Este é um blog dedicado exclusivamente para o caipira, sua música, seus causos enfim tudo que tenha a ver com a vida simples do homem do campo. Aqui vc vai encontrar links para sites que tem interesse no resgate e preservação deste estilo.

quarta-feira, julho 04, 2007

Cornelio Pires

Dia 13 deste mes estaremos comemorando o nascimento do Grande Cornelio Pires, e navegando pelo site do Cumpadre Ricardinho, o Boa Musica Brasileira, olha só oque eu encontrei

O Número Treze:

Também de acordo com Paulo Roberto Moura Castro, em 1933, quando Cornélio Pires (conhecido também pelo apelido de Tibúrcio), já beirava os 49 anos, com a afamada superstição relativa ao numero 13, um amigo o encontrou sentado num banco na Praça do Patriarca muito pensativo.

Começaram a entabular uma conversa e, em pouco tempo, estava formada a tradicional roda em volta dos dois. Alguém fez referências ao acaso de certas pessoas serem perseguidas pelo numero 13.

Cornélio com aquele jeitão, achando sempre um "a propósito" para todos os “causos”, chamou a atenção da roda:

– Pois saibam vocês que tenho grande predileção pelo número 13, e sou por ele fartamente retribuído - e começou sua descritiva:

Cornélio Pires – 13 letras.
Vi a luz em Julho – 13 letras.
Nasci dia treze – 13 letras.
Século passado – 13 letras.
Eu sou paulista – 13 letras.
Sou brasileiro – 13 letras.
Nasci no Brasil – 13 letras.
Sul de São Paulo – 13 letras.
Cidade de Tietê – 13 letras.
D.Anna Joaquina (minha mãe) – 13 letras.
Raimundo Pires (meu pai) – 13 letras.
Poeta e caipira – 13 letras.
Poeta e "conteur" 13 letras.
Conferencista – 13 letras.
Escrevo livros – 13 letras.
Sou muito pobre – 13 letras.
Sou muito feliz – 13 letras.
Eu sou solteiro – 13 letras.
Amei treze "emes" (o M é a Décima Terceira letra do alfabeto) – 13 letras.

E o escritor regionalista concluiu:

- Não cito os nomes das minhas 13 namoradas, porque, vocês compreendem... E com esta, até logo.
– Para aonde vais?
– Vou tomar Bonde! E note uma coisa: que sua pergunta e minha resposta, ambas tem 13 letras!

MAZZAROPI

As informações aqui apresentadas foram coletadas no Site Boa Musica Brasileira do grande cumpadre Ricardinho.

Amácio Mazzaropi nasceu na Capital Paulista em 09/04/1912 e faleceu também na Paulicéia Desvairada em 13/06/1981, no Hospital Albert Einstein.


Esse excelente Artista, Brasileiríssimo, de origem humilde, não poderia jamais estar ausente desse "Trem": paulistano, foi um autêntico "Caipira Nascido na Capital"! Saudado popularmente como sendo "O Carlitos Brasileiro" (lembrando o célebre e inesquecível Charlie Chaplin), Amácio começou sua brilhante carreira no circo, tendo ido para o Rádio, para a TV, e para o Cinema, onde estreou como Ator, até que acabou se tornando o seu próprio Produtor, Diretor e Distribuidor!! Além de excelente intérprete da Música Caipira, a excelente e emocionante representação de seus personagens "Bem Brasileiros" consagrou-o também como um dos maiores sucessos de bilheteria, embora tivesse sido "mau visto" pela crítica...

Apesar da enorme aclamação pelo público, a "crítica" e a "elite intelectual", por assim dizer, jamais reconheceram o talento desse que foi um dos maiores representantes da Produção Cinematográfica Brasileira. No entanto, para nossa Felicidade, e para a preservação da nossa Memória Cultural, o trabalho de Amácio Mazzaropi vem sendo revisto pelos críticos de hoje e as Universidades, de um modo geral, também estão começando a estudar sua produção, apesar da tão pouca citação de seu nome nos diversos livros sobre Cultura Brasileira.

Pouco estudou e nem mesmo concluiu o Curso Ginasial (atual Primeiro Grau). Em sua adolescência, Amácio era fã de Genésio e Sebastião de Arruda (esse último, o famoso Ator Arruda que havia criado no teatro o "Personagem Clássico Caipira" que "passou a ter também sua voz ouvida no disco" em 1929 quando das primeiras gravações fonográficas de Genuínos Caipiras da Turma de Cornélio Pires), da qual Arruda também
fez parte.

Assistindo a um espetáculo circense, foi que Amácio acabou, "sem saber como", parando nos bastidores e ali passou a trabalhar como pintor de letreiros. Isso, com apenas 15 anos de idade! Não demorou para trocar os pincéis por um "personagem vestido de caipira"...


E, com 16 anos, Amácio fugiu de casa para ser assistente do faquir Ferri. Foi para o Interior e passou a apresentar monólogos cômico-dramáticos. Sucesso imediato, no entanto, a renda era baixíssima... Salário de míseros 25 Mil-Réis que mal davam para as despesas diárias...

Em 1940, Mazzaropi montou o Circo Teatro Mazzaropi e criou a Companhia Teatro de
Emergência. A partir de então, foi que a situação "começou a mudar", e ele passou a ser conhecido, além do fato de todos os circos começarem a solicitar sua presença!

E, ao final da década de 1940, Amácio Mazzaropi foi para a Rádio Tupi (dos Diários e Emissoras Associados) e estreou seu programa "Rancho Alegre". E, como se sabe, foi no ano de 1950 que a Televisão foi inaugurada no Brasil e foi para lá que Mazzaropi
levou seu programa, o qual alcançou estrondoso sucesso! Lembrar que a TV Tupi - Canal 3 - de São Paulo-SP foi a primeira emissora brasileira de Televisão! E, de 1959 a 1962, Mazzaropi apresentou também um programa na extinta TV Excelsior - Canal 9 - de São Paulo-SP.

Antes, porém, Abílio Pereira de Almeida, que na época era Produtor e Diretor da inesquecível companhia cinematográfica Vera Cruz (o "sonho holliwoodiano brasileiro"), procurava por um "tipo diferente e curioso" para uma comédia... Não deu outra: quando viu Mazzaropi na TV, ficou deslumbrado com sua atuação e não teve dívida: convidou-o para fazer um teste e, tendo Mazzaropi sido aprovado, Abílio contratou-o para atuar no filme "Sai Da Frente", por ele dirigido, em 1952.

Nascia então o inesquecível "Personagem Tão Característico" de Mazzaropi: o "Jeca", aquele "tipo Caipira, de andar desengonçado, fala mansa, usando roupas curtas e sujas, calças remendadas, camisa xadrez"... Mazzaropi participou de um total de 8 filmes como Ator pela Vera Cruz e, em 1958, com o sucesso popular alcançado, decidiu se dedicar mais ainda ao Cinema, fundando a PAM Filmes - Produções Amacio Mazzaropi!

Mazzaropi passou então a produzir e dirigir seus próprios filmes. Sua primeira produção foi "Chofer De Praça", na qual empregou todas as suas economias. Filme pronto, no entanto, faltava dinhero para fazer as cópias... Amácio seguiu então com seu carro pelo Interior, fazendo shows, visando arrecadar a quantia necessária, para poder estrear o filme, o qual fez bastante sucesso!


O "pano de fundo" de quase todos os filmes produzidos por Mazzaropi foi sempre uma fazenda: de início uma "fazenda emprestada", até que mais tarde adquiriu a sua própria "Fazenda Da Santa", onde montou seus estúdios e passou a viver a fase mais fértil de sua carreira, tendo produzido seus melhores filmes tais como "Tristeza Do Jeca" (em 1961) e "Meu Japão Brasileiro (em 1964). Na foto acima e à direita, cena de "O Lamparina", produzido em 1964, satirizando o famosíssimo cangaceiro Virgulino Ferreira, o Lampião.

Foi no ano de 1961 que Mazzaropi produziu um dos maiores e mais inesquecíveis sucessos do Cinema Brasileiro que foi "Tristeza do jeca", inspirado na música homônima de Angelino de Oliveira. Sob a direção musical do Maestro Hector Lana Fietta, o filme também contou com a participação de Agnaldo Rayol que cantou acompanhado por solos de Acordeom a cargo de Mário Zan.


E, conforme já foi mencionado nesse site, ao utilizar a belíssima "Tristezas do Jeca" ( Angelino de Oliveira) no filme homônimo, Mazzaropi teve uma pequena desavença com o compositor no que se referiu aos Direitos Autorais, desavença essa que foi rapidamente resolvida num encontro entre Mazzaropi e Angelino.


De acordo com Rosa Nepomuceno, nas páginas 136, 137 e 138 de seu excelente livro "Música Caipira - Da Roça Ao Rodeio", "...os amigos de Angelino, revoltados, organizaram uma caravana a São Paulo-SP para 'arrancar' do artista o pagamento dos Direitos Autorais. Debaixo dos 'larga prá lá' do pacato Angelino, desceram a serra Gastão Dal Farra, Zezinho, Zorico, Trajano Puppo e Octacílio Paganini. Sem regatear, Mazzaropi acertou as contas e o pessoal voltou com a bolada. Segundo lendas da cidade de Botucatu-SP, o dinheiro nem esquentou no bolso do compositor: boa parte dele foi devidamente torrado com a turma de boêmios, em noites de serestas memoráveis..."

Foram 28 anos de carreira, nos quais Mazzaropi atuou em 32 filmes, tendo participado em 8 deles pela Vera Cruz, conforme já foi dito, e mais 24 produzidos por ele próprio. Destaque para "Sai da Frente", "A Carrocinha", "O Gato De Madame", no período da Vera Cruz. E, sob sua própria produção: "Jeca Tatu", "As Aventuras de Pedro Malazartes", "Zé do Periquito", "O Vendedor de Lingüiça", "O Lamparina", "Meu Japão Brasileiro", "Um Caipira Em Bariloche", "Portugal Minha Saudade", "O Jeca E A Freira" (cujo tema "Jeca Magoado" (Elpídio dos Santos), "Jecão, Um Fofoqueiro No Céu", "Jeca E Seu Filho Preto" (uma crítica ao preconceito racial), "A Banda Das Velhas Virgens" e "O Jeca E A Égua Milagrosa" (seu último filme - foto colorida acima e à direita). E, para nossa Felicidade, esses filmes estão disponíveis comercialmente em DVD!

Mazzaropi lançava praticamente um filme por ano, sempre no dia 25 de Janeiro, data na qual sua São Paulo natal aniversariava. E o lançamento era sempre no Cine Art-Palácio, pois o dono desse cinema foi a pessoa que mais lhe deu apoio em seu início da carreira!

Como intérprete, Mazzaropi gravou seu primeiro 78 RPM no ano de 1956 pela RGE (hoje Som Livre), tendo no Lado-A o fox "Na Piscina De Madame" (Elpídio dos Santos - Conde)
e no Lado-B, com a participação de Lolita Rodrigues, a marcha "Nhá Carola" (Hudson Gaia "Petit").

A música na verdade sempre foi essencial aos seus filmes, os quais contaram com a direção musical de Radamés Gnatalli e Hector Lagna Fietta, além da participação de renomados intérpretes tais como Tony e Celly Campello (iniciantes na época), Lana
Bittencourt, Miltinho, Hebe Camargo, Elza Soares, Ângela Maria e Agnaldo Rayol, apenas para citar alguns. Composições de Tom Jobim, Dolores Duran, Zequinha de Abreu, Jair Amorim, Catulo da Paixão Cearense e Mário Zan, também foram bastante empregadas nos filmes de Mazzaropi.

Em suas produções cinematográficas, Mazzaropi sempre empregou "da Música Caipira ao Rock". A maioria das músicas foi composta por Elpídio dos Santos, paulista de São Luiz do Paraitinga, que era seu compositor preferido e era sempre convidado para criar as mesmas, as quais eram específicas para cada filme e, em geral, interpretadas pelo próprio Mazzaropi. Tais composições musicais eram criadas para ressaltar cenas importantes e muitas vezes tinham a difícil incumbência de retratar o próprio âmago da história! Elpídio e Mazzaropi se conheceram quando estavam sendo feitas filmagens em São Luiz do Paraitinga-SP e a afinidade foi imediata, de tal modo que o compositor foi escolhido pelo "Carlitos Brasileiro" para compor a quase totalidade das músicas de
seus filmes a partir de então.

Tendo tido origem humilde, Mazzaropi conheceu a fortuna! Também produzia leite, tendo sido um dos maiores fornecedores para a empresa "Leite Paulista". Construiu também novos estúdios no início da década de 1970, além de um hotel em Taubaté-SP.
Além de ter sido um verdadeiro artista nato, Mazzaropi também foi um Empresário com bastante tino comercial, além de ter sido também "desconfiado e solitário"... Jamais se casou, no entanto, chegou a ter um filho adotivo, o Péricles, que o ajudou na produção de seus filmes.

Um câncer na medula tirou a vida de Mazzaropi no dia 13/06/1981, no Hospital Albert Einstein em São Paulo-SP, quando ele contava 69 anos de idade, e estava iniciando a produção de seu 33º. filme "Jeca E A Maria Tromba Homem".

Mazzaropi deixou como herança a produtora, funcionando perfeitamente, bem como os estúdios e equipamentos, herança à qual Mazzaropi também deixou, em parte, para seus antigos funcionários. A empresa inicialmente foi tocada adiante por seus herdeiros, no entanto, o patrimônio por ele construído ao longo de tantos anos, foi lamentavelmente destruído pelos herdeiros após sua morte, tendo todos os seus bens ido a leilão,
inclusive os filmes...

O Hotel-Fazenda onde está seu estúdio, no entanto, para nossa felicidade e da Memória Cinematográfica e Musical Brasileira, continua existindo, agora, com o nome de Hotel Fazenda Mazzaropi, o qual mantém o Museu Mazzaropi com acervo de mais de 6.000
peças. E seus filmes, conforme já mencionado, estão disponíveis em DVD, para nossa grande alegria!

Mazzaropi também foi homenageado pelos compositores Jean e Paulo Garfunkel que compuseram a toada "Mazzaropi" gravada por Pena Branca e Xavantinho e que é a 12ª. faixa do LP "Cantadô de Mundo Afora", lançado pela Warner/Continental em 1990. Salvo algumas faixas em algumas coletâneas, não consta nenhuma remasterização em CD desse excelente LP, nem tão pouco a música que homenageia o "Carlitos Brasileiro".

A inesquecível Dupla do Triângulo Mineiro também nos presenteia com outra gravação de "Mazzaropi" (Jean Garfunkel - Paulo Garfunkel) que é a 9ª. faixa do CD JCB-0709-035 produzido por João Carlos Botezelli - Pelão, lançado pelo SESC-São Paulo que nos mostra alguns depoimentos de Pena Branca e Xavantinho, além de interpretações nas quais eles se acompanham com a Viola e o Violão. Esse CD faz parte da série "A Música Brasileira Deste Século Por Seus Autores E Intérpretes". O conteúdo desse excelente Documento Musical é a gravação do programa Ensaio de 21/02/1991 da TV Cultura de São Paulo, sob a direção de Fernando Faro.

Quero aqui destacar também o CD "Mazzaropi" da Série Luar do Sertão (foto da capa à direita), lançado em Abril de 2000, com encarte comentado por Ayrton Mugnaini Jr., que é uma coletânea bastante representativa da obra do "Charlie Chaplin Brasileiro", bem como do compositor Elpídio dos Santos. Destaque para "Ingratidão" (Elpídio dos Santos), "Cai Sereno (Na Rama Da Mandioquinha)" (Elpídio dos Santos - Conde), "Jeca Magoado" (Elpídio dos Santos), "O Lingüiceiro" (Elpídio dos Santos), "O Azar é Festa" (Ado Benatti - Zé do Rancho), "Fogo No Rancho" (Elpídio dos Santos - Anacleto Rosas Jr.) e "Sopro do Vento" (Elpídio dos Santos), todas temas de diversos filmes lançados entre 1954 e 1967.

Clique aqui e conheça o excelente site do Museu Mazzaropi com biografia, trechos de filmes e canções por ele interpretadas, além de uma entrevista que ele concedeu ao Armando Salem da revista Veja em 28/01/1970. O site também nos mostra a ficha técnica de seus 32 filmes, além do Hotel-Fazenda Mazzaropi, em Taubaté-SP.

Clique aqui e assista a uma cena de "Sai da Frente", o primeiro filme estrelado por Mazzaropi, ainda nos estúdios da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, em São Bernardo do Campo-SP, num arquivo pertencente ao site do Museu Mazzaropi.

Clique aqui e assista a uma cena de "Jecão... Um Fofoqueiro no Céu", um dos últimos filmes produzidos por Mazzaropi, no ano de 1977, num arquivo pertencente ao site do Museu Mazzaropi.

Obs.: As informações contidas no texto dessa página são originárias dos livros "Música Caipira - Da Roça Ao Rodeio" de Rosa Nepomuceno e "Enciclopédia Das Músicas Sertanejas" de Ayrton Mugnaini Jr., além do encarte do CD "Mazzaropi" da Série Luar do Sertão, lançado em Abril de 2000, comentado por Ayrton Mugnaini Jr., e também dos sites do Museu Mazzaropi, Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira, Companhia Cinematográfica Vera Cruz e SESC - São Paulo (CD de Pena Branca e Xavantinho JCB-0709-035 produzido por João Carlos Botezelli - Pelão). Ver também mais detalhes e links na página Para saber mais... onde constam as Referências Bibliográficas sem as quais a elaboração deste site teria sido impossível.

terça-feira, julho 03, 2007

Um momento de reflexão

"Porque é que à tardezinha
O sertão fica mais lindo
Quando o Sol avermelhado
No horizonte vai sumindo"
(Quando a lua vai surgindo - Sulino e Marrueiro)

Este foi um dos lugares onde andei nestas férias e por incrivel que pareça é aqui em Rinópolis, aprendi que nao preciso ir longe para ver a beleza da natureza... é só tirar o estrepe do olho, que a gente percebe a presença e a grandeza de Deus.

sexta-feira, junho 15, 2007

Uma casa de caboclo

Quem não conhece o grande sucesso Uma casa de caboclo nas vozes de Nonô e Naná... Eu tive o prazer de conhecer uma casa assim... na minha bela Selvíria no meu querido Mato Grosso do Sul. É a casa do tio Alaíde e da minha querida tia Lede, a cigana.

quinta-feira, maio 31, 2007

LUTO PELA MORTE DE ZICO

Cantor caipira Zico morre no interior de SP
Cantor estava internado havia três semanas após cair de um palco. Ele fazia dupla com o irmão Zeca. Primeiro disco saiu em 1954.
O cantor sertanejo Zico, que fazia dupla com Zeca, morreu no início da noite desta quarta-feira (30), em Ribeirão Preto, a 314 km de São Paulo. Antônio Bernardo da Costa tinha 76 anos e estava internado há três semanas no Hospital das Clínicas (HC), por cair de um palco durante show em Santa Rita do Passa Quatro, a 253 km da capital paulista. Zico e Zeca, irmãos de Liu e Léu e primos de Vieira e Vieirinha, iniciaram a carreira ainda meninos. O primeiro disco saiu em 1954. Entre as músicas mais conhecidas gravadas pela dupla está “Luar do Sertão”, “Adeus Pelé da Seleção”, “Querer Bem”, “Catira” e “Dona Jandira”, cujo sucesso a transformou em peça teatral. O corpo será velado em Itajobi, a 401 km da capital paulista, onde nasceu.

Informações colhidas no site da globo.com. É muito triste, em ver mais um grande artista se despedindo... vai com Deus! Zico...e muito obrigado por tudo que fez para a musica caipira.

quarta-feira, maio 30, 2007

Divulagação

Essa mensagem foi enviada pelo cumpadre Cleber Vianna do site Casa dos Violeiros


* VC TEM INTERESSE EM TRABALHAR COM ESSA DUPLA?
FECHAR SHOWS E FAZER DIVULGAÇÃO EM TODO O PAÍS OU NA SUA REGIÃO?

ENTAO ENTRE EM CONTATO, NO TEL. (34) 9171 5181.

ESSA DUPLA ESTÁ APRESENTANDO AO BRASIL - DE CIDADE EM CIDADE -

UM SHOW QUE EMOCIONA E CONTAGIA!!!!

* O CD DA DUPLA SERÁ LANÇADO COM 17 MÚSICAS, SENDO 2 PAGODES,
2 MODAS DE VIOLA, 3 TOADAS, 1 CATERETE, 1 GUARÂNIA, 1 CANÇAO RANCHEIRA,
1 CURURU, 2 CHAMAMÉS, 1 BATUQUE, 1 RITMO JOVEM, 1 QUERUMANA E 1 BATIDÃO.

*A DUPLA BUSCA PARCERIA PARA O TÉRMINO DE GRAVAÇÃO, LANÇAMENTO,
DIVULGAÇAO E SHOWS EM TODO O BRASIL. AGUARDAM CONTATOS.

PÁGINA DO ORKUT: MARCOS VIOLEIRO E CLEITON TORRES.

http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=13245090857869395567

Contato para shows: (34) 9171 5181 e-mail: doisvioleiros@hotmail.com

terça-feira, maio 29, 2007

Divulgação - Fabio e Fabrício

Peço licença aos cumpadres e cumadres tatus, para que eu possa divulgar o lançamento do primeiro cd destes meus companheiros la de São Paulo. Lembrando que a musica "Alcool pra mim" não fica devendo em nada para musicas de Gino e Geno e Teodoro e Sampaio.



Divulgação

Informações colhidas no grupo Caipira Raiz


No próximo dia 15 teremos uma apresentação da Orquestra de Violeiros do DF. Esta orquestra está em formação e já pode se apresentar, não ficando devendo nada as melhores orquestras de vila do país. Será uma oportunidade impar. Detalhe, a entrada é gratuita.Té mais...

Gilson Silva
9951-9121
3307-3179

sexta-feira, maio 25, 2007

Bom Final de Semana

Tai mais uma semana se foi... e essa foi trabalhosa... Graças a Deus..
Para todos os cumpadres e cumadres, desejo um bom final de semana, que Deus os abençoe.
Um abraço especial aos cumpadres Adriano e Patricia e todos da cidade paranaense Quinta do Sol. Um abraço mais do especial aos amigos da Radio Alvorada FM, da cidade de Parapuã, especialmente o cumpadre Nilton Mendonça e o Cumpadre Vagner.

E que Deus pela intercessão de São Gonçalo abençoe a todos e as suas familias

quarta-feira, maio 23, 2007

Catulo da Paixão Cearense

Boa tarde Cumpadres e Cumadres
O professor Aureo ouvindo a nossa mãe, a Dona Aresia, contando uma das muitas passagem de sua vida e falando de quando o seu pai, o meu avô Aureliano, ponteando um violão e declamando em um circo, quando ela tinha apenas cinco anos, e ontem ela completou 79 anos (de muita lucides e uma memoria bem melhor que a minha) portanto a exatos 54 anos atras, pesquisou na internet e achou a poesia, prontamente declamada por ele acompanhado do nosso amigo Mauro Viola (dupla João Bandolim e MauroViola) no programaRecanto da Viola) do nosso amigo Airton Picolo, na Radio Maranatha FM. Isso me encheu de curiosidade e fui atras de descobrir mais sobre o autor e suas poesias ( apesar que postamos alguma coisa sobre ele mas nunca é demais falar sobre ele:

Nasceu Catulo da Paixão Cearense em 8 de outubro de 1863, em São Luiz ,Estado do Maranhão, à rua Grande, (hoje Oswaldo Cruz) nº 66. faleceu no Rio de Janeiro-RJ 01/05/1946)
Filho de Amâncio José Paixão Cearense (natural do Ceará) e Maria Celestina Braga ( natural do Maranhão).
Sua infância até os 10 anos se passou em São Luiz do Maranhão.
Transferiu-se para o sertão agreste cearense onde seus avós maternos portugueses eram fazendeiros, permanecendo por lá até os 17 anos.
Em 1880 em companhia de seus pais e irmãos (Gil e Gerson) mudou-se para o Rio de Janeiro, na rua São Clemente nº 37, Botafogo.
Aos 19 anos interrompeu os estudos e abraçou o violão, instrumento naquela época, repelido dos lares mais modestos.Iniciante tocador de flauta, a trocou pelo violão, pois assim, podia cantar suas modinhas.
Nesse tempo passou a escrever e cantar as modinhas como, “Talento e Formosura”, “Canção do Africano” e “Invocação a uma estrela”.
Moralizou o violão levando-o aos salões mais nobres da capital.
Em 1908, deu uma audição no Conservatório de Música.
Catulo foi autodidata autentico. Suas primeiras letras foram ensinadas por sua genitora e toda sua grande cultura foi adquirida em livros que comprava e por sua franquia à Biblioteca do Senador do Império, por ser professor dos filhos do Conselheiro Gaspar da Silveira .
“Aprendi musica, como aprendi a fazer versos, naturalmente”, dizia o Velho Marruêro.
Seu pai faleceu em 1 de agosto de 1885, desgostoso por seu filho ter abandonado os estudos para ser poeta, sem tempo de assistir a moralização do violão, o que veio a marcar tremendamente Catulo.
À medida que envelhecia mais se aprimorava. Catulo homem, não se modificava, sempre fiel ao seu estilo. “...Com gramática ou sem gramática, sou um grande Poeta..”.
A sua casinhola em Engenho de Dentro, afundada no meio do mato era histórica. Alí recebia seus admiradores, escritores estrangeiros, acadêmicos nacionais, sempre com banquetes de feijoada e o champagne nunca substituía o paratí, por mais ilustre que fosse o visitante.
As paredes divisórias eram lençóis e sempre que previa a presença de pessoas importantes, dizia para a mulata transformada em dona de casa. “Cabocla , lave as paredes amanhã , que Domingo vem gente!”
Sua primeira modinha famosa “Ao Luar” foi composta em 1880.
Em algumas composições teve a colaboração de alguns parceiros: Anacleto Medeiros, Ernesto Nazareth, Chiquinha da Silva, Francisco Braga e outros.
Como interprete, o maior tenor do Brasil, Vicente Celestino.
Catulo morreu aos 83 anos de idade, em 10 de maio de 1946,a rua Francisca Meyer nº 78, casa 2. Seu corpo foi embalsamado e exposto a visitação pública até 13 de maio, quando desceu a sepultura no cemitério São Francisco de Paula , no Largo do Catumbí, ao som de “Luar do Sertão”.
Catulo deixou inúmeras obras, tais como;
Canções musicadas
- Luar do Sertão
- Choros ao Violão
- Trovas e Canções
- Cancioneiro Popular
- A Canção do Africano
- O Vagabundo
- Etc...

Livros de Poemas:
- Meu Sertão
- Sertão em Flor
- Poemas Bravios
- Mata Iluminada
- Poemas Escolhidos
- O Milagre de São João
- Etc....

Obras teatrais;
- O Marroeiro
- Flor da Santidade
- E o clássico “Um Boêmio no Céu “.

*informações colhidas no site Jornal da Poesia

segue abaixo o poema:

A FLOR DO MARACUJÁ
Encontrando-me com um sertanejo
Perto de um pé de maracujá
Eu lhe perguntei:
Diga-me caro sertanejo
Porque razão nasce roxa
A flor do maracujá?

Ah, pois então eu lhi conto
A estória que ouvi contá
A razão pro que nasci roxa
A flor do maracujá

Maracujá já foi branco
Eu posso inté lhe ajurá
Mais branco qui caridadi
Mais brando do que o luá

Quando a flor brotava nele
Lá pros cunfim do sertão
Maracujá parecia
Um ninho de argodão

Mais um dia, há muito tempo
Num meis que inté num mi alembro
Si foi maio, si foi junho
Si foi janero ou dezembro

Nosso sinhô Jesus Cristo
Foi condenado a morrer
Numa cruis crucificado
Longe daqui como o quê

Pregaro cristo a martelo
E ao vê tamanha crueza
A natureza inteirinha
Pois-se a chorá di tristeza

Chorava us campu
As foia, as ribera
Sabiá também chorava
Nos gaio a laranjera

E havia junto da cruis
Um pé de maracujá
Carregadinho de flor
Aos pé de nosso sinhô

I o sangue de Jesus Cristo
Sangui pisado de dô
Nus pé du maracujá
Tingia todas as flor

Eis aqui seu moço
A estoria que eu vi contá
A razão proque nasce roxa
A flor do maracujá.

Ficou muito grande mas valeu

terça-feira, maio 22, 2007

DUPLA NOVA NO PEDAÇO




Uma dupla genuinamente caipira, que com carisma e humildade leva alegria aos amantes da música caipira...

Ambos nascidos em Brasília e criados em Anápolis. Ao acaso encontraram-se em meados de 2006 e formaram a dupla K&K. Interpretando músicas que nomearam grandes artistas da música caipira K&K levam um pouco da harmonia rancheira, com músicas raizes clássicas à raizes românticas.

Kleuton & karlos no site da dupla http://www.kleutonekarlos.net , levam até você um pedacinho do mundo caipira, aqui você encontrará, receitas caipiras, letras de músicas raizes, amigos de estrada que acompanham e colaboram com a dupla K&K, agenda de compromisso K&K e muito mais.

Navegue a vontade e sinta-se como um legítimo caipira.

DIVULGAÇÃO



segunda-feira, maio 21, 2007

sexta-feira, maio 18, 2007

Humor

Hoje é Sexta Feira, dia de descontar a dureza da semana, portanto vamos rir um pouco.


O Paulista entra no cartório para registrar o filho:
- Pois não - diz a atendente (até parece que eles são tão educados, só em piada, mesmo). - Qual o nome da criança?
- Ebatata de Souza!
- Ebatata?
- Sim! Ebatata de Souza!
- Desculpe-me, senhor! Mas com esse nome eu não posso registrá-lo.
- Por que não?
- Porque Ebatata não é nome de gente! Aliás onde o senhor arranjou esse nome escroto?
- É que eu sou plantador de batatas!
- E daí?
- É que o meu vizinho é plantador de milho e colocou o nome do filho dele de Emilho!

Mais uma

O caipira vai ao dentista.
- Dotô, quanto custa pra arranca um dente?
- São cem reais!
- Creio em Deus padre! Cem rear? Só pra arrancá um dente?
- Exatamente!
O caipira virou-se para ir embora, mas logo voltou:
- E se for só pro senhor deixa meio bambo?

Só mais uma

Lá pro lado de Belo Horizonte tem uma rocinha que fica na beira da BR-040, estrada pro Rio de Janeiro. Todo dia, três mineirinhos amigos se acocoram no capim pra pitar um fumo de rolo. Uma tarde, passou um carrão em disparada, deixando um rastro de poeira e óleo diesel. Uma hora depois, um dos mineirinhos falou:
- Era um Ford...
Continuaram em silêncio, fumando um cigarrinho de palha, até que duas horas mais tarde, o outro mineirinho respondeu:
- Era não... era um Chevrolet.
Pitaram mais um pouco e três horas depois, o terceiro mineirinho levantou-se devagar, bateu a poeira da roupa e disse para os outros dois:
- Bão, eu vô imbora, porque detesto discussão.

Por hoje é só.

Bom final de semana, com muita moda caipira, uma boa pinguinha e cerveja geladinha... e é claro igreja... bão tamém.


Que Deus pela intercessão de São Gonçalo, abençoe a todos

Mais raridade - Vieira e Vieirinha

Raridades encontradas na comunidade do Orkut Vieira e Vieirinha do nosso cumpadre Fabio Maroli (Violeiro)