O fazendeiro resolve trocar o seu velho galo por outro que desse conta das inúmeras galinhas. Ao chegar o novo galo e, percebendo que perderia suas funções, o velho galo foi conversar com o seu substituto:
- Olha, sei que já estou velho e é por iisso que o meu dono te trouxe aqui, mas será que você poderia deixar pelo menos duas galinhas para mim?
- Que é isso, velhote?! Vou ficar com tttodas.
Mas só duas... - ainda insistiu o galo.
- Não. Já disse! São todas minhas!
- Então vamos fazer o seguinte: - propõe o galo velho - apostamos uma corrida em volta do galinheiro. Se eu ganhar, fico com pelo menos duas galinhas. Se eu perder, são todas suas.
O galo jovem mede o galo velho de cima abaixo e pensa que certamente ele não será capaz de vencê-lo:
- Tudo bem, velhote, eu aceito.
- Já que realmente minhas chances são poucas, deixe-me ficar vinte passos a frente. - pediu o galo.
O mais jovem pensou por uns instantes e aceitou as condições do galo velho.
Iniciada a corrida, o galo jovem dispara para alcançar o outro galo.
O galo velho faz um esforço danado para manter a vantagem, mas rapidamente está sendo alcançado pelo mais jovem. No momento em que o mais velho ia ser alcançado pelo mais novo, o fazendeiro pega sua espingarda e atira sem piedade no galo jovem.
- Guardando a arma, comenta com a mulher:
- Num tô intendendo, uai! Já é o quinto galo viado que a gente compra esta semana!
sexta-feira, abril 27, 2007
Humor
1º FESTIVAL NACIONAL DE VIOLA

FENAVIOLA - Festival Nacional de Viola em Colatina nos dias 31 de maio 01 e 02 de junho de 2007, com a participação de Paulinho Carvalho, Pereira da Viola e Geraldo Azevedo.
Contamos com apoio de vocês para a divulgação desse importante projeto de resgate cultural junto aos violeiros de todo o país.
O Regulamento e a Ficha de Inscrição encontram-se no sítio www.culturacolatina.com.br
Desde já agradecemos
PREFEITURA MUNICIPAL DE COLATINA - ES
SUPERINTÊNDENCIA MUNICIPAL DE CULTURA
DIMAS DEPTULSKI
Violando Fronteiras
A postagem abaixo, é digna de aplauso, agradecimentos e sem duvida muito apoio. Foi postada no blog O Violeiro do Cumpadre Luiz Viola.
Com a palavra, João Araújo Diretor do Grupo Viola Urbana.
Amigos,
viola, saúde e muita paz,
Com muita honra e alegria, informo em primeira mão o nascimento de um novo movimento na música brasileira. Trata-se do encontro de cinco grupos musicais que, a partir de Abril de 2007 passam a unir suas forças de divulgação, somando propostas e criando um intercâmbio cultural entre diversas partes importantes do Brasil, para o bem de todos.
É a música agregando boas idéias, intenções, dedicações, trabalhos honestos e de excelente qualidade, e pessoas de ótima índole e consciências profissionais, com sonoridades parecidas e um só propósito: batalhar pelo engrandecimento da cultura brasileira.
"VIOLANDO FRONTEIRAS", será a partir de agora a marca e o lema comum dos
grupos
Moxuara, de Vitória (ES) (www.moxuara.com.br);
Paranga, de São Luiz do Paraitinga (SP) (www.paranga.com.br);
Viola Quebrada, de Curitiba (PR) (www.violaquebrada.com.br);
Viola Urbana, de Belo Horizonte (MG) (www.violaurbana.com);
Violeiros Matutos, de São Paulo (SP) (www.violeirosmatutos.com.br).
Violar as fronteiras das dificuldades de divulgação dos trabalhos, das apresentações fora de sua região, da conquista de novas platéias, do encontro com um público que realmente gosta da música autenticamente brasileira.
grande abraço do
JOÃO ARAÚJO
Diretor do Grupo Viola Urbana
quinta-feira, abril 26, 2007
Grandes Compositores
Muybo César Cury:

