Este é um blog dedicado exclusivamente para o caipira, sua música, seus causos enfim tudo que tenha a ver com a vida simples do homem do campo. Aqui vc vai encontrar links para sites que tem interesse no resgate e preservação deste estilo.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Vamos aprender a tocar viola caipira


AULAS DE VIOLA CAIPIRA

"Aprenda a pontear viola caipira como os grandes MESTRES do instumento - Tião Carreiro, Almir Sater, Renato Andrade, entre tantos outros."

Tenho um material didático próprio e vasto para o aluno utilizar nas aulas de viola caipira. A metodologia é prática, fácil e eficiente.
Este material contém desenvolvimento técnico (digitação e uso correto dos dedos), ritmos e prática de conjunto, desenvolvimento de 1ª e 2ª voz e conhecimento musical teórico. A base do meu trabalho didático é música caipira, porém o aluno pode solicitar outros estilos como música erudita e choro, por exemplo.

As aulas são individuais e de uma hora de duração.

O material didático é formado por livros e apostilas:
A viola caipira sem mistério - método desenvolvido por mim através de 15 anos de pesquisa, contém tudo o que o aluno precisa sobre teoria musical, arpejos, escalas, duetos, acordes, etc.
Ponteio caipira: letras e cifras - mais de 500 músicas cifradas para acompanhamento de viola e violão, separados em três volumes e acompanhados por cd de MP3
Ponteio caipira: solos de introdução - mais de 200 introduções musicas, com arranjos originais de viola caipira e releituras de harpas paraguais, acordeon e violão, escritos para viola capira.
Ponteio caipira: moda de viola - (em fase de conclusão)

Faça contato através do site www.ponteiocaipira.com.br deixando seu e-mail ou se preferir ligue:
(11) 6911-2604 / 9580-5641.

"Nunca é tarde para aprender, mas sempre cedo para desistir!"

e para ver o mestre em ação é só clicar no link




O material postado foi retirado do site Ponteio Caipira do cumpadre João Vilarim, grande pesquisador, professor e defensor da musica raiz.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Poesia

Este poema foi enviado pela cumadre Fabiola no informativo quinzenal O Matuto, e eu tomei a liberdade de posta-lo aqui.

Valeu Cumadre Fabíola, Parabéns Cumpadre Pinho da Revista Caipira


MEU BENZINHO

Meu benzinho, me confesse se vancê já encontrô quem tanto bem lhe fizesse, quem tanto lhe desse amô?

Me diga, então, meu benzinho, se é amô correspondido me arresponda por favô, num me dêxa ansim sofrido!

Quem de saudade padece, sofre distante com a dô, a dô de não tê do lado quem tanto se afeiçoô!

Quem ama a gente num esquece, mora apertado no peito então, meu bem me esclarece, num me dêxa desse jeito!

Meu bem, cabocla facêra, minha rosa preferida por vancê perco o que tenho, inté mêmo a própria vida.

Por vancê tenho penado des´que nóis se conheceu trago no peito guardado o beijo que ocê me deu!

Todo passarinho canta quando vai rompeno a aurora só a pobre mãe-da-lua quando canta, logo chora

De tristeza e de saudade pela madrugada afora, ansim faço eu tamém, quando vancê vai-se embora!

(Pinho- Revista Viola Caipira)

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Projeto Viola Virtual

1. A ALVORADA

O Projeto Viola Virtual nasceu a partir de uma experiência virtual realizada
entre os violeiros Cleber Vianna e Daniel Viola no You Tube. Daniel Viola
gravou a base do violão em sua residência em São José dos Campos - SP, enviando
para Cleber Vianna por e-mail na cidade de Salvador – BA, onde foi colocado o
solo de viola, o que, modéstia à parte, resultou em um pagode “bão por dimais”.

Para o violeiro Cleverson da Viola, proprietário do Viola Nunes Estúdio, estava
sendo plantada aí a semente de uma reunião efetiva de violeiros de todo Brasil
que se encontram pelo Orkut. A idéia de se gravar um CD totalmente virtual foi
repassada a Cleber Vianna, que interessado pela idéia, forneceu apoio
incondicional ao projeto.

Desde a criação da comunidade do projeto no Orkut, estão sendo realizados
contatos entre Cleber Vianna e Cleverson da Viola para que se possa fornecer
aos violeiros um projeto maduro e consistente e, não simplesmente uma
brincadeira de internautas. Destas “reuniões” resultou a união entre o site
Casa dos Violeiros e o Viola Nunes Estúdio e também o documento que aqui se
apresenta como convite de sua participação e também release do Projeto Viola
Virtual.

As informações aqui apresentadas foram discutidas, analisadas e montadas de
forma a oferecer plenas condições de conclusão do projeto, visibilidade
artística aos violeiros, manutenção da cultura caipira e regional, retorno
financeiro aos participantes e aumento do círculo de amizades existentes.

2. DO PROJETO

O Projeto Viola Virtual tem por idealizadores e coordenadores os violeiros
Cleber Vianna – O Homem da Viola (Casa dos Violeiros) e Cleverson da Viola
(Viola Nunes Estúdio).

Embora existam muitos violeiros em atividade hoje no Brasil, este projeto
destina-se em primeira mão somente aos violeiros que possuem profile no Orkut e
que fazem parte do círculo de amigos criado em nossos perfis e comunidades. O
intuito desta reunião, além da divulgação, é a troca de técnicas e estilos
musicais entre os artistas participantes.

Nos próximos volumes do projeto, existe a intenção de se convidar artistas de
fora de nosso círculo de amizades, mas a prioridade no momento é de se gravar
“modões” de nossos amigos.

O fato de se reunir em CD, violeiros de vários estados do Brasil, estilos e
formação musical diferentes, fornece a partir da audição do trabalho realizado,
um panorama do que é hoje a música caipira e regional de nosso Brasil, com suas
diversidades e inspirações.

Este projeto tem por objetivo principal ser um retrato fiel de nossa cultura
mais profunda.

3. DA SONORIDADE

O CD em sua finalização deverá soar como uma grande roda de viola no alpendre de
uma sede de fazenda. Embora com todos os cuidados para que os instrumentos
utilizados e principalmente a VIOLA estejam com o som mais cristalino possível
e com qualidade comercial, trabalharemos com o som mais puro das violas e
instrumentos de acompanhamento.

A intenção é utilizar poucas adições de efeitos nas trilhas, tendo o cuidado de
se adicionar ambiências mais puristas, para que nossos ouvintes possam ter a
impressão de estar em meio aos violeiros, evitando assim a massificação de
timbres, o que hoje é muito comum em gravações convencionais.

As trilhas de áudio deverão representar a alma e o sentimento dos artistas no
momento da captação dos solos, harmonias e afins, dando ao ouvinte a
possibilidade de identificar o estilo único de cada violeiro, de cada dupla
caipira e de cada grupo.

4. DAS GRAVAÇÔES

Procurando diminuir custos aos violeiros participantes, as bases rítmicas e
instrumentos extras serão realizadas no Viola Nunes Estúdio (estúdio oficial do
projeto), ficando os arranjos e coordenação dos músicos envolvidos em tais
gravações sob a responsabilidade de Cleverson da Viola. Estão sendo realizados
contatos com estúdios em Salvador – BA, para divisão das gravações de base e
instrumentos extras, ficando os arranjos e coordenação dos músicos envolvidos
sob a responsabilidade de Cleber Vianna – O Homem da Viola.

As gravações da base rítmica serão realizadas tendo como base as guias e
descrições das músicas enviadas pelos violeiros participantes do projeto. As
guias musicais e descrições do significado de cada música são de essencial
importância para que não haja perda das características originais das
composições em questão.

As gravações de solos e vocais ficarão a cargo dos violeiros participantes,
sendo a escolha do estúdio para gravação de livre escolha de cada músico. Os
violeiros que se encontrarem residentes em cidades do estado de São Paulo,
Minas Gerais e Rio de Janeiro e, por ventura preferir efetuar as gravações no
Viola Nunes Estúdio em São José dos Campos – SP, o farão sem custo de horas de
estúdio, ficando somente o custo de traslado a cargo do violeiro participante.

5. DAS MÚSICAS

Visando um retrato fiel de nossa cultura caipira e regional, é obrigatória a
temática caipira em todas as músicas do projeto, seja ela instrumental ou
vocal.

Sendo a viola o instrumento a ser valorizado neste projeto, todas as músicas
deverão possuir solos principais e arranjos realizados com a viola. Outros
instrumentos de solo serão utilizados conforme a necessidade do arranjo, porém
não deverão ser os principais nas canções.

As músicas deverão ser enviadas com gravação realizada de forma livre, mas, que
represente integralmente a intenção do(s) compositor (es). Não há especificação
técnica obrigatória para o envio das guias.

Maiores detalhes serão informados aos violeiros participantes quando da
confirmação de participação no projeto.

6. DO ESTÙDIO

O Viola Nunes Estúdio deixará à disposição todo e qualquer recurso necessário ao
projeto. Músicos multiinstrumentista s estarão à disposição do estúdio para a
gravação da base rítmica e apoio aos violeiros que gravarem no estúdio.

A mixagem, masterização e arte de capa, serão realizados pelo Viola Nunes
Estúdio, sendo utilizado para isso o sistema completo designado Viola Nunes &
Design Estúdio, valendo-se dos mais atualizados e importantes sistemas e
softwares do mercado.

Abaixo alguns dos sistemas e softwares utilizados:

Computador Pentium 4 com 1Gb de memória ram e 160 Gb de Hard Drive

Plataforma de gravação Nuendo 3 (Steinberg / Alemanha) equivalente a Pro Tools

Photoshop CS (Adobe)

Corel Draw X3 (Corel)

Devido aos tipos de som desejados na sonoridade do CD, serão utilizados
exclusivamente equipamentos Behringer (equipamentos de outras marcas serão
utilizados, desde que se adaptem à sonoridade desejada).

Serão utilizados equipamentos valvulados para a gravação, para que possamos nos
aproximar o máximo possível do timbre de gravação de época.

7. DA PARTE DOCUMENTAL

Aos violeiros participantes será oferecido suporte para registro de todas as
músicas junto a Biblioteca Nacional e obtenção do ISRC (International Standard
Recording Code) necessários à proteção dos direitos autorais.

Serão enviados aos violeiros participantes do projeto os seguintes documentos:

- Ficha de cadastro dos artistas envolvidos (serão utilizados para obtenção de
ISRC e arquivo do estúdio);

- Formulários para registro junto à Biblioteca Nacional;

- Contrato de gravação do Projeto Viola Virtual (com reconhecimento de firma);

- Informativo técnico necessário ao envio de músicas guias e faixas musicais
definitivas;

- Descritivo de valores das diversas etapas da gravação;

- Carta de cessão de direitos de gravação, onde estarão contidos os nomes dos
violeiros e músicas envolvidas no projeto, sendo que a cessão de direitos se
reserva somente às músicas e violeiros participantes do projeto. Qualquer outra
gravação realizada por outros músicos de quaisquer das músicas contidas no CD,
sem a expressa autorização do detentor dos direitos autorais registrados, será
passível de recursos legais conforme Lei dos Direitos Autorais.

Quando do projeto em andamento, serão enviados CD(s) com as mixagens finais e
arte de capa para análise e aprovação dos violeiros participantes. Para as
modificações que se fizerem necessárias, serão enviadas arquivos em MP3
(mixagem final) e JPG (arte de capa) via e-mail.

8. DOS CUSTOS

Uma das exigências do Projeto Viola Virtual é o mínimo custo repassado aos
violeiros envolvidos. Em cálculos estimados realizados inicialmente, calcula-se
não ultrapassar o valor de R$600,00 (seiscentos reais) como investimento ao
projeto. Valor baixo, se comparado à média do mercado que varia de 6 a 12 mil
reais para a conclusão de um CD com 1.000 cópias.

Para esta redução de custo, foi decidida a participação de 13 violeiros,
perfazendo um total de 13 músicas constantes no CD. O valor de duplicação
dividido entre os participantes acaba por imprimir o valor baixo descrito
acima.

Esperamos que seja possível gravarmos o Projeto Viola Virtual em Vol. 1, Vol. 2,
etc. para alcançarmos todos os violeiros possíveis de nosso círculo de amizades.

Embora as estimativas de venda hoje, girem em torno de 3.000 cópias iniciais
somente em nosso círculo social na internet, não computando as vendas em lojas
de CD(s) pelo Brasil e na Internet, serão realizadas primeiramente 1.000 cópias
e, destas serão retirados os valores para as demais que se fizerem necessárias.

Os custos e etapas:

Registro das músicas – Taxa obrigatória + despesas de envio + taxa de
administração por parte do estúdio

Horas de Estúdio – Zero

Horas de Mixagem – Zero

Horas de masterização – Zero

Duplicação – Valor de mercado (rateado entre os violeiros)

9. DA DIVULGAÇÂO E DISTRIBUIÇÂO

A responsabilidade de controle da distribuição e divulgação ficará a cargo da
Casa dos Violeiros e do Viola Nunes Estúdio.

O Projeto Viola Virtual depois de concluído, será divulgado nos principais meios
de comunicação (rádio, TV, internet, etc.) e será vendido a partir do site Casa
dos Violeiros e enviado pelo Viola Nunes Estúdio, garantindo assim maior
controle sobre a distribuição e andamento do projeto. Serão fechados acordos de
venda em lojas de CD(s) espalhadas pelo país e em sites da internet.

Conforme o fechamento das músicas, serão disponibilizadas na internet para
download, trechos de no máximo 1 minuto para divulgação do CD ou 3 músicas
completas. Decisão que deverá ser tomada de comum acordo respeitando a opinião
dos violeiros participantes.

Mensalmente serão enviados aos violeiros participantes os seguintes documentos:

- Relatório de vendas;
- Cadastro dos compradores, que poderão ser utilizados pelos artistas em caso de
projetos particulares;
- Cópia de extratos bancários como confirmação de valores de venda.

Será na mesma data de envio dos documentos acima, o depósito dos valores
referentes aos lucros obtidos aos violeiros participantes, diretamente em conta
corrente do responsável descrito na Ficha Cadastral e no Contrato de Gravação.

Os valores obtidos com a venda dos CD(s), serão rateados da seguinte maneira (As
porcentagens abaixo consideram para cálculo 1.000 cópias vendidas a R$20,00
(porcentagens utilizadas no valor líquido)).

7,5% - Valor repassado para manutenção do Viola Nunes Estúdio
7,5% - Valor repassado para manutenção do site Casa dos Violeiros
85% - Valor rateado entre os violeiros participantes

Em caso de música que contenha mais de um compositor, ou de grupos ou duplas, a
divisão do valor referente a cada composição será de inteira responsabilidade
do responsável descrito no contrato, ficando o Viola Nunes Estúdio e o site
Casa dos Violeiros isentos desta divisão, se responsabilizando apenas pelo
envio do valor devido pelas vendas.

10. CONSIDERAÇÔES FINAIS

O site Casa dos Violeiros na pessoa de seu proprietário Cleber Tomás Vianna e o
Viola Nunes & Design Estúdio nas pessoas de seus proprietários Cleverson
Augusto Nunes e Sérgio Teodoro se responsabilizam integralmente pelas
informações contidas neste convite/release, pelo objetivo final a que se propõe
o Projeto Viola Virtual e pela seriedade dos trabalhos a serem realizados.

Em nenhum momento serão omitidas informações acerca do projeto e de seu
andamento. Por tal motivo são de suma importância a responsabilidade e a
dedicação dos violeiros que aceitarem participar do projeto, para que tenhamos
êxito em nossas metas e possamos divulgar de forma eficiente nossa cultura,
nossos artistas e a viola caipira que é nossa paixão. Esperamos poder contar
com sua participação e seu talento.

Que Deus, Nossa Senhora, São Gonçalo e Santa Cecília possam abençoar a todos e
ao nosso Projeto Viola Virtual.

Brasil, 05 de fevereiro de 2007.

Cleber Vianna
Cleverson da Viola

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Duo Brasil Moreno

Dora de Paula, a Dora - Guariba, SP - 1917

Antônia Glória de Paula, a Didi - Guariba, SP - 1914

Nascidas na cidade de Guariba, as irmãs foram criadas na cidade de Cambará (PR), com mais dois irmãos. Começaram a cantar no coral da Igreja Santa Cecília em Cambará, juntamente com os irmãos. Em 1940, a família mudou-se para São Paulo. Dora e Didi formaram com os irmãos o Quarteto Brasil Moreno. Passam a se apresentar em programas de calouros das rádios Record e Cultura. O quarteto virou Trio Brasil Moreno, quando o irmão foi chamado para o serviço militar. O trio continuou a participar de programas de calouros. Em 1943, ao tirarem o primeiro lugar no programa de Otávio Gabus Mendes e Geraldo Mendonça, são convidados a assinar contrato com a PRB-9. Em 1951, o trio transformou-se no Duo Brasil Moreno, com a saída da irmã (Helena), que abandonou a carreira artística para se casar. O Duo Brasil Moreno teve inúmeras participações em programas radiofônicos, inclusive no programa " História da Música", na Rádio Record, produzido e apresentado por Almirante. Em 1952, a dupla gravou seu primeiro 78rpm, pela Star, subsidiária da Copacabana. O disco incluía as canções "Chalana", de Mário Zan e Arlindo Pinto, e "Abandonada" de Mário Zan e Palmeira. Graças ao sucesso alcançado, especialmente com o rasqueado "Chalana", vários discos se seguiram. Em 1961 lançaram pela Chantecler a guarânia "Último adeus", de Luiz de Castro e o bolero "Bis para o amor", de José Bettio e Roberto Stanganelli. No mesmo ano gravaram na Sertanejo o rasqueado "Pedaço de coração", de Elpídeo dos Santos em parceria com a dupla e o xote "China morena", de Raul Torres e Sebastião Teixeira. Posteriormente lançaram, pela Copacabana, seu primeiro LP, com o qual colecionaram sucessos como "Natal no sertão", de Palmeira e Mário Zan," Campo Grande", de Raul Torres, "Canção do trolinho", de Hervé Cordovil, e "Flor de Tupã", de Mário Zan e Palmeira. A dupla gravou também, pela Copacabana, várias versões, lançadas em 78rpm. Fizeram , entre outros, um programa na Rádio Record, todas as segundas-feiras, que aconteceu por 16 anos. Atuou em diversas emissoras de televisão de São Paulo e excursionou por vários estados. Em 1974, o Duo Brasil Moreno gravou um LP, de repertório exclusivamente sertanejo, acompanhado de toda a família.

*Dicionario Cravo Albin de Musica Popular Brasileira

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

O Orgulho Caipira

A postagem abaixo foi enviada pelo cumpadre Kalzely Barboza dos Santos no grupo Caipira Raiz

Como uma grande familia que somos, hoje estarei falando sobre a nossa
música.
Encontro várias pessoas, que ainda dizem, que a nossa música tem muitos
"dramas". Suponho que você já encontraram pessoas deste tipo.

Ao contrário de alguns "batuques" e "caganeiras" de outros tipos de
música, a música caipira, tem um brilho especial, que não se encontra
em nenhum outro tipo de música.
Vamos examinar este brilho que nos rodeia?

1)A música caipira tem várias músicas que revelam a alegria do
compositor e do cantor. Exemplos: Como a marchinha: "Copo de Cerveja"
de Canário e Passarinho, ou talvez, um rasqueado: "Parado no Tempo" de
Teixeirinha.

2) A música caipira, sabe ser extremamente apaixonante e ao mesmo
tempo, educada (não se ouve palavrões, ou expressões pesadas em suas
músicas). Exemplos: Como o bolero: "Teu adeus" de Belmonte e Amarai,
ou talvez um tango: "Teus beijos" de Tião Carreiro e Pardinho, ou ainda:
A valsa: "Lenda da Valsa dos Noivos" de Zé fortuna e Pitangueira.

3)A música caipira mostra o sentimento ao mesmo tempo: Do compositor,
do cantor, do tocador, e do homem do campo.
E É ISSO O QUE FAZ A MÚSICA CAIPIRA, SER DIFERENTE DE TODAS AS OUTRAS.

Exemplos: Como o sucesso internacionalmente conhecido: "Coração de Luto"
Que segundo os números, é a única música que vendeu mais de 35 milhões
de cópias, no mundo.
É O SENTIMENTO CABOCLO, PRESENTE NO EXTERIOR.

4) A música caipira, ás vezes usa seu sentimento, só para se ouvir.
Exemplo: a música "Devolva a passagem" de Zé do Rancho e Zé do Pinho.

5) A música caipira mostra diferentes causos, e histórias, tristes e
alegres. Em forma de Pagode como: "Pagode em Brasilia" de Tião Carreiro
e Pardinho; ou em forma de outros ritmos, como: "Igrejinha da Serra" de
Praião e Prainha.

6) Sem contar ainda, músicas que nos fazem rir, nos dão alegria, ao
ouvi-las, também em diferentes tipos; como o samba-sertanejo: "Moça
Gorda" de Zé Fortuna e Pitangueira; ou em desafios caipiras, que sempre
nos finais, nos dão a lição de moral: Fazer as pazes, depois de uma
briga.
Como o desafio: "Desafio do Martelo" de Teixeirinha e Mary Terezinha.

7) Não esquecendo do mais tipo de música popular na música caipira:
AS MODAS DE VIOLA, que termina com chave de ouro esta minha colocação.

Portanto, que gritemos aos quatros ventos:
MUSICA CAIPIRA, NOSSO ORGULHO

Pois, Música Caipira é: EMOÇÃO - TRADIÇÃO - EDUCAÇÃO.

Kalzely
O caboclo orgulhoso

Cleber Vianna e Daniel Viola

Cleber Vianna em Salvador/Bahia e Daniel Viola em São José dos Campos. O Daniel Viola gravou uma base de violão em sua cidade e enviou para o Cleber Vianna colocar os solos. Experiência virtual de ajustes de arquivos à distância. Saiu uma seleçãozinha de pagode de viola caipira!


Cleber Vianna e Daniel Viola

segunda-feira, janeiro 29, 2007

São Gonçalo do Amarante



Apesar da data em que se comemora o dia de São Gonçalo já ter passado, pois é dia 10 de janeiro, vale a pena conhecer a vida e obras deste Santo que é o Protetor dos Violeiros.

Em tempo, foi o cumpadre Samuel, que nos lembrou da data...e nos passou as informações no grupo Caipira Raiz

Origens

Nasceu Gonçalo de Amarante, da família dos Pereiras, no lugar de Arriconha, freguesia de Tagilde, próximo de Vizela, igualmente concelho de Vizela. Em Arriconha não falta, desde tempos imemoriais, a capela dedicada a S. Gonçalo. Os seus pais eram pessoas de nobre linhagem e deram ao seu filho uma esmerada educação cristã não só pela palavra como sobretudo pelos exemplos das suas virtudes cristãs.

O sacerdote

Atingido o uso da razão, foi confiado a um douto e virtuoso sacerdote sob cuja direcção iniciou os seus estudos. Chamava a atenção a sua modéstia, a candura, o esforço em se aperfeiçoar na prática da vida cristã e os progressos que ia fazendo nos estudos. Entre outros foram estes os motivos principais que moveram o Arcebispo de Braga a admiti-lo, como seu familiar, e, sob os auspícios do Prelado, cursou as disciplinas eclesiásticas, vindo a ser ordenado sacerdote e nomeado Pároco da freguesia de S. Paio (ou S. Pelágio), de Riba-Vizela, apesar da sua humildade e resistência. No desempenho do seu múnus pastoral começou a brilhar na prática das virtudes, sobressaindo no zelo apostólico, na castidade e na prática das obras de misericórdia para com os pobres, gastando a maior parte dos rendimentos da paróquia em aliviar as suas necessidades materiais, sem esquecer as necessidades espirituais do seu rebanho, prodigalizando a todos amor e consolação. Alimentava no seu coração um desejo ardente de visitar os túmulos dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo e os Lugares Santos da Palestina afim de melhor viver as Mistérios da nossa Redenção. Obtida a licença do seu Bispo, deixou os seus paroquianos ao cuidado dum sobrinho sacerdote, peregrinou primeiro a Roma donde passou a Jerusalém e demais terras da Palestina onde se demorou 14 anos. Entretanto, começou a sentir certo remorso por tão longo abandono da sua paróquia, avivaram-se as saudades da Pátria e dos seus filhos espirituais e veio-lhe ao íntimo o pressentimento dos males espirituais de que padeciam, provocados por tão longa ausência e possível falta de zelo de seu sobrinho. Foram motivos mais que suficientes para regressar apesar dos inumeráveis incómodos e perigos que a viagem supunha.

Regressa da Terra Santa

O seu sobrinho, além de o não aceitar e não reconhecer como verdadeiro e legítimo pároco, escorraçou-o de casa e conseguiu, mediante documentos falsos, provar ao Arcebispo D. Silvestre Godinho que Gonçalo morrera e ser nomeado pároco da freguesia.

Resignado com semelhante atitude, deixou S. Paio de Riba-Vizela e foi-se pregando o Evangelho por aquelas terras até à margem do Tâmega, vindo a encontrar o lugar onde hoje é a cidade de Amarante, então sítio inculto e quase despovoado, mas apto para a vida eremítica. Construiu uma pequena ermida que dedicou a Nossa Senhora da Assunção, nela se recolheu, saindo, de vez em quando, a pregar nos arredores e consagrando o tempo que lhe sobrava à oração e à penitência.

Sentia, no entanto, necessidade de encontrar um caminho mais seguro em ordem a alcançar a glória eterna. Jejuou uma Quaresma inteira a pão e água e suplicou fervorosamente a Nossa Senhora lhe alcançasse do Senhor esta graça... Diz-se que a Virgem Maria lhe apareceu e lhe disse procurasse a Ordem em que iniciavam o seu Ofício com a Saudação angélica ou Ave-Maria. Essa Ordem era a dos Pregadores ou Dominicanos.

Abraça a vida Dominicana

Encaminhou-se para o Convento de Guimarães da Ordem dos Pregadores, recentemente fundado por S. Pedro González Telmo, grande apóstolo da região de Entre-Douro e Minho o qual lhe deu o hábito e, uma vez feito o noviciado, ao modo daquele tempo, o admitiu à profissão religiosa e, depois de algum tempo lhe deu licença para, com um outro religioso, voltar para o seu eremitério de Amarante, continuando a sua vida evangélica e caritativa.

Com o seu ministério operou muitas conversões, levou o povo à prática duma autêntica vida cristã, sem esquecer de os promover socialmente em muitos aspectos. Sobressai neste particular a construção de uma ponte em granito sobre o rio Tâmega, angariando pessoalmente donativos em terras circunvizinhas e levando os moradores mais abastados a darem ajuda vultuosa para assim pagarem aos operários.

O povo atribui-lhe muitos milagres, mesmo de ordem material, desde o começo até terminar a construção da referida ponte.

Concluída a ponte, S. Gonçalo viveu ainda alguns anos dedicado à pregação e à vida de oração, enriquecendo-se de virtudes e merecimentos. Reza a tradição que Nossa Senhora lhe revelou o dia da sua santa morte para a qual se preparou com a recepção dos Sacramentos da Igreja. Descansou santamente no Senhor, a 10 de Janeiro de 1262. O seu venerado corpo, após a celebração das solenes exéquias por sua alma, foi sepultado na referida ermida, continuando a efectuar-se muitos milagres, atribuídos à sua intercessão.

Mais tarde a ermida primitiva construída por S. Gonçalo foi ampliada em igreja. Sobre esta, em 1540, D. João III mandou erguer o sumptuoso templo e convento que ainda hoje existem e que são monumento histórico da cidade de Amarante de que S. Gonçalo pode muito bem ser considerado segundo fundador.

Elevado às honras dos Altares

Efectuaram-se três Processos canónicos em ordem à Beatificação e Canonização de S. Gonçalo, o último dos quais foi levado a cabo por D. Rodrigo Pinheiro, Bispo do Porto, por comissão do Papa Pio IV (1561). A instâncias de EI-Rei D. Sebastião, do Arcebispo de Braga, da Ordem dos Pregadores, do Cardeal D. Henrique e da população de Amarante, a sentença de Beatificação foi promulgada a 16 de Setembro de 1561 pelo representante da Sé Apostólica, confirmando-se a concessão de lhe tributar culto público permitido; antes pelo Papa Júlio lII (1551).

Mais tarde o Papa Clemente X, em 10 de Julho de 1671, estendeu a toda a Ordem dos Pregadores e a todo o reino de Portugal a concessão de honrarem este glorioso Santo, um dos santos mais populares de Norte a Sul do País, especialmente no Norte, com Missa e Ofício litúrgicos próprios. O seu culto espalhou-se pelos domínios ultramarinos de Portugal, chegando à Índia e ao Brasil como o confirma um longo e engenhoso sermão do Padre António Vieira sobre S. Gonçalo. É celebrado a 10 de Janeiro.

Tornou-se o santo patrono da cidade de Amarante, onde faleceu, e ainda das cidades de São Gonçalo do Amarante nos estados brasileiros do Rio Grande do Norte e do Ceará (nessas cidades homónimas também o padroeiro permaneceu idêntico).

Que Deus pela intercessão de São Gonçalo abençoe a todos.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Juliana Andrade e Daniel Viola

Segue um link para um show de viola, gente de muito talento






Juliana Andrade e Daniel Viola

Programa Viola Brasil

Bom dia, cumpadres e cumadres...

Vamos defender a musica caipira. Mais uma vez a boa musica raiz, se ve ameaçada... por falta de patrocinio, o programa do cumpadre Chico Lobo, corre o risco de ser retirado do ar por falta de dinheiro... eta paizinho este nosso... os que deviam cuidar da cultura estão preocupados em si próprios e os que batalham pelo resgate e a manutenção da tradição são deixados de lado jogados à sua propria sorte...
Mas nao vamos perder essa batalha, sem luta... vamos usar todos os meios para defender essa nossa trincheira, que é o Programa Viola Brasil
Segue abaixo os endereços eletronicos para mensagens.

"Na verdade, se apenas enviar o e-mail para a TV Horizonte parabenizando o Programa Viola Brasil já é um grande feito.

Para TV SESC é só pedir o retorno do Programa Viola Brasil à sua grade televisiva". (palavras do cumpadre Cleber Vianna do site Casa dos Violeiros)

Os endereços a serem enviados os e-mails são:

De:
Para: tvhorizonte@tvhorizonte.com.br
Cc: diretoriaartistica@tvhorizonte.com.br ; coordcomercial@tvhorizonte.com.br
Cco: violabrasil@terra.com.br

e mais este:

De:
Para: lotierzo@sescsp.org.br
Cc: secretaria@tvaparecida.com.br ; programacao@tvaparecida.com.br
Cco: violabrasil@terra.com.br

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Chico Lobo

* Chico Lobo

Nascido em São João Del Rey (MG), este filho de seresteiro, ex-integrante do grupo Aruanda de Danças Folclóricas, é, além de aplicado violeiro, folclorista atuante. Atuando como compositor e intérprete, Chico Lobo participou do CD "Canta Minas"(95), lançado pela Som Livre. Seu primeiro CD solo, o independente "Nos Braços Dessa Viola"(97), lhe rendeu uma indicação para o Prêmio Sharp na Categoria Revelação da Música Regional Brasileira e uma turnê na Itália. No ano seguinte, ao lado do ator e parceiro Jackson Antunes, lançou o CD "Nosso Coração Caipira", com 25 clássicos da canção sertaneja, declamados por Jackson e pontuados por sua viola. Seu terceiro CD, "Reinado", lançado pela Kuarup Discos, é o seu mais novo trabalho, recheado de toadas, calangos e modas-de-viola, e vem com participações de Renato Borghetti, da dupla Caju e Castanha e de Jackson Antunes.

Patrocine, Promova Cultura e Se Comunique Através do Viola Brasil.
**" O Viola Brasil, programa televisivo idealizado, produzido e apresentado pelo violeiro Chico Lobo - hoje um dos artistas mais ativos, efetivos e respeitados no processo de popularização musical mineira, brasileira e inclusive internacional. O Viola Brasil leva ao ar a cultura da viola caipira - nas suas diversas leituras(tradicionais e atuais, o que mostra o quanto esse instrumento e sua cultura raiz estão em plena ascensão). E apresenta de modo qualitativo e cativante a nobreza das raizes, tradições, causos e as crenças do universo dos violeiros, por toda Minas Gerais através da TV HORIZONTE.

Chico Lobo enfoca a cada semana um convidado especial em 30 minutos, com dois blocos, de muita música e boa prosa. E nos quadros "Dicas Do Lobo" e "Tradições, Causos e Crenças" dá a sua indicação pessoal sobre livros, eventos culturais, serviços ou produtos (a)provados pelo artista. Além de contar sempre uma história da tradição oral do universo dos violeiros e do folclore brasileiro. O destaque exclusivo sobre a cultura e a musicalidade que nascem do bojo da viola caipira (também conhecida por viola de 10 cordas, viola brasileira), ou que nela se inspiram, é a marca original desse programa que já atinge uma gama 3 milhões de telespectadores (claro que não todos ao mesmo tempo), e os surpreende com a beleza e o diferencial qualitativo de seu conteúdo. A essência do programa segue a vocação e o perfil histórico da viola caipira - apenas encontrada e produzida no Brasil (embora de origem Ibérica) e portanto -, instrumento típico brasileiro. Por isso os convidados são artistas populares, conhecidos (ou não), que tenham em seu repertório a valorização de folguedos, de literatura ou ritmos que nasceram e pelos quais o instrumento é o "mestre"; a exemplo disso temos: os catiras, as folias de Reis, os batuques de viola, as modas, os fandangos, reisados, poetas e escritores populares, grupos de projeção folclórica, orquestras de violas, e tantos mais. A maior contribuição do VIOLA BRASIL além de revelar a beleza e nobreza (oculta) da raiz cultural brasileira e seus desdobramentos atuais. É sem dúvida criar, formar e já ser considerado uma referência no que há de mais típico, vivo e pulsante presente no "embornal" da viola brasileira!
Fale conosco: (31) 3459 8026 / 9954 6580 / Fax: (31) 3454 7279

* Informaçoes coletadas no site
www.imusic.com.br
** Informaçoes coletadas no blog do artista
http://www.blogdochicolobo.blogspot.com
***Mais informações sobre o artista no site http://www.chicolobo.com.br

terça-feira, janeiro 23, 2007

Helena Meirelles


Helena Meirelles (Campo Grande, 13 de agosto de 1924 — Campo Grande, 28 de setembro de 2005) foi uma violeira, cantora e compositora brasileira, reconhecida mundialmente por seu talento como tocadora da denominada viola caipira (às vezes denominada simplesmente viola).
Nasceu numa fazenda no pantanal do Mato Grosso do Sul e cresceu rodeada de peões, comitivas e violeiros. Fascinada pelas violas caipiras, a família não permitia que aprendesse a tocar, o que acabou fazendo por conta própria, às escondidas. Aos poucos ficou conhecida entre os boiadeiros da região. Casou-se por imposição dos pais aos 17 anos, abandonando o marido pouco tempo depois para juntar-se a um paraguaio que tocava violão e violino. Separou-se novamente e, resolvida a tocar viola em bares e farras, deixou os filhos dos dois casamentos com pais adotivos e ganhou a estrada até encontrar o terceiro marido, com quem está junto há mais de 35 anos. Depois de desaparecer por mais de 30 anos, foi encontrada bastante doente por uma irmã, que a levou para São Paulo, onde foi "descoberta pela mídia" a partir de uma matéria elogiosa na revista norte-americana "Guitar Player". Apresentou-se em um teatro pela primeira vez aos 67 anos, e gravou discos em seguida. Foi escolhida em 1993 pela Guitar Player como uma das "100 mais" por sua atuação nas violas de 6, 8, 10 e 12 cordas.
Sua música é reconhecida pelas pessoas nativas do Mato Grosso do Sul, como expressão das raízes e da cultura da região.
A instrumentista teve a sua vida relatada no filme Helena Meirelles, a dama da viola. Faleceu vítima de parada cardiorespiratória aos 81 anos, e deixou onze filhos.

* Dados coletados no site http://cliquemusic.uol.com.br e no site http://pt.wikipedia.org

Segue abaixo um link de um excelente trabalho dela, postado pelo cumpadre Fábio Lopes da Silva (Kiko) no grupo Caipira Raiz


HELENA MEIRELES - FLOR DA GUAVIRA (1996)
01. Cambaqua (Helena Meirelles)
02. Saudades do meu velho pai (Helena Meirelles)
03. Chão batido (Helena Meirelles)
04. Xote bem-te-vi (Helena Meirelles)
05. Chuita (Helena Meirelles)
06. Limpa banco (Helena Meirelles)
07. O passo do tico-tico (Helena Meirelles)
08. Lembrança do Mato Grosso (Helena Meirelles)
09. Linda manhã (Helena Meirelles)
10. Flor da guavira (Folclore)
11. Vida de cachorro (Helena Meirelles)
12. Carreta campesina (Ercilia Marly Maia)
13. Virgínia (Folclore)
14. Durcelina (Folclore)
15. Tropeiro (Folclore)

Download: http://rapidshare.com/files/12958019/Helena_Meirelles_-_1996_-_Flor_da_Guavira.rar

Senha: PARA_OS_TATUS_ DO_CAIPIRA_ RAIZ&ACERVO_CAIPIRA

OBS.: Se a senha falhar, utilizar a que está dentro da pasta. Qualquer problema, favor avisar. Abraços!

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Campanha e Cuiabano

Bom Dia
Cumpadres e Cumadres
Segue abaixo o link para uma raridade... mais uma que as grandes gravadoras tanto desprezam...

Campanha e Cuiabano
O perigo de amar demais
Ano: 1975

(2-11-405-102)

Lado A

1- Nasci pra te amar (Jose Rico - Sebastião Victor)
2- Mãos que falam (Jose Fortuna)
3- A menina que eu amo (Lourival dos Santos - Zé Maringá)
4- Muito obrigado querida (Dorinho - Meirinho)
5- Porto do Adeus (Mococa - Dorinho)
6- Sentimento sertanejo - (Jose Fortuna - Pitangueira)
Lado B
1- Rainha do mar (Adilson Bitencourt - Robson)
2- O colono (Teixeirinha)
3- O perigo de amar demais (Jose Fortuna - Pitangueira)
4- Boiadeiro de palavra (Moacir dos Santos - Lourival dos Santos - Tião Carreiro)
5- Velho candieiro (Jose Rico - Duduca)
6- Cabocla Bonita (Raul Torres)


Gravadora Chantecler



Campanha e Cuiabano - O perigo de amar de mais

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Campanha e Cuiabano

Antônio Campanha (Campanha) nasceu em Monte Alto-SP no dia 05/12/1925; Olívio Campanha (Cuiabano) nasceu também em Monte Alto-SP no dia 05/03/1928 e faleceu em São José do Rio Preto-SP no dia 16/06/1981.
Antônio iniciou sua carreira musical ainda criança, com apenas 12 anos de idade, quando formou dupla com seu irmão mais velho Augusto Campanha, que era considerado excelente Cantor e Violeiro, na época. Integrou com alguma regularidade a dupla "Campanha e Angelim" e, quando já contava com seus 20 anos, Antônio venceu um concurso de Cantadores na região e integrou também a dupla "Campanha e Paulista".
Junto com seu irmão Olívio, Antônio chegou tocar em alguns circos, dentre eles, "Nosso Circo" em São José do Rio Preto-SP. A dupla com Olívio foi formada nessa época, no ano de 1948, ocasião na qual começaram cantando na Rádio PRB-8 de São José do Rio Preto-SP.
A nova dupla costumava se apresentar com o nome de "Irmãos Campanha" e também como "Campanha e Seu Irmão". No ano de 1952, Antônio e Olívio seguiram para a Capital Paulista onde fizeram um teste na Rádio Nacional, com o diretor Costa Lima. Foram aprovados e se apresentaram durante vários anos nessa famosa emissora paulistana.
Antes disso, os dois irmãos estiveram pertinho de fechar o contrato com a extinta Rádio Tupi, mas acabaram, de última hora, perdendo a vaga para a dupla " Palmeira e Luizinho".
Foi por sujestão dos compositores Arlindo Pinto e Anacleto Rosas Jr. que Antônio e Olívio acabaram adotando para a dupla o nome artístico de "Campanha e Cuiabano", apesar de Olívio não ter nascido em Cuiabá-MT.
De acordo com Ayrton Mugnaini Jr. em seu livro "Enciclopédia das Músicas Sertanejas" e também no encarte do CD da dupla na Série "Luar do Sertão" lançada pela BMG (antiga RCA), "...numa reunião de amigos, incluindo Arlindo Pinto e Anacleto Rosas Jr., comentou-se que 'Irmãos Campanha' não era um bom nome, por ser pouco marcante, não destacando um ou outro integrante da dupla. Perguntou-se quem mais se destacava; era Antônio, o compositor. Então ele ficou sendo o Campanha. Faltava um nome marcante para seu irmão; e o escolhido foi Cuiabano, por ser sonoro e ainda não ter sido usado por qualquer outra dupla vocal..."
O primeiro disco 78 RPM de Campanha e Cuiabano foi gravado no ano de 1953, com o cururu "Barra Bonita" (Arlindo Pinto - Priminho) e a moda campeira "Pião Vira-Mundo" (Campanha - Benedito Seviero).
No ano seguinte, 1954, Campanha e Cuiabano conheceram o acordeonista Célio Cassiano Chagas, o Celinho, de Conceição das Alagoas-MG, que se juntou à dupla e os acompanhou durante alguns anos, porém, somente em apresentações ao vivo, já que o trio "Campanha, Cuiabano e Celinho" não chegou a gravar nenhum disco. A formação do trio aconteceu por sugestão do radialista Nhô Zé que era diretor da programação sertaneja da Rádio Nacional de São Paulo-SP. A partir de 1960, Celinho (foto à esquerda) passou a acompanhar a dupla Pedro Bento e Zé da Estrada, com quem se apresenta até os dias atuais.
Campanha e Cuiabano também foram acompanhados em algumas gravações pelo acordeonista Pirigoso.
Também merecem destaque outras belíssimas interpretações de Campanha e Cuiabano tais como "Genuína Cana Verde" (Celinho - Lázaro Franco de Godoy), "Novo Castelo" (Campanha - Pirigoso), "Um Berrante na Solidão" (Ramon Cariz - George AB), "Desprezo de Amor" (Souza - Campanha), "Rolinha Cabocla" (João Pacífico - Raul Torres), "Morrendo de Saudade" (Jane Rossi da Rocha - Cuiabano), "Lá Na Fazenda" (Francisco Lacerda - Ricarda Jardim) e "Rei da Estrada" (Quintino Eliseu - Luiz Alves Pereira), apenas para citar algumas.
Apesar de terem gravado na Sinter, Copacabana, RCA, Odeon e Chantecler, a discografia de Campanha e Cuiabano encontra-se quase que totalmente esquecida e praticamente inexistente no comércio, excessão apenas ao CD da série "Luar do Sertão" que a BMG (antiga RCA) remasterizou no ano 2000, com belíssimas interpretações bastante representativas da dupla, gravadas entre 1961 e 1963. O encarte do CD também é enriquecido com o comentário de Ayrton Mugnaini Jr. Fora esse CD, encontramos gravações de Campanha e Cuiabano apenas em alguns CD's de coletâneas da BMG e da EMI (com acervo das antigas Odeon e Copacabana).
Cuiabano, pouco antes do seu falecimento em 1981, chegou a transferir seu nome artístico ao seu outro irmão João Jaime Campanha (nascido em Palestina-SP em 1943 e falecido em São José do Rio Preto-SP em 1999).
Campanha ainda chegou a formar uma dupla com o acordeonista Pirigoso com quem gravou o LP "Mourão da Porteira" pela K-Tel em 1981. E em 1983 Campanha chegou a gravar em "carreira-solo" o LP "Baile das Cordas" pelo selo Laço.
Consta que Campanha trabalha atualmente como empreiteiro na compra e venda de imóveis e também apresenta o seu programa de rádio na Emissora Independência de Mirassol-SP. E Campanha não descarta a possibilidade de voltar a cantar, já tendo recebido diversos convites!

Essas informações foram coletadas no site Boa Musica Brasileira do nosso cumpadre Ricardinho

terça-feira, janeiro 16, 2007

A historia do Vinil

A postagem abaixo foi postada pelo Cumpadre Samuel la no Grupo Caipira Raiz
e é por demais interessante


O disco de 78 rpm no Brasil

O fonógrafo foi inventado por Edison sob a forma de cilindro e
aperfeiçoado para o disco por Emile Berliner. No Brasil, o introdutor
foi Frederico Figner, mais conhecido como Fred Figner, que para cá
trouxe o invento em 1902 e aqui lançou as primeiras gravações seja sob
a forma de cilindro seja sob a forma de discos ou chapas, como eram
chamadas.

Estas gravações figuram na Discografia Brasileira como as gravações
mecânicas no período de 1902 até 1927 quando tiveram inicio as
gravações elétricas.

As mecânicas são conhecidos como os discos da Casa Edison e as
elétricas já receberam o nome dos novos fabricantes: Odeon, Victor,
Columbia, Brunswick e Parlophon. Foram as primeiras marcas do mercado.

Em 1931 a Parlophon foi absorvida pela Odeon. A Brunswick deixou o
mercado brasileiro por esta época e em 1945 a Columbia passou a se
chamar Continental. As marcas Star, Sinter, Todamérica, Copacabana e
outras vieram depois, no final da década de 40 ou início da década de 50.

Mais para o final, já próximo da década dos 60, surgiram uma
infinidade de marcas de vida efêmera mas que nem por isso deixam de
ser importantes porque vamos encontrar nelas o registro da música de
muito compositor de renome e até mesmo alguns cantores que marcaram
época no Brasil.

Estes discos registraram toda a cultura musical brasileira de 1902 até
1964 quando desapareceram do mercado dando lugar aos long-playings que
no Brasil começaram a ser fabricados em 1950."

FONTE:http://www.collecto rs.com.br/ CS06/index. shtml

Samuel dos Reis Garcia


quarta-feira, janeiro 10, 2007

Indio Vago

A postagem abaixo foi coletada no Grupo Caipira Raiz, postada pelo Cumpadre Samuel (O Caipira do Sur de Minas), que por sua vez extraiu da Revista Viola Caipira, Edição 2006, número 12