.
Esse maravilhoso Músico octogenário era uma pessoa bastante simpática e bem-humorada. E, como "O Sol nasce para todos" Mário Zan também tinha um ótimo relacionamento com colegas Sanfoneiros ilustres tais como Dominguinhos e Sivuca, a exemplo da amizade que também mantinha com o saudoso Rei do Baião Luiz Gonzaga, num espírito de amizade e camaradagem.
Sua popularidade como "o maior solista de festas juninas de todos os tempos" foi inclusive reverenciada pelo saudoso Luiz Gonzaga. Além de suas diversas composições do gênero, Mário Zan também lançou em disco uma série de marcações para Quadrilhas.
Antes de começar a tocar, conversava com os ouvintes que participavam da famosa dança de origem francesa (e que também foi musicada por Villa-Lobos). Os pares se organizavam por sexo e lugar e o Sanfoneiro passava a tocar, coordenando ao mesmo tempo a apresentação.
Um de seus maiores sucessos no gênero é sem dúvida "Festa na Roça" (Palmeira - Mário Zan). Enfim, onde tem São João, a música e a Sanfona de Mario Zan estão presentes de uma forma ou de outra.
Mesmo assim, o excelente solista dispensava o título de "Rei da Quadrilha", achando que "... não pega bem, parece coisa de mafioso..."
Também, segundo Mário Zan, a Música solada ou instrumental, "sem letra", permite ao ouvinte "fazer outras coisas enquanto a ouve". Já a Música cantada, com letra, exige atenção. Ainda sobre a Música cantada, Mário Zan nos falava sobre as "letras com duplo sentido", muito comuns nos Forrós mais recentes: "Gonzagão foi o Rei de tudo isso cantando Músicas bonitas, sem apelação de sexo (...) Baião tem de ser alegre, não ofensivo (...) Acho que todos deveriam seguir a escola de Gonzaga e usar a Música para falar das histórias, dos romances e da Cultura do Nordeste."
Famoso também fora do Brasil, Mário Zan possui seu nome e foto expostos no Museu de Artes de Frankfurt, na Alemanha, ao lado de grandes instrumentistas de todos os tempos, considerado no referido museu como o "acordeonista mais sentimental de todos os tempos".
E, na Capital Mexicana, já recebeu diversas homenagens devido ao sucesso de suas músicas naquele país. ("Los Hombres No Deben Llorar" que o diga...).
Mário Zan também foi empresário do Duo Irmãs Celeste, a famosa dupla formada por Diva Araújo e Geisa Araújo, ambas de Sacramento-MG. O Acordeonista também foi o esposo de Geisa que passou a seguir carreira solo, tendo se apresentado inclusive na Alemanha. Mais tarde, porém, o casal se separou e Geísa acabou abandonando a carreira artística. Diva, por outro lado, permaneceu na carreira tendo sido contratada pela Rádio São Paulo, onde se apresentou como cantora e atriz de rádio. Ver à direita a capa da Revista Sertaneja - Ano II - Nº 13 – Abril/1959 com Mário Zan e o Duo Irmãs Celeste.
Mário Zan "passou para o Andar de Cima" às 20:00 do dia 08/11/2006, no Hospital Central Sorocabana em São Paulo-SP, vítima de insuficiência respiratória, menos de um mês após ter completado 86 anos de vida.
O corpo de Mário Zan foi velado na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo e sepultado no dia 09/11/2006 às 15h30 no Cemitério da Consolação na Capital Paulista, ao lado do jazigo da Marquesa de Santos, conforme seu desejo.
Poucos anos antes de falecer, "longe dos holofotes", Mario Zan continuava a animar centenas (se não milhares... ) de festas juninas, com inúmeros CDs que ainda vendia e, com energia jovial, sentia-se recompensado e feliz quando tocava para fazer o povo dançar. "Toco o que o povo quer", repetia ele com entusiasmo! E, na foto à esquerda, Mário Zan no topo do edifício onde residia, no Centro da Paulicéia Desvairada.
Clique aqui e conheça um excelente artigo dedicado ao "Mario Zan, o Soberano da Canção Popular na Sanfona" do dia 21/06/2002, riquíssimo em informações!
Algumas composições de Mário Zan:
segunda-feira, abril 16, 2007
Grandes Compositores
Nasceu em Guaratinguetá-SP no dia 11/08/1917 e faleceu em Guarulhos–SP no dia 19/05/1997. Com apenas 12 anos de idade, ficou órfão de pai e foi morar na casa do avô em Lorena-SP e, desde essa época já manifestava seus dons fazendo quadrinhas improvisadas em Folias-de-Reis na região. “Meu romance” (Lourival dos Santos - Teddy Vieira) foi sua primeira composição a ser gravada (o que foi feito pela dupla Laranjinha e Zequinha).
Em 1933, mudou-se para a Capital Paulista, onde foi trabalhar no comércio. Tornou-se amigo de Palmeira e Piraci e passou a compor para a dupla. Em 1959, começou a compor para Tião Carreiro e Pardinho, intérpretes com os quais Lourival conheceu sua glória como compositor.
Lourival dos Santos compôs com diversos parceiros, entre eles, Tião Carreiro, Teddy Vieira, Sulino, Raul Torres, Piraci, Jacó, Serrinha, Téo Azevedo e Jorge Paulo.
Um fato curioso na vida de Lourival dos Santos foi como ele conheceu sua esposa, Jandira (professora de filosofia e irmã do dramaturgo Oduvaldo Viana), com quem se casou em 1950, após um namoro de apenas 6 meses: ele havia telefonado para uma lavanderia para reclamar de algumas toalhas que não haviam chegado à casa de espetáculos onde ele trabalhava como comprador, só que errou o número e o telefone tocou na casa dela! Foi o “engano mais certeiro do mundo” segundo palavras do próprio Lourival...
Ao final da década de 50, compôs, juntamente com Teddy Vieira, "Pagode em Brasília", que foi gravada por Tião Carreiro e Pardinho, na época da inauguração da Capital Federal. Esta foi a primeira composição do novo gênero denominado “Pagode”, que foi criado pelo Tião Carreiro a partir da batida específica na Viola por ele estabelecida. Foi também nessa época que conheceu seus maiores sucessos, a maioria dos quais em parceria com Teddy Vieira, Moacyr dos Santos e Tião Carreiro.
Foi uma triste história verídica que levou Lourival à composição de “A Vaca Já Foi Pro Brejo” (Lourival dos Santos - Tião Carreiro - Vicente P. Machado): um grande amigo havia criado a filha com enorme sacrifício. “Deu seu sangue” e trabalhou bastante para comprar cimento, areia, tijolos e todo material de construção para construir a casinha que seria dela. A moça nunca trabalhou, mas estudou Medicina e, quando se formou, disse ao pai que ia embora de casa... E ele ficou tão desgostoso que acabou morrendo em conseqüência do fato...
Para Lourival dos Santos, compor era um “Dom Divino” que tinha de sentir... Preocupava-se com o público e com o que ele queria ouvir. Foi sem dúvida um dos mais importantes compositores da nossa belíssima Música Caipira Raiz, tendo composto cerca de 1300 músicas, gravadas pelos mais variados e renomados intérpretes do gênero. E, além dos autênticos Caipiras de Raiz, Lourival também gostava de duplas como "Leandro e Leonardo", "Zezé di Camargo e Luciano" e "João Mineiro e Marciano", já que ainda era melhor ouvir algo brasileiro na voz deles do que "certas coisas importadas"...
O romance que inspirou Lourival a compor "Rio de Lágrimas" pode ser visto no site do Sítio do Caipira da EPTV.
Algumas composições de Lourival dos Santos:
sexta-feira, abril 13, 2007
INDIGNAÇÃO
O desabafo a seguir foi postado no Grupo Caipira Raiz, pelo cumpadre Ramiro Viola
Sou filha de um dos componentes da saudosa dupla, o cantor e compositor Moreninho. Venho por meio desta pedir um apoio através desse conceituado jornal, para fazer chegar ao conhecimento de outros artistas e ao conhecimento do publico sertanejo as condições que se vêem envolvidas as famílias desses dois artistas que tanto defenderam a musica sertaneja raiz, são dois casos que podem ser considerados (comuns), mas que de certa forma envolve o nome de dois profissionais que muito se destacaram no meio artístico, por isso que tomei a liberdade de apelar atreves desse meio de comunicação para o duplo caso que vou relatar.
“Moreno & Moreninho” foram e são conhecidos no Brasil todo, suas carreiras foram bem marcantes, esses dois irmãos iniciaram suas carreiras artísticas profissionalmente no ano de 1949, ambos foram apadrinhados pelo querido Dr José Blota Junior, mas também demonstraram que eles realmente tinham seus valores artísticos nessa parceria, reconhecida perante a maioria do publico que curti a musica sertaneja raiz.
Eu já consultei um advogado aqui em Campinas, para alguns esclarecimentos sobre os caso, um deles é sobre os contratos da saudosa dupla dos irmãos “Moreno e Moreninho” contratados pela a gravadora Warner Music Brasil . Fui orientada pelo advogado, depois que ele se inteirou sobre o caso referente aos contratos já vencidos desde 1993, me foi informado que esses casos podem ser considerados uma boa briga, porem o tempo de duração desses tipos de processos, é demorado, levara uns dez a quinze anos para serem resolvidos e por isso seria melhor realmente que eu como procuradora de meu pai, fizesse um acordo amigável com a diretoria da gravadora e a diretoria da editora Fermata do Brasil, que me enviou alguns contratos de edições também vencidos, estou tentando negociar, desde que me foi enviado esse contrato também em três vias, esse segundo caso estão com os vencimentos de edições desde 1998 .
Descobri um Cd de Moreno e Moreninho que foi lançado por Edições Fermata/Premier em 1972 um outro caso a parte alem do caso da musica João Boiadeiro que foi gravda em Portugal tendo o compositor proibido isso por trinta anos em documento arquivado com a edição feito na epoca atravez de um advogado, me foi negada uma copia dessa carta pela diretoria da Fermata assim como informações do setor internacional, mas já descobri que foi um trio quem a gravou essa obra, estou no aguardo do material que encomendei a meus contatos com amigos que moram em Portugual, passaram quase trinta anos e até hoje esses acertos estão todos retidos na fonte.
Eu percebi que em uma das clausulas estava sendo mencionado que não poderemos reclamar nada depois de assinalos, sendo que a gravadora já relançou alguns CDs da dupla, “Moreno & Moreninho” mesmo com os contratos vencidos esse tempo todo.
Sabendo da demora para solucionar esses dois casos, pelo fato de que essas duas empresas mantêm suas filiais
Sua imprescindível influencia para solução dos casos do meu pai e de meu tio que tanto se desempenharam em suas carreiras pela boa musica sertaneja raiz da qual eles muito se orgulharam e essa de certa forma foi o ganha pão deles para sustento de suas famílias, muito nos ajudaria.
Meu pai esse ano completa, cinqüenta e cinco anos de carreira como cantor e compositor . Sei que V.S. tem muitas outros assuntos importantes para resolver, mas esperamos que mesmo assim ainda possa dar o devido valor a esse caso, estamos confiantes de que possa nos ajudar, reivindicando os devidos direitos através da imprensa escrita e falada também.
Antecipadamente deixo registrado meus agradecimentos, em meu nome e em nome de meu pai, também em nome de minha tia, viuva do saudoso
“ Moreno “.
Grata “Morena”
"Morena & Moreninho"
Em grande estilo e muito mais carinho!!!
http://geocities. yahoo.com. br/morenaemoreni nho/raiz. html
quinta-feira, abril 12, 2007
Grandes Compositores
Com voces um pouco da vida de um dos pioneiros da musica raiz, graças ao site Boa Musica Brasileira do nosso Cumpadre Ricardinho:
· Laureano:
Ochelcis Aguiar Laureano foi Violeiro, Compositor e Cantor. Nasceu em Votorantim-SP em 01/05/1909, onde também veio a falecer em 16/01/1996 (Votorantim era na época um distrito de Sorocaba-SP, por isso, a respectiva cidade costuma ser mencionada em algumas biografias como a cidade-natal desse Compositor).
Laureano formou a primeira dupla com Soares, tendo sido uma das duplas caipiras pioneiras, logo após a célebre Turma Caipira de Cornélio Pires, da qual também chegaram a fazer parte.
"Laureano e Soares" chegaram a gravar 14 discos 78 RPM, sendo que o primeiro deles, lançado em 1931, continha as músicas "Desafio" (Laureano e Soares) e "Casamento" (Laureano e Soares). No mesmo ano, gravaram na Ouvidor as toadas caipiras "A Crise" (Laureano) e "O Diabo No Mundo" (Laureano), as quais falavam sobre a crise que o Brasil e o mundo viviam naquela época. E, na mesma esteira, no ano seguinte, a dupla lançou as modas de viola "Revolta de São Paulo" (Laureano) e "Moda dos Tecelões" (Laureano), onde também foi retratada a situação política e social brasileira da época. A dupla foi desfeita no final dos anos 30.
Laureano também fez parte do "Quarteto da Saudade" juntamente com Serrinha, Mariano e Arnaldo Meirelles (foto à esquerda). Em 1937, formou, juntamente com seu irmão, a dupla "Irmãos Laureano" que estreou em disco com "Casando À Bessa" (Ochelsis Laureano) "Roseira Branca" (Ochelsis Laureano). No ano seguinte, os "Irmãos Laureano" gravaram "O Crime Do Restaurante Chinês" (Laureano) e "Amanhecer No Sertão" (Laureano - Ariowaldo Pires), esta última, uma espécie de teatralização da qual também participaram o Capitão Furtado e Dulce Malheiros. Os "Irmãos Laureano" encerraram a dupla em pouco tempo, no entanto, Ochelsis não largou jamais a carreira musical.
Laureano também fez parceria com Ariowaldo Pires não apenas na composição, mas também na Rádio Tupi, no programa "Repouso". E, entre as composições mais célebres da dupla, destacam-se "Agricultura Hoje Tem Seu Lugar", (gravada por Nhá Zefa, Nhô Pai e Capitão Furtado), "A Bandeira Do Caboclo" (gravada pelo Duo Estrela Dalva), "Desafio Disparatado" (gravada por Nhá Zefa e Nhô Pai) e também o grande sucesso "Destinos Iguais" (gravado por diversos excelentes intérpretes, dentre os quais, Inezita Barroso, Duo Glacial e também Tonico e Tinoco).
Em 1945, Laureano fez dupla com Mariano, com quem gravou três discos e juntos fizeram sucesso com a já mencionada "Destinos Iguais" (Laureano - Ariowaldo Pires), "Lola Mariana" (Mariano) e "Boiadeiro Folgado" (Mariano).
Um dos maiores sucessos de Laureano como compositor foi sem dúvida a famosíssima "Moda Da Pinga", moda de viola chamada inicialmente de "Festança No Tietê" e gravada por Raul Torres em 1937 e regravada pela "Madrinha" Inezita Barroso em 1953, no Lado A do mesmo disco 78 RPM que teve no outro lado a célebre "Ronda" (Paulo Vanzolini). "Moda da Pinga" (ou "Marvada Pinga", como também é conhecida) também foi gravada por diversos outros intérpretes, dentre os quais As Galvão, Passoca e Pena Branca e Xavantinho.
Além de ter sido considerado como um dos maiores Violeiros nas décadas de 30 e 40, Laureano também estudou Canto Coral com Heitor Villa-Lobos e foi Professor de Música. Tendo se tornado Evangélico, viajou pelo país ensaiando Corais de diversas Igrejas.
Algumas composições de Laureano:
· A Bandeira Do Caboclo (Laureano - Ariowaldo Pires)
· ABC Do Prisineiro (Laureano)
· A Caçada (Laureano)
· A Madrugada (Laureano)
· A Morte Do Manuelzinho (Laureano)
· A Mulher E O Relógio (Laureano)
· Agricultura Hoje Tem Seu Lugar (Laureano - Ariowaldo Pires)
· Amanhecer No Sertão (Laureano - Ariowaldo Pires)
· Cana-Verde Em Desafio (Laureano - Ariowaldo Pires - Nhá Zefa)
· Cantando No Rádio (Laureano)
· Casamento (Laureano - Soares)
· Casamento Internacional (Laureano)
· Casamento Perdido (Laureano)
· Casando À Bessa (Laureano)
· Chuva de Pedra (Laureano)
· Como Nasceu o Cururu (Laureano - Ariowaldo Pires)
· Crise (Laureano)
· Deixei De Ser Carreiro (Mariano - Laureano)
· Desafio (Laureano - Soares)
· Desafio Disparatado (Laureano - Ariowaldo Pires)
· Destinos Iguais (Laureano - Ariowaldo Pires)
·
· Ensinando A Muié (Laureano)
· Fim De Um Valentão (Laureano)
· Meu Casamento (Laureano)
· Meu Jardim (Laureano)
· Minha Profissão (Laureano)
· Minhas Aventuras (Laureano)
· Moda Da Pinga (Ochelsis Laureano - Raul Torres)
· Moda Das Meias (Irmãos Laureano - Ariowaldo Pires)
· Moda Do Ceguinho (Laureano)
· Moda Do Pito (Laureano)
· Moda Dos Tecelões (Laureano)
· Muié Sapeca (Laureano)
· No Mundo Da Lua (Laureano)
· O Balão Subiu (Laureano)
· O Cavalo E O Boi (Laureano)
· O Cravo (Laureano)
· O Crime Do Restaurante Chinês (Laureano)
· O Diabo E O Mundo (Laureano)
· O Jogo Do Truco (Laureano)
· O Que Eu Vejo (Laureano)
· O Sonho Do Matuto (Laureano - Ariowaldo Pires)
· Patrões E Operários (Laureano)
· Repicando A Viola (Laureano)
· Revolta De São Paulo (Laureano)
· Roseira Branca (Laureano)
· Saudades de Sorocaba (Laureano)
· Situação Dos Homens (Laureano)
· Uma Carta Atrapalhada (Laureano)
· Um Retrato (Laureano)
· Valentia de Voluntário (Laureano)