Este é um blog dedicado exclusivamente para o caipira, sua música, seus causos enfim tudo que tenha a ver com a vida simples do homem do campo. Aqui vc vai encontrar links para sites que tem interesse no resgate e preservação deste estilo.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Anacleto Rosas Junior


Nasceu aos 18/07/1911, em Mogi das Cruzes-SP, e faleceu em 04/02/1978 em Taubaté-SP.
Filiação: Anacleto Rosas, natural da Espanha, e Maria Bourbon, natural da Itália.
Foi o 3º numa prole de sete filhos.
O pai tinha armazém, padaria e açougue. Os irmãos ajudavam o pai no comércio,auxiliando-o no atendimento ao público. Todos os irmãos exerciam a função de balconista, menos Anacleto, que adorava animais e exercia a função de entregador. Fazia todas as entregas de compras e pães de charrete e carroça. Teve dois animais de estimação, Mimo e feitiço.
O cachorro Mimo buscava os animais no pasto e mordia-os no calcanhares; só parava de mordê-los quando chegavam. Feitiço, um burro, era bonito e esperto. Tomava conta do pasto. As pessoas estranhas não podiam aproximar-se do pasto, pois, Feitiço ficava furioso e avançava na tentativa de atacá-los. Só ficava calmo quando Anacleto chagava e o acariciava. Foi um transtorno para algumas pessoas.
Anacleto passou a infância e adolescência na cidade de Poá-SP, próxima à sua cidade de origem. Desde garoto gostava de cantar e tocar violão, juntamente com os irmãos. Na adolescência adorava fazer serestas e as fazia muito bem. Apaixonou-se por Clementina, conhecida por Tina, em sua seresta. Tina era uma graciosa jovem de 15 anos e Anacleto a conhecia desde criança. Sempre foi muito extrovertido e irreverente.
Todos os casamentos religiosos de Poá-SP eram realizados em Mogi das Cruzes-SP, devido à falta de padres na cidade. O padre não quis ir à Poá realizar o casamento de Anacleto e Clementina.
Casou-se apenas no civil em janeiro de 1932, embora na época o casamento religioso fosse de suma importância para a sociedade. Foi um escândalo!
O casamento religioso foi discretamente realizado pelo padre Cícero, quando completaram Bodas de Prata; a cerimônia foi realizada no Santuário de Santa Terezinha de Taubaté-Sp.
Após o casamento, residiram pouco tempo na cidade de Poá-SP, Mudando-se para São Paulo, capital. O casal teve três filhos, Luiz Rosas Sobrinho, Rubens Rosas e Cleusa Rosas.
Luiz e Cleusa adoravam música como o pai, cantavam e tocavam instrumentos musicais. Formaram o Trio Turuna; faziam parte do Trio: Luiz, Cleusa e Teodoro. Fizeram muito sucesso na época. O Trio Turuna, sempre obteve a supervisão de Anacleto e todas as músicas que cantavam eram de composição dele.
Anacleto nunca estudou música; as inspirações para as composições surgiam principalmente de madrugada. Durante o dia pegava o violão e fazia melodia.
Começou a compor Valseados, Rancheiras, Sambas e Tangos por volta de 1930.
Recebia com freqüência, em sua casa, vários cantores e compositores famosos da música sertaneja. Tais como: Tonico e Tinoco, Mário Zan, Limeira e Zezinha, Torres e Florêncio, Palmeira e Luizinho, o compositor Arlindo Pinto, Motinha, Mariazinha, Vieira e vários outros artistas. Fez muitos shows no Vale do Paraíba, Sul de Minas e uma tournê pelo norte do Paraná.
Suas composições de maiores sucessos foram:
• "Cavalo Preto", feita em 1945, foi a primeira moda campeira, consagrando-o pioneiro da música campeira no Brasil. Na época todas as duplas queriam gravá-la. Quem gravou primeiro foi a dupla Palmeira e Luizinho, logo após regravada por Sérgio Reis, Tonico e Tinoco e vários outros. Continua sendo um sucesso até os dias de hoje. Foi regravada em japonês, sendo uma das trilhas sonoras da novela "Pantanal", na voz de Sérgio Reis, exibida pela TV Manchete no Brasil e no exterior.
• "Os Três Boiadeiros", gravada pela dupla Pedro Bento e Zé da Estrada, tema do filme " Os Três Boiadeiros ".
• "Fogo no Rancho", tema do filme "Jeca Tatu", de Mazzaropi.
• "Aparecida do Norte", dupla Tonico e Tinoco, tema do filme " Nossa Senhora de Aparecida ". A música foi composta dentro de um ônibus, quando Anacleto retornava de Aparecida-SP, onde vendia seus discos. Foi o primeiro compositor a homenagear a cidade e a Santa Padroeira do Brasil.
• "Presépio da Serra", homenagem a cidade de Campos do Jordão-SP.
• "Baldrana Macia", gravada pelo saudoso Luiz Gonzaga.
• "Cortando Estradão", regravada pela dupla Sérgio Reis e Almir Sater, executada na novela " O Rei do Gado ", exibida pela rede Globo de televisão no Brasil e no exterior.
• "Confissão", "A Cruz de Ferro", "Filho de Mato Grosso", "Flor Matogrossense", "Zé Tartuiano", "Zé Valente", "Boi de Carro", "Burro Picaço", "Vaca Mestiça", "Mil e Quinhentas Cabeças", "Timidez", "Na ponta do Reio", "Surrei de Chicote".
Segundo a "Revista Sertaneja", de dezembro de 1959, Anacleto tinha 430 composições e fez 60 para a dupla Tonico e Tinoco. Foi convidado em 1960 para ser Diretor Artístico do Selo Sabiá Copacabana Discos e aceitou. Seu trabalho foi um sucesso, deu oportunidades a novos talentos. Dirigiu a notável e fabulosa gravação do LP "Canto de Aves do Brasil". Tratava-se de Cantos de Aves gravada pelo engenheiro industrial Dalgas Frisch, focalizando vozes de pássaros de nossa terra. O roteiro foi de Martin Bueno Mesquita, e produzido por José Carlos de Magalhães e biologistas do departamento de Agricultura de São Paulo.
Oswaldo Calfat com sua voz bonita foi narrador sóbrio e correto.
Com a edição desse disco o Brasil tornou-se pioneiro no mundo em gravações realizadas em plena natureza, dos cantos das aves sul-americanas.
Anacleto trabalhou na Rádio Difusora do Paraná, Rádio clube de São José dos Campos-SP e, por vários anos, na Rádio Difusora de Taubaté-SP.
Criou o programa "Manhas Sertanejas", na Rádio Difusora de Taubaté-SP, hoje dirigido pelo filho Luiz Rosas. Prestava serviço a utilidades pública, dava os famosos "Alôs" para a zona Rural, alegrava os ouvintes com seu jeito engraçado e extrovertido. O programa tinha muita audiência.
Fundou também na Rádio Difusora, juntamente com Trio Turuna, o programa "Sertão do Caboclo", também de grande audiência.
Os seus programas de rádio eram ouvidíssimos e dominava toda a região do Vale do Paraíba e Sul de Minas Gerais. Com sua voz tipicamente sertaneja, agradava dezenas de emissores do Estado e todas o convidavam para se apresentar na região. Quando tirou férias, atendeu todos os pedidos solicitados. Na época quase todas as duplas sertanejas do Brasil gravavam suas melodias. As duplas faziam questão de gravar porque suas gravações não enferrujavam nas prateleiras das casas de disco. Era um dos campeões de vendagem de disco, pois as gravações de sua autoria ultrapassavam a casa de um milhão.
Em 09/12/1961 recebeu o diploma de honra na qualidade de diretor artístico, expedido pela Sociedade de Amigos do Jardim Novo Osasco.
Em 13 de maio de 62 recebeu o diploma de honra ao mérito, confirmando o êxito de sua batalha em defesa da música sertaneja, expedido pela Bandeira União e Amizade de São Paulo.
Em 15/06/1969 o governador paulista Abreu Sodré com justo orgulho, conferiu a Anacleto o diploma de reconhecimento pela participação nos festejos comemorativos da TV Cultura de São Paulo.
Em 29 de abril de 1970 recebeu da Câmara Municipal de Campos do Jordão o diploma de reconhecimento pelos relevantes serviços prestados ao município.
Em 30/09/1977 recebeu da Câmara Municipal de Taubaté-SP o diploma de Cidadão Taubateano.
Após 1978, ano de seu falecimento, a dupla Tonico e Tinoco gravou LP, homenageando e relembrando Anacleto. O nome do LP "Rancho Vazio", com 12 músicas, todas de composições de Anacleto ( 7 músicas em parcerias e 5 somente dele ). Na capa do disco um acróstico com o nome e o sobrenome de Anacleto. Foi um sucesso.
Anacleto foi um homem simples, dormia e acordava cedo, não consumia bebidas alcóolicas, gostava de alimentos saudáveis. Era alegre, extrovertido e irreverente.
Não gostava de gente presunçosa, dizia que era gente de "nós nas costas". Ajudava muito pessoas necessitadas.
Excelente marido, pai, avô e amigo. Não ficou rico com suas composições e vida artística. Viveu uma vida plena e feliz, deixando muitas saudades.

Informações coletadas no site Beira Rio

Souza e Monteiro

Nascidos no Estado de São Paulo, José Braz de Souza e seu companheiro Monteiro formaram a dupla no início da década de 1950 na cidade de Taubaté-SP.

Antes, porém, existiam as Duplas Caipiras "Artilheiro e Fumaça" e também "Patativa e Pintassilgo", as quais atuavam nessa cidade do Vale do Paraíba, e que dividiam o palco nos diversos circos, festas e programas de rádio. Segundo consta, ambas as duplas não chegaram a gravar nenhum disco.

Até que um dia o compositor Anacleto Rosas Junior havia chegado a Taubaté-SP, onde passou a morar. Influenciados por Anacleto, as duplas foram desfeitas e o Patativa formou uma nova dupla com o Fumaça, tendo adotado, algum tempo depois, os nomes de Souza e Monteiro, respectivamente, aproveitando os seus verdadeiros sobrenomes para formar o nