segunda-feira, março 07, 2011
quinta-feira, março 03, 2011
Espaço Cultural Tião Carreiro chega a São Miguel do Iguaçu
Material coletado no site http://www.jornalofarol.com.br
quarta-feira, março 02, 2011
Brenno Reis & Marco Viola
Brenno Reis & Marco Viola: "Somos a primeira dupla que
investiu na viola caipira", diz Brenno
Enquanto enchiam os bolsos com o cachê de R$25, após se esgoelarem por uma noite inteira no palco do Búfalo Country Bar, em Cuiabá, os cantores Brenno Reis & Marco Viola tinham um plano na cabeça.
Em 1998, eles decidiram nadar contra a corrente e evitar os passos de duplas consagradas.
“Eu não queria ser um Zezé di Camargo”, recorda Brenno, que há um ano trocou Cuiabá por Maringá e hoje concilia a rotina de shows e ensaios com as pontes aéreas.
Ao fugir das influências de Zezé e seus amigos, os cantores abriram o peito - e os ouvidos - à viola caipira de Tião Carreiro & Pardinho.
Aparecer num local empunhando uma viola, contudo, não era motivo de orgulho entre os sertanejo que bombavam pelo interior do País. “O pessoal tinha vergonha. A piazada queria ouvir o que estava na moda”, diz.
Correndo o risco de cair no ostracismo bancando o sertanejo sem noção, Brenno Reis não desanimou da ideia. Acelerou os compassos das canções, meteu uma percussão pesada e amplificou o som da viola. “Hoje, somos referência desse estilo musical”, diz, com orgulho.
No panorama nacional, com o chamado sertanejo universitário dominando as programações radiofônicas, é preciso se diferenciar. Algumas duplas correram por fora e saíram na frente, trocando, também, o violão pela viola caipira. “Depois de nós é que surgiram Jads & Jadson e João Carreiro & Capataz”, nota Brenno.
Se, no começo da carreira, Brenno Reis & Marco Viola enfrentavam algum preconceito por resgatar as raízes caipiras, a viola agora faz a diferença na hora de fechar contratos.
“Quando um contratante coloca nomes de outros artistas na mesa, há 50 mil duplas que cantam o mesmo repertório. Nós somos um dos poucos que acreditam na música de raiz”, comenta.
Material coletado no site www.odiario.com
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
Kleuton e Karen:
Os dois integrantes dessa jovem Dupla Caipira Raiz se conheceram em meados de 2006, quando foram apresentados por um amigo Violeiro numa roda de Viola. Iniciou-se o namoro e, desse namoro, vieram três Casamentos: o Matrimônio entre os integrantes da nova Dupla, o Casamento Musical da Viola de Kleuton com o Violão de Karen, e também o "Casamento Musical" dos integrantes da Dupla "Kleuton e Karen", a qual passou a terçar suas belíssimas vozes, revelando-se uma excelente Dupla genuinamente Caipira que, com apenas três anos de existência, já é conhecida em diversos Estados do Brasil!!
Ambos os integrantes da Dupla nasceram em Brasília-DF, e são seguidores do Autêntico Estilo de Zé Mulato e Cassiano e, com carisma e humildade, "Kleuton e Karen" levam alegria aos Amantes da Moda Raiz e lançaram o primeiro CD no início de 2011!
Cleuton Braz Resende, o Kleuton, nascido no dia 03/05/1979, aprecia uma boa Carne de Boi, gosta de tocar a Viola Caipira, tomando uma Cerveja Antarctica. Seu maior sonho é que o Tradicional Instrumento Musical Caipira Raiz possa chegar ao lugar merecido, com o devido respeito!!
Fabiula Souza e Silva, a Karen, nascida no dia 06/11/1982, gosta das boas Comidas Mineira e Goiana, nas quais não pode faltar uma boa farinha! Fabiula também gosta de praticamente todos Estilos Musicais, pois cada um possui suas preciosidades.
O Violeiro Kleuton já cantava em Dupla com seu amigo Karlos (Vicente Carlos de Jesus Silva). A Dupla fazia diversas apresentações em Anápolis-GO e região. Porém, em maio de 2007, Kleuton perdeu seu parceiro musical Karlos num trágico acidente, pondo fim à Dupla que mal havia começado...
Desde então, "Kleuton e Karen" não pararam mais. Até o momento em que eu estava elaborando esse resumo biográfico, eles já contavam com 10 Troféus, conquistados com garra, talento e determinação, em diversos festivais a nível nacional!
Unidos no Matrimônio e também "Casados Musicalmente", a jovem e promissora Dupla "Kleuton e Karen" brinda o Apreciador com um pouquinho da Harmonia Rancheira, em Músicas que vão das Raízes Clássicas às Raízes Românticas.
"Kleuton e Karen" seguem em frente na defesa da Bandeira da Música Raiz, com esse outro "Casal Maravilhoso" que é a Viola e Violão, estando entre os pouquíssimos casais que formam Dupla Caipira nos dias atuais, a exemplo da Dupla Moacyr e Sandra!!
"Kleuton e Karen" correm atrás e não têm preguiça de tocar Viola! De acordo com Karen, "...Nosso intuito não é ficarmos famosos, e sim, mostrar ao povão (a massa) que a Viola existe. Quem fala que não gosta é por que não conhece. Aqui em Anápolis-GO, que é onde começamos nossa carreira, já educamos muita gente com a Moda Caipira. Fomos verdadeiros 'leões' fazendo shows em barzinhos só com Moda Caipira. E tem mais: se for pra tocar 'moderno', a gente dispensa o show... Mudar o estilo, nunca!!! (...) Nós já viajamos mais de 3.000 Km prá disputar festival; não tem distância que nos segure!!! Construímos nossa carreira em cima de festivais, acredito que seja por isso que estamos populares no Meio Caipira e em outras áreas também. Já ganhamos Dez e a mídia 'gratis' que temos em grandes festivais nos ajuda a crescer. A gente participa de festivais de MPB também. Esse festival do SESI do qual participamos, só nós dois de Caipiras, nem sertanejo não tinha... Tem gente que fala que festival é besteira, e se é de MPB não vira! Como não? Somos MPB também e temos que mostrar que existimos e tem uma Viola Caipira no palco. Não podemos nos esconder!!"
Clique aqui e conheça o Rancho Virtual de Kleuton e Karen, onde eles convidam o Apreciador para ficar à vontade, conhecer o trabalho da Dupla, ficar por dentro de eventos no país inteiro, saber curiosidades a respeito do Mundo Caipira e apreciar vídeos de ótimos violeiros. Eles também recomendam que o Apreciador "Não se esqueça de retornar, para ficar sempre atualizado!"
Ah, sim: Não deixe de visitar também, dentro do "Rancho Virtual" de "Kleuton e Karen", a página Relicário!
Clique aqui e conheça o Espaço da Dupla "Kleuton e Karen" no Palco MP3, onde o Apreciador poderá ouvir alguns Clássicos consagrados do Repertório Caipira Raiz e também Composições próprias interpretadas pela jovem Dupla Caipira Raiz.
Participam das 15 faixas desse CD os seguintes Músicos: Violão: Karen e Cassiano; Viola: Kleuton, Zé Mulato e Cassiano; Acordeon: Grillo; Baixo: Fabinho; Percussão: Moranguinho.
Destaque para as Músicas: "Genuinamente Caipira" (Kleuton - Karen - Ismar Resende); "Meu Recado" (Zé Mulato); "Viola de Jacarandá" (Manitto Jr. - Manito); "Quando a Peteca Cair" (Kleuton - Karen); "Pagode da Viola" (Kleuton - Karen); "Azul Claro" (Zé Mulato) e "Paixão Cuiabana" (Valdemar Reis).
O CD "Genuinamente Caipira" pode ser adquirido através do contato com a Dupla Kleuton e Karen, em seu Site Oficial!
Sem dúvida, um magnífico CD que, diga-se de passagem, tem também as "bênçãos" da Dupla Zé Mulato e Cassiano!!!
(62) 9153-9173
(62) 9102-4541
e-mail: kleutonekaren@gmail.com
Cliques nos links abaixo, veja e ouça as seguintes Músicas de autoria da Dupla "Kleuton e Karen":
"Pescador do Rio Verde" (Vieninho)
"Genuinamente Caipira" (Karen - Kleuton - Ismar Resende)
informaçoes coletadas no site www.boamusicaricardinho.com.br do nosso companheiro Ricardinho
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
Procura por um abrigo
Postado do blog http://um-poeta-russo.blogspot.com/
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Junior Carvalho & Cristiano no Brasil Caipira dias 19 e 20 a partir das 10 horas

Conheça mais sobre a dupla
Júnior Carvalho, nascido em Indaiatuba – SP, estudante, desde a infância foi apaixonado por música raiz e, ao lado de seu pai, sempre ouviu e acompanhou muitas duplas até que resolveu aprender os primeiros acordes na viola.
Cristiano, nascido em Campinas – SP, químico, filho de violeiro, teve seus primeiros contatos com a viola desde gestação, pois por sua casa passaram nomes renomados de nossa moda raiz, como: Tião do Carro, Carreirinho, Mulatinho, Zé Matão, Pardinho, entre outros.
Como violeiros, já participaram de gravações de CD e DVD de diversas duplas, além de acompanharem em alguns shows e programas de TV. Amigos há alguns anos e, vindos de formações diferentes, no início de 2010 resolveram se unir para defender nossa moda raiz e manter sempre viva a viola e sua tradição. Empunhando seus instrumentos, Júnior Carvalho & Cristiano apresentam em seu repertório música de artistas renomados como: Tião Carreiro e Pardinho, João Mulato e Douradinho, Goiano e Paranaense, Tião do Carro, Marcos Violeiro e Cleiton Torres e outros mais, porém, sempre priorizando a música sertaneja. Com o objetivo de preservar nossa cultura raiz, tendo como metas, o carinho e o respeito pelo público, Júnior Carvalho & Cristiano esperam atender os anseios de todos aqueles que apreciam uma verdadeira moda sertaneja raiz.
Júnior Carvalho & Cristiano, dois grandes amigos que cantam as coisas simples de nosso sertão.
Visitem nosso Blog: http://juniorcarvalhoecristiano.blogspot
Antônio Fernando Coelho (nascido em 25/12/1969) e Osmair Vieira Lemos (nascido em 28/09/1968) moram em Frutal-MG, cidade do Triângulo Mineiro onde residem há vários anos e que eles têm como se fosse a própria Terra Natal. E foi em Frutal que os dois se conheceram e formaram a dupla.Fernando na Viola e Osmair no Violão têm talento que se compara aos mais renomados Violeiros do Brasil e vêm sendo considerados como sendo a grande esperança para a manutenção do "Estilo Dupla Caipira Raiz".
Caipira se sente honrado,
A Viola e o Violeiro
Vão muito bem obrigado...
Fernando e Osmair seguiram para Brasília, atraídos pela Viola de Zé Mulato e lá chegaram em busca de repertório para o primeiro CD que desejavam gravar.
E receberam 5 músicas de autoria de Zé Mulato e Cassiano, além de composições de Antônio Vitor, Tião do Carro, José Caetano Erba, Dino Franco, Nhô Chico, Goiano e Zé Batuta, dentre outros.
A dupla também é admirada por outras duplas famosas tais como Chico Rey e Paraná, Gino e Geno, e Goiano e Paranaense, além de ser "apadrinhada" por Zé Mulato e Cassiano.
Zé Mulato, por sinal, considera "Destino de Violeiro" como "o melhor primeiro disco de uma dupla que já ouviu..."
Além da faixa título, que é o Cururu "Destino de Violeiro" (Zé Mulato), conforme já foi mencionado, também estão presentes no CD mais quatro composições de Zé Mulato que são "Desabafando" (Zé Mulato), "Nas Cinzas Do Meu Passado" (Zé Mulato), "Pose de Rainha" (Zé Mulato) e "Questão de Tempo" (Zé Mulato). Também merecem destaque as faixas "Meu Retrato" (Tião do Carro - José Caetano Erba), "A Cachaça e o Fumo" (Nhô Chico - Dino Franco) e "Garganta do Mundo" (Tião do Carro - Caetano Erba).
Material coletado no site www.boamusicaricardinho.com.br do nosso cumpadre Ricardinho....
terça-feira, outubro 12, 2010
Adilson Rodrigues da Silva, o Rodrigues Viola, nasceu em Corbelia-PR, no dia 26/11/1976 e trouxe do berço a paixao pela Música. Filho de cantores, começou os Estudos de Violão em 1991 e se encontrou com a Viola Caipira em 1997, com os Ponteios e performances do Violeiro Roberto Correa de quem é grande admirador.
Henrique Blini Sierra, o Henrique, nasceu na "Capital do Boi", Araçatuba-SP, no dia 28/04/1983. Apaixonado pelas coisas do campo, tem na Viola Caipira a inspiraçao oriunda dos Ponteios e Composições dos Mestres Tião Carreiro e João Mulato, de quem é também amigo particular.
De acordo com Graziela Nunes, em nota no Jornal Folha da Região, de Araçatuba-SP, no dia 04/07/2007, "...O evento só permitia a inscrição de Duplas e, como Rodrigues Viola estava sem parceiro, ligou para Henrique, convidando-o para participar. 'Os candidatos tinham que apresentar composições próprias, tanto na letra como na melodia. Falei com ele às 11h:00 e disse que já estava com o material pronto. Pedi para ele me encontrar às 13h:00 para passar o som. Nesse intervalo de duas horas escrevi a canção e fiz os arranjos', revela o Violeiro, que contou a verdade para o amigo só no fim do festival. 'Se eu falasse que ainda não tinha nada preparado, a poucos dias do concurso, ele não iria querer participar', diverte-se. A composição instantânea garantiu aos dois Violeiros o Primeiro Lugar no concurso (...) Conforme os Violeiros, nos festivais são avaliadas a postura e a afinação da Dupla e do instrumento que está sendo tocado. 'Geralmente, as pessoas esperam senhores Violeiros, trajando roupas iguais e com uma postura vocal parecida. Daí, aparece um cara baixinho, de óculos, com cara de roqueiro e um cara grande, todo devagar (referindo-se ao parceiro). Ninguém dá nada para a gente, até começarmos a cantar', admite Rodrigues Viola. Para o Músico, o Violeiro nato é aquele que masca fumo, bebe uma pinguinha e lida com a terra, enquanto que ele não sabe nem andar a cavalo. 'O Henrique é nosso cartão de visitas, ele tem um jeitão mais matuto', brinca... Rodrigues Viola se aproximou da Música Caipira para sentir a presença do pai, logo que ele faleceu. A influência paterna é a mesma no caso de Henrique, que carrega como herança o gosto eclético do pai. 'Ele me apresentou várias coisas, mas optei por Tião Carreiro e Pardinho', conta..."
E, de acordo com Henrique, "...alguns achavam que pensávamos muito diferente sobre a Música, mas a diferença se tornou nossa maior Qualidade. Trazemos em nosso Repertório Músicas dos maiores Compositores de Raiz do Brasil, misturado com alguns Instrumentais, dentre eles, o que colocou Rodrigues Viola entre os 16 Melhores do brasil no Segundo Prêmio Syngenta de Música de Viola em 2005... Ao ouvir 'Rodrigues Viola e Henrique' você vai viajar por épocas e paisagens onde jamais esteve... Nas canções, descobrirá o Verdadeiro Estilo Sertanejo..."
O CD conta com a participação de Rodrigues Viola e Henrique, na Viola, Violão Solo e Violão Base, além de Clebinho no Acordeon, Baixo, Bateria e Percussão, além das participações especiais de Cléo (Declamação em "Boiada Cuiabana" (Raul Torres)) e também Andy Sierra e Altamir (Catira em "Pescador e Catireiro" (Cacique - Carreirinho)).
Destaque para as belíssimas interpretações de suas Composições Próprias "Tietê Sangue da Terra" (Rodrigues Viola) e "Lembranças de Boiadeiro" (Henrique - Rei do Valle), além de Clássicos do Repertório Caipira Raiz, tais como "Boiada Cuiabana" (Raul Torres), "Hoje Eu Não Posso Ir" (Lourival dos Santos - Tião Carreiro), "Pescador e Catireiro" (Carreirinho - Cacique), "A Mâo do Tempo" (Jose Fortuna - Tião Carreiro) e "Raízes do Amor" (José Fortuna - Paraiso), e também Composições de Valdemar Reis tais como "Minha Amiga" (Valdemar Reis - Rodrigues Viola), "Jeitão de Caboclo" (Valdemar Reis - Liu), "Tô Fora e Tô Dentro" (Valdemar Reis), além da faixa-título "Te Esperando" (Valdemar Reis - Nilson Nunes).
Ainda de acordo com Graziela Nunes, em nota no Jornal Folha da Região, de Araçatuba-SP, no dia 04/07/2007, "Cantar o Sertão, com seu chão de terra batida, paixões avassaladoras e amores não-correspondidos ao som da Viola Caipira, é um tributo permanente ao Homem do Campo. O desafio foi encarado pela Dupla 'Rodrigues Viola e Henrique', que, há três anos juntos, dispensou as impressões de atípicos. Eles têm menos de 30 anos de idade e se dedicam às genuinidades da Música Raiz. Tal comprometimento pode ser conferido no CD 'Te Esperando', primeiro álbum da Dupla, lançado recentemente. O disco traz 14 Músicas, com faixas inéditas e regravações de modas de Tião Carreiro e Pardinho, como 'Raízes do Amor' (José Fortuna - Paraiso) e 'Hoje Eu Não Posso Ir' (Lourival dos Santos - Tião Carreiro), que ganhou arranjos mais longos. Quem não conhece as proezas da região terá a oportunidade de ouvir a versão original de 'Jeitão de Caboclo' (Valdemar Reis - Liu), do Músico Araçatubense Waldemar Reis. 'Essa música tem tudo a ver com a região, pois o Compositor morava no bairro Baguaçu', diz Rodrigues Viola. Os arranjos apresentam sonoridade tradicional e não recebem nenhum tipo de recurso eletrônico. As passagens de Violão e Viola de Base e Solo foram feitas pela Dupla, que recebeu a ajuda de outro Músico [Clebinho] na Percussão, Baixo e Acordeão."
Em Araçatuba-SP: (18) 3623-8399
Em Birigui-SP: (18) 3642-0840
e-mail: violeirossertanejos@yahoo.com.br
Material coletado no site boa musica brasileira, do nosso cumpadre Ricardinho
terça-feira, agosto 31, 2010
Dissertação transformada em livro aproxima a trajetória de Cascatinha e Inhana do grande público

Da cultura popular para a academia e da academia para o grande público. São esses dois trajetos que o fenômeno Cascatinha e Inhana, dupla caipira de imenso sucesso no Brasil nas décadas de 50 e 60, experimentou pelas mãos do mestre em Literatura Brasileira pela Unesp de Rio Preto Alaor Ignácio dos Santos Júnior, responsável pela dissertação “Cascatinha e Inhana: uma história contada às falas e mídia”, agora transformada em livro (publicação pela Editora Annablume, com o apoio da Faperp – Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Rio Preto).
Movido sobretudo por interesses pessoais – amigos que realizavam um trabalho de resgate da cultura popular do interior paulista e memórias de seus pais e familiares cantando as músicas da dupla –, Alaor procurou Cascatinha, que morava em Rio Preto na década de 90, e o convidou para contar sua história. O resultado foram seis horas de gravação e muitas ideias para aproveitar o material. Uma delas, incentivada pelo então professor da Unesp Romildo Sant’Anna, foi o ingresso no Programa de Pós-Graduação em Letras, na linha de pesquisa de Cultura Popular. “Costumo dizer que o Programa que entrou na minha pesquisa, e não o contrário”, afirma.
Sob a orientação do professor Antonio Manoel dos Santos Silva, Alaor ampliou então a dimensão do trabalho, que deixou de ser apenas biográfico para abranger todo o contexto que envolvia a dupla: os aspectos históricos relacionados à música popular brasileira, a introdução da guarânia no Brasil, as origens paraguaias de dois dos maiores sucessos da dupla (“Índia” e “Meu primeiro amor”), entre outras questões. “Foi uma busca de abordar diversos fatores que direta ou indiretamente colaboraram para explicar o fenômeno que foi a dupla Cascatinha e Inhana, que, embora ignorados pela academia e esquecidos pela mídia, foram imortalizados pela oralidade popular”, avalia o autor.
Para o orientador da pesquisa, o trabalho incide sobre um tipo de estudo que hoje é muito comum, chamado de estudo de fronteira, o qual põe em relação coisas que aparentemente são separadas, como a cultura popular e a erudita, a música e a poesia, o cinema e a literatura etc. E explica: “A proposta do Alaor foi mostrar como se deu a mediação entre a cultura popular – que já era mediadora, visto que a dupla se baseava no trabalho do letrista José Fortuna, que, por sua vez, traduzia canções paraguaias – e o público, tornando Cascatinha e Inhana um fenômeno popular”.
O livro, que já está disponível nas bibliotecas públicas de Rio Preto e em livrarias, ganhará ainda mais projeção porque com o mesmo tema, porém numa linguagem acessível ao público neoleitor (pessoas recentemente alfabetizadas), Alaor ganhou o Prêmio Literatura Para Todos, do Ministério da Educação, que escolheu dez livros em língua portuguesa. Serão impressos 300 mil exemplares de “Cascatinha e Inhana: A História e os Trinados dos Sabiás do Sertão” para distribuição em bibliotecas de escolas públicas, entidades parceiras do programa “Brasil Alfabetizado”, núcleos de instituições de educação superior e unidades prisionais.
Ligya Aliberti
materia tirada do site da Unesp