De grande versatilidade, Muybo César Cury é Cantor, Dublador, Radialista, Ator e Compositor.
Como Cantor, participou do LP "Linguagem Do Amor", lançado em 1964 pela Fermata, cantando nas faixas 6 e 7, que são, respectivamente, "Não Me Abandones" (Zacarias Mourão - Zá do Rancho - Biguá) e a faixa-título "Linguagem do Amor" (Marguerite Monnot - versão: Juvenal Fernandes).
Além disso, Muybo Cury também já substituiu o Barroso num LP da famosa dupla "Barreto e Barroso", dupla que era formada inicialmente por Antônio Barreto (o Barreto, natural de São Sebastião da Grama-SP) e Benedito Rodrigues Pinheiro (o Barroso, natural de Guará-SP).
Barreto também foi apresentador na Rádio Bandeirantes de São Paulo-SP e Barroso, além de Professor de artífices, também foi apresentador na mesma emissora. Além disso, a dupla havia se formado em 1946, tendo estreado na Rádio América de São Paulo-SP, a mesma emissora na qual Muybo iniciou sua carreira em 1947, conforme mencionado logo abaixo.

Como dublador, função que Muybo tem exercido esporadicamente, emprestou sua voz ao Caçador Kaura em "Flashman". Fez também a primeira voz do Mantor do Diabo em "Lion Man" (exibido no Brasil em 1973 na extinta Rede Manchete) e participou ainda de algumas dublagens em "Jaspion".

Muybo foi locutor de auto-falante, auxiliar de escritório e "contínuo" de banco em Duartina-SP, até que em 1946 seguiu para a Capital Paulista, onde iniciou no ano seguinte a sua carreira na Rádio América. Muybo Cury foi também disk-joquei na década de 1960.
Além do trabalho jornalístico na Rádio Bandeirantes, Muybo Cury também apresenta o excelente programa "Raízes do Brasil" na Rádio Cultura - AM - 1200 kHz de São Paulo-SP. Esse programa mostra ao Apreciador a genuína Música Caipira Raiz, além da prestação de serviços gratuitos que também merece destaque especial. Muybo também conta "causos" caboclos, piadas e declama Poemas Sertanejos (que podem inclusive ser enviados pelos ouvintes).
Como Ator, Muybo Cury já atuou nas tele-novelas "Os Inocentes", na extinta TV Tupi e "Dulcinéia Vai à Guerra", na TV Bandeirantes. Atuou também em diversos comerciais na Televisão. Destaque também para a radio-novela "A Verdade da Vida" interpretada por Maria Stella Barros e Muybo César Cury, na já mencionada Rádio Bandeirantes de São Paulo-SP.
E, como Compositor, Muybo César Cury é autor da Moda de Viola "Castigo De Dona Benta" (Teddy Vieira - Muybo César Cury), gravada pelos Irmãos Divino no Lado-A do 78 RPM Nº 13.901-A, em 1955, pela Odeon.
Bastante versátil também na composição, Muybo compôs em diversos outros estilos, como por exemplo, Marchas Carnavalescas, tais como "A Marcha do Cabeção" (Alfredo Borba - Muybo Cury) e "A Marcha da Peruca" (Bobby Hilton - Muybo Cury - Milton). É também de Muybo Cury o único hino da Copa 74 "Cem Milhões de Corações", gravado pelo conjunto "Os Incríveis", gravação que acabou "esquecida", já que o tão esperado Tetra-Campeonato não veio nessa Copa na Alemanha Ocidental...
Muybo é também autor de algumas versões tais como "Deus Te Acompanhe Amor" (Vaya Com Dios) (L. Russel - I. James - B. Pepper - adaptação: Muybo Cury) e "Minhas Noites Sem Ti" (Mis Noches Sin Ti) (Maria Teresa Marques - Demetrio Ortiz - versão: Muybo Cury).
Mas a principal Obra-Prima de Muybo César Cury como Compositor é, sem dúvida, uma das mais belas páginas do repertório Caipira Raiz: "João de Barro" (Muybo César Cury - Teddy Vieira), a qual foi gravada pela primeira vez pela dupla Mineiro e Manduzinho, em 17/06/1955, na RCA Victor (hoje BMG), no Lado-A do Disco 78 RPM Nº 80.1561-A (Matriz: BE5VB-0791), lançado em Março de 1956.
De acordo com José Hamilton Ribeiro, em seu excelente livro "Música Caipira - As 270 Maiores Modas De Todos Os Tempos", Muybo "...se encantara ao ver, no sítio de um amigo, um casal de "joão de barro" fazendo sua casinha. 'é o pedreiro da floresta', disseram a ele. Muybo passou horas acompanhando o trabalho da construção do ninho de barro. Quando soube da história de que o passarinho, se traído pela fêmea, aprisionava-a na casinha, levando a parceira à morte, começou - sem nenhuma experiência - a compor a Música (...) Fez os versos da canção (que acabaram ficando confusos e muito longos) e ajeitou uma melodia, mas entendeu que aquilo podia dar certo se alguém criativo, e com prática, desse ali uma mexida (...) Pergunta daqui, pergunta dali, descobriu que o homem certo para ajudá-lo era Teddy Vieira, já um autor diferenciado. Aproximou-se dele, foi recebido com simpatia e ali mesmo, no corredor da rádio, mostrou seu 'rascunho'. Teddy disse na hora que achava que ia dar certo, com possibilidade até de entrar em um disco que estava em produção. Gravou numa fita a Música, na voz de Muybo, avisando que precisaria dar uma ajeitada na melodia e na letra (...) A dupla Mineiro e Manduzinho estava dependendo de uma nova Música para fazer seu disco (...) Muybo foi ver a dupla ensaiar a Moda - estava uma beleza. Marcou-se estúdio. Mineiro ficou doente, precisaram adiar. Demorou para ser estabelecido novo dia de gravação, o rapaz não melhorava. Nova data, novo adiamento. Por fim, após outros discos na frente, a prensagem agora tinha que aguardar na fila. Por fim, o disco saiu (...) Entre o fim da prensagem e a data de lançamento, morreu Mineiro. Era um moço lutador, muito querido. A comoço foi grande, não havia mais clima para fazer lançamento, trabalhar o disco, batalhar as músicas. O parceiro remanescente nem sequer foi à gravadora para se informar, pedir alguma providência. Numa palavra: o disco 'morreu', com tudo o que continha."
E, de acordo com o compositor Muybo Cesar Cury, "Passaram-se vários anos, ninguém falava em 'João de Barro'. Fazer o quê, mais uma Moda, que não pegou."
Pedro Bento e Zé da Estrada também freqüentavam o mesmo estúdio na época da gravação e haviam aprendido a belíssima, composição, a qual apresentavam com freqüência em seus shows. Até que em 1974, Sérgio Reis havia procurado o Zé da Estrada atrás de idéias para gravação, ao que este lhe sugeriu o "João de Barro". Tendo gostado, o "Serjão" contactou Muybo que "...já estava até conformado com o apagão do 'pedreiro da floresta'. Aí vem o disco do Sérgio e o que se vê é uma 'explosão'. Teddy não estava mais aqui para ver o 'nosso João' no lugar que ele merece."
E, lamentavelmente, o Mineiro também não estava mais aqui, já que ele havia falecido em 1958, ocasião na qual a dupla já havia parado de cantar.
Muybo César Cury continua ativo, apresentando os já mencionados programas tanto na Rádio Bandeirantes como também na excelente Rádio Cultura - AM - 1200 kHz de São Paulo-SP!
Algumas composições de Muybo César Cury:
quarta-feira, abril 25, 2007
Grandes Compositores
Moacyr dos Santos:

Despertou seu desejo compor, principalmente como letrista, através de um pequeno livro de modinhas. Ficou impressionado com algumas letras de Lourival dos Santos (não havia nenhum parentesco entre eles, apesar de terem o mesmo sobrenome). Chegou a São Paulo em 1953, onde procurou por Lourival e, em pouco tempo, começaram a compor juntos.

Trabalhou também como programador na Rádio Clube de Tanabi e também na Rádio Brasil Novo de São José do Rio Pardo.
Diversas duplas, entre as quais, Tião Carreiro e Pardinho, Sulino e Marrueiro, Zilo e Zalo, Lourenço e Lourival e Pedro Bento e Zé da Estrada gravaram suas composições.
Moacyr dos Santos jamais parou de compor e, ao falecer, deixou diversos trabalhos inacabados e algumas de suas obras ainda inéditas estavam sendo gravadas na ocasião.
Algumas composições de Moacyr dos Santos: