Este é um blog dedicado exclusivamente para o caipira, sua música, seus causos enfim tudo que tenha a ver com a vida simples do homem do campo. Aqui vc vai encontrar links para sites que tem interesse no resgate e preservação deste estilo.

Sábado, Novembro 26, 2011

“A Viola Caipira”


A viola caipira fez história no Brasil.
Hoje existe uma infinidade de violeiros espalhados por esse Brasil afora, em sua maioria discípulos do saudoso Tião Carreiro.
Conheci a viola ainda criança, lá no Paraná. Já gostava do som, pois fui criado ouvindo moda de viola,influenciado pelo meu pai.
Quando digo moda de viola, é moda de viola mesmo, não é batidão, rancheira nem rasqueados, é moda de viola!
Afirmo isso pois muitas pessoas com pouco entendimento não podem ouvir uma canção soar um pouco mais caipira que já chamam de moda de viola, mas não é. Tem gente que chama até violão de viola!
Moda de viola que se preze é a viola ponteando, e as vozes fazendo dueto.
Mas, enfim, deixando minha indignações de lado voltemos ao assunto. Em toda minha infância sempre que ouvia alguém tocando um instrumento ao vivo eu me interessava. Se fosse viola então eu me interessava mais ainda.
Já havia tido alguns contatos superficiais com esse instrumento, já que alguns violeiros freqüentaram nossa casa, quando moramos em Minas e no Tocantins, como Dino Franco por exemplo. Mas o “inside” mesmo ocorreu anos depois, no Paraná. Em certa ocasião, em uma festa na fazenda do meu tio Sergio, alguns cantadores se reuniram, dentre eles uma tal Tião Rosa (achei esse nome bonito e nunca mais esqueci), e um violeiro chamado Nor.
O Nor era um cara muito simples, retraído, falava pouco e baixo, chegou na festa e ficou na dele sem se manifestar. Entre uma cantoria e outra os cantadores se revezavam nos instrumento, quando, de repente, a viola caipira, uma Del Vecchio antiga e com rabicho, cai na mão desse homem retraído de pouca fala! Meu Deus, que é isso! Realmente um homem com aquele talento não precisava falar muita coisa. Que som maravilhoso, que execução perfeita!
Naquela noite fui embora delirando, sonhando e tendo a convicção de que queria ser violeiro. Passaram-se os anos, muita água passou debaixo da ponte, e de repente me vejo em Belo Horizonte, cantando com meu irmão em alguns churrascos nas casas de amigos. Me lembro como se fosse hoje do primeiro churrasco que cantamos.
Dali a pouco começaram a surgir as oportunidades nos bares de BH. E nós, pra agradarmos o publico,começamos a usar menos a violinha e partir pra uma música sertaneja mais moderna, e foi aí que o violão entrou em minha vida.
Por necessidade me apliquei mais ao violão. Mas a violinha, que me fez chorar lá no Paraná, continua no meu coração. E tenho certeza que qualquer hora, quando as coisas se acalmarem, e eu conseguir sair um pouco dessa maratona da vida na qual eu me enfiei, eu vou conseguir voltar a pontear só a viola, acompanhado pelo meu irmão no violão e cantar as modas que gostamos. Não atingiremos um publico tão grande, mas estaremos felizes por saber que, a partir de então, realmente estaremos fazendo algo de valor pela música caipira.
“Caipira, semo porque semo, e também porque queremo!”

Quarta-feira, Agosto 17, 2011

1º TRINCA CAIPIRA - BAILÃO E VIOLA‏

Release do Evento

O Projeto Trinca Caipira – Bailão e Viola, foi idealizado pelos artistas e amigos: Macedo & Mariano, Kleuton & Karen e DJ Rochedo a fim de divulgar o seu trabalho para o público em geral.

Este projeto consiste em evidenciar a música caipira tocada e cantada com viola e violão e mostrar o bailão caipira (com música caipira também se dança) com um DJ especializado no estilo (o único DJ caipira do Brasil), introduzindo assim a música sertaneja raiz nas casas de shows e bares de Brasília.

Visa atrair público diversificado para o evento, e assim fazer crescer o espaço para divulgação da música caipira dentro do Distrito Federal, oferecendo ao fã da viola caipira um espaço para ouvir grandes clássicos com as duplas caipiras da nova geração.

Data: 09 de setembro

Local: Nenen’s Chop Taguatinga Centro

Entrada: R$ 10,00 por pessoa somente no local.

Início: 21 h

Shows com: Kleuton & Karen, Macedo & Mariano e Bailão caipira com DJ Rochedo

Classificação: Livre

Informações: 61 8542-7076 / 61 9922-8889 / 61 9261-8937 / www.kleutonekaren.com.br

Produção:

Macedo e Mariano

Kleuton e Karen

DJ Rochedo

Realização:

K&K Produções e Eventos



Clique no video acima e ouça a vinheta:

Informações:

61 8542-7076 / 9922-8889 / 9261-8937

www.kleutonekaren.com.br



Quinta-feira, Julho 14, 2011

LOCUTOR ARARI morreu no início da madrugada de domingo





No início da madrugada de domingo morreu o locutor Aroldo Pinheiro Arari, 60 anos, que animava as manhãs de domingo com o programa De Volta às Raízes, pela rádio Itaipú FM e apresentava também o Na Varanda da Fazenda, diariamente na Rádio Clube AM. A causa da morte foi apontada como infarto. Ele deixou a esposa, Maria e dois filhos: Vinicius e Augusto.
O locutor Roberto Dias, que trabalhava com Arari, conta que o amigo era alegre e divertido. “Ele chegou aqui em 1993, a convite do José Marques Beato. Eles se conheceram no circo e nas apresentações que Arari fazia com Aritam”, relembra Dias.

Segundo ele, a experiência circense e a origem caipira transformaram o locutor, que apresentava os programas com um jeito especial. “Ele tinha a linguagem da roça, que o povo gosta. Ninguém apresenta os programas como ele fazia”, destacou Dias. O radialista está apresentando os programas do amigo. “É uma responsabilidade muito grande. O público dele era fiel e gostava do estilo dele, que é inigualável”, afirmou.

Dias destacou que Arari se transformou a partir do contato que teve com a religião. “Ele dizia que era preciso ter fé para enfrentar esse mundão. E chegou a fazer com que algumas pessoas conhecessem esse seu lado, mas religioso”, explicou.

Manifestações

No mural do site da emissora (www.radioclubemarilia.com.br), várias pessoas deixaram manifestações de carinho e de saudades. Aparecida Nabas da Silva, escreveu: “Como vou me acostumar todas as tardes sem te ouvir aqui em casa? Como vou suportar a sua ausência? Como vou ficar sem ouvir a sua voz todos os dias contando coisas do tempo das fazendas? E o Lep Lep? quem vai chamar por ele ? Minha homenagem e minha eterna saudade ,vai com Deus meu querido”.

Em outro trecho, um internauta que assina apenas como “ouvinte da emissora”, destaca que “Arari era um homem que enchia nossas tardes de alegria, com as modas que tocava e seu jeitão amistoso de ser. Fez amigos e amigas, dando-lhes apelidos carinhosos. Quem o conhecia sabia que ele era assim mesmo, brincalhão”.

Sexta-feira, Maio 20, 2011

João Moreno e Tangará da cidade de Presidente Prudente SP.

O Tangará é filho do Manoel Messias Monteiro parceiro e irmão do meu Pai Trajano do Duo Monteiro, mostrando que o sangue de violeiro corre solto nas veias da nossa família.

O Cd está fresquinho gravado em Abril de 2011, apesar disso a própria dupla me pediu para postar o Cd na internet, então esta ai um disco com o melhor da musica sertaneja raiz só modão selecionado.

Lúcio Viola

João Moreno

Tangará

CRÉDITO: Lúcio Viola


Quinta-feira, Abril 07, 2011

Desabafo Sertanejo

No Orkut, na Comunidade Música Capira, de autoria de Leonardo Baresi da Cidade de Marília, encontra-se postada a letra da música “Desabafo Sertanejo” como sendo de autoria do criador da comunidade. Trata-se de uma comunidade até interessante, pois o autor defende de maneira radical nossa Cultura Caipira e abomina tudo que diz respeito ao estrangeirismo que introduziram na Cultura Sertaneja, principalmente os cawboys.

Mas, talvez, o Senhor Leonardo tenha cometido um equívoco quanto a autoria de Desabafo Sertanejo, pois trata-se de uma letra de minha autoria gravada por Wilson e Mineirinho no CD da 14ª Violeira Rose Abrão, da Festa do peão de Barretos, quando foi 2ª colocada em 1997, conforme pode ser comprovada na postagem aqui do blog Saudade Sertaneja. A melodia da música é de autoria do Zé Goiano.

Tião Camargo

[digitalizar0003.jpg]

  1. Ponte de Safena (José Calixto Rodrigues) - Gedeão da Viola e Sidney
  2. Desabafo Sertanejo (Tião Camargo e Zé Goiano) - Wilson e Mineirinho
  3. A Última Boiada (Aguinaldo Narciso de Lima) - Solito e João da Serra
  4. Viola e Saudade (Ataíde Gil e Campos Sales) - Sales, Suleiman e Santarelli
  5. Mudou Prá Melhor (Alceu Bigato) - Irmãos Moreno
  6. Rodeio Sem Fronteiras (Edmundo José de Lima) - Violeiros da Amazônia
  7. A Volta do Menino da Porteira (Joaquim Luiz de Oliveira) - Cidão Carreteiro e Joãozinho
  8. A Grande Festa (José Cláudio de Souza) - Cláudio e Claudinho
  9. Pouso de Boiadeiro (Devair Pena da Silva) - Zé Norato e Jamair
  10. Recordando Barretos (Aparecido de Souza) - Carlos Souza e Carreteiro
CRÉDITO: Tião Camargo

material coletado no site http://www.saudadesertaneja.blogspot.com
um local a ser visitado diariamente

Sexta-feira, Março 25, 2011

Caçula e Marinheiro

Em resposta a uma solicitação à amiga Rosa Maria... buscamos na internet... e infelizmente tudo o que conseguimos sobre essa maravilhosa dupla, não podemos dar informações atualizadas, mas imaginamos e queremos acreditar que estejam vivos, e com a proteçao de São Gonçalo do Amarante... bem de saúde. Lembramos ainda que, as informações aqui postadas foram coletadas na internet, com os devidos creditos no final da postagem:


Orlando Bianchi, o Caçula - São José do Rio Preto, SP - 1934

Benedito Brás dos Reis, o Marinheiro - Piracanjuba, GO - 1929

Em 1941, Caçula, com apenas sete anos, apresentou-se tocando sanfona na Rádio Rio Preto. Em 1956, Caçula e Marinheiro se conheceram em visita à Rádio Bandeirantes e resolveram formar uma dupla. Começaram a se apresentar na Rádio Nacional no programa “Alvorada cabocla”, apresentado por Nhô Zé. Em março de 1960, lançaram pela Sertanejo o primeiro disco. De um lado, a guarânia “Não chores assim” e do outro a canção rancheira “Destino de um boêmio”, ambos de Caçula e Marinheiro.

Em 1962 lançou os rasqueados “Se você gosta de mim”, de Jair Gonçalves e “Além da imaginação”, de Palmeira e Caçula e as canções rancheiras “Meu casamento”, de Sebastião Aurélio e Benedito Seviero e “Cantinho do céu”, de Caçula e Marinheiro. Em 1964, gravaram as guarânias “Uma cruz desceu do céu”, de Marinheiro e Edgard de Souza e “Calma coração”, de Marinheiro e Valdomiro Prado. Em 1967, gravaram um LP pela RCA Victor com destaque para as músicas, “Aquele dia tão triste”, de Marinheiro, Hélio Ferreira e Eurípedes Nunes, “Onde estás meu amor?”, de Marinheiro e “Pertinho do céu”, também de Marinheiro. Em 1969, a dupla gravou novo disco pela RCA Victor, destacando-se “Milagre de Papai Noel”, de Marinheiro e Nelson Gomes e “Noite de espera”, de Marinheiro e Riccieri Faccioli.

Em 1974, lançaram um novo LP em que se destacavam as músicas compostas por Piquerobi e Everaldo Ferraz, “Rei da humildade”, “Eu me comparo a Jesus” e “Bença mãe, bença pai”, além de “Grande milagre”, de Milton Rodrigues. Em 1975, lançaram outro disco onde apareciam, entre outras, “Adeus amor”, de Caçula e Alceu, “Me leve com você”, de Everaldo Ferraz e Neuzinha e “Martírio de dor”, de Everaldo Ferraz e Marinheiro. Lançaram ainda os LPs “No colo da noite”, pela RGE e “Cantinho do coração”, pela Beverly.

Em 1998, o selo Brasil lançou o CD “Caçula e Marinheiro - super dose de sucessos”, apresentando entre outras, “Boneca cobiçada”, de Biá e Bolinha, “No colo da noite”, de Lindomar Castilho e Ronaldo Adriano, “Rica e orgulhosa”, de Luiz de Castro e “Ternura de teus beijos”, de Pedro Bento e Luiz de Castro.

Em 2001, aprareceram com as composições “Sei que me amas”, de Caçula, “Coração solitário”, de Roberto Stanganelli e Francisco Barreto, “Não posso esquecer”, de Rodolfo Vila, “Minha canção”, de Marinheiro e “Vem meu amor”, de autoria da dupla no CD “Duplas famosas”, lançado pelo selo Brasis

Fonte de pesquisa: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

Mais informações no site www.boamusicaricardinho.com.br

Terça-feira, Março 15, 2011

TONICO E TINOCO DISCOGRAFIA

Nesta postagem, iremos mostrar a relação completa dos 78 rpm, Lp´s e Cd´s lançados pela dupla Tonico e Tinoco, todas elas em ordem cronológica.

Estes dados preciosos nos foram cedidos gentilmente pelo colecionador paranaense Maikel Roberto Monteiro, um jovem de 25 anos (2004), mas que já é um dos maiores estudiosos brasileiros da nossa querida dupla. As discografias de compactos também tiveram o auxílio inestimável de José de Palma, residente no Espírito Santo e que é profundo conhecedor da obra de Tonico e Tinoco.

Na seqüência, temos a discografia por nome e em ordem alfabética, das músicas das quais possuo o registro em MP3. São quase 600 modas gravadas por eles. Todas elas (as grifadas) ao serem clicadas, mostram a letra da referida música.As grafadas em vermelho são instrumentais.

Discografia em 78 rpm, em ordem cronológica.

Discografia de Lp´s, em ordem cronológica.

Discografia de Compactos simples, em ordem cronológica.

Discografia de Compactos duplos, em ordem cronológica.

Discografia de Cd´s, em ordem cronológica.

Sucessos de TT, em suas gravações originais.

Estudo Estatístico da Discografia de Tonico e Tinoco.

Discografia geral, em ordem alfabética e em anexo, as letras.

Relacão de músicas inéditas não gravadas de Tonico e Tinoco, com suas letras.

            
Músicas Inéditas de A - D



Músicas Inéditas de E - O



Músicas Inéditas de P - Z

Cifras das músicas de Tonico e Tinoco.Estudo inicial.

Links de vídeos sobre a obra de Tonico e Tinoco.

Informações coletadas pelo Professor Aureo Camargo no site http://www.widesoft.com.br/users/pcastro2/discogr.htm

douglas viola e caio - Pesqueiro do gaucho - Iacri

Segunda-feira, Março 07, 2011

Quinta-feira, Março 03, 2011

Espaço Cultural Tião Carreiro chega a São Miguel do Iguaçu


clique para ampliar

Carnaval do município vai resgatar a música de raiz sertaneja. São Miguel do Iguaçu recebe no sábado de carnaval, dia 05 de março, o Espaço Cultural Tião Carreiro. Conhecido como o rei da viola e pai do pagode sertanejo, Tião morreu aos 58 anos em 1993, mas sua música continua presente entre os apreciadores do sertanejo de raiz.

Para valorizar seu legado, uma carreta percorre, desde setembro do ano passado, 130 cidades brasileiras com seu museu itinerante.

O Espaço Cultural Tião Carreiro que chega ao município terá visitação gratuita e contará com shows no centro da cidade. A carreta e os shows são patrocinados pela União Sertaneja do Brasil, com autorização e cessão dos direitos autorais pela viúva e da filha de Tião e conta também com o apoio cultural das prefeituras municipais por onde passa.

São Miguel do Iguaçu é uma das 23 cidades paranaenses que recebem o Espaço Cultural, como explica Brasão, da dupla “Brasão e Brasãozinho”.
Segundo ele, “na carreta estão objetos pessoais que ajudam a contar a história de Tião e da música caipira no Brasil. Tem a primeira e a última viola dele, a que ele mais gostava. Também estão lá os discos de ouro, berrante, guaiaca e muitos outros pertences”.

De acordo com Rosari Bedin, Secretário de Administração que manteve os contatos com a produção da Caravana Sertaneja, “os shows e a visitação resgatando a história cultural de Tião Carreiro, têm emocionado a todos por onde a caravana passou”.

Para o Prefeito Armando Polita, “nada mais justo que nos 50 anos de São Miguel do Iguaçu também relembrarmos a história da música de raiz e que com certeza homenageia também nossos pioneiros.

Programação:

O Museu ficará no centro de São Miguel, entre as Ruas Castro Alves e Farroupilha, das 14:00h às 22:00h, aberto à visitação. Às 21 horas começam os shows com Roberto e Meirinho, Irmãs Franco (conhecidas como a dupla feminina mais alegre do Brasil) e Dino Franco & Fandangueiro.




Material coletado no site http://www.jornalofarol.com.br

Quarta-feira, Março 02, 2011

Brenno Reis & Marco Viola


Brenno Reis & Marco Viola: "Somos a primeira dupla que

investiu na viola caipira", diz Brenno

Enquanto enchiam os bolsos com o cachê de R$25, após se esgoelarem por uma noite inteira no palco do Búfalo Country Bar, em Cuiabá, os cantores Brenno Reis & Marco Viola tinham um plano na cabeça.

Em 1998, eles decidiram nadar contra a corrente e evitar os passos de duplas consagradas.

“Eu não queria ser um Zezé di Camargo”, recorda Brenno, que há um ano trocou Cuiabá por Maringá e hoje concilia a rotina de shows e ensaios com as pontes aéreas.

Ao fugir das influências de Zezé e seus amigos, os cantores abriram o peito - e os ouvidos - à viola caipira de Tião Carreiro & Pardinho.

Aparecer num local empunhando uma viola, contudo, não era motivo de orgulho entre os sertanejo que bombavam pelo interior do País. “O pessoal tinha vergonha. A piazada queria ouvir o que estava na moda”, diz.

Correndo o risco de cair no ostracismo bancando o sertanejo sem noção, Brenno Reis não desanimou da ideia. Acelerou os compassos das canções, meteu uma percussão pesada e amplificou o som da viola. “Hoje, somos referência desse estilo musical”, diz, com orgulho.

No panorama nacional, com o chamado sertanejo universitário dominando as programações radiofônicas, é preciso se diferenciar. Algumas duplas correram por fora e saíram na frente, trocando, também, o violão pela viola caipira. “Depois de nós é que surgiram Jads & Jadson e João Carreiro & Capataz”, nota Brenno.

Se, no começo da carreira, Brenno Reis & Marco Viola enfrentavam algum preconceito por resgatar as raízes caipiras, a viola agora faz a diferença na hora de fechar contratos.

“Quando um contratante coloca nomes de outros artistas na mesa, há 50 mil duplas que cantam o mesmo repertório. Nós somos um dos poucos que acreditam na música de raiz”, comenta.


Material coletado no site www.odiario.com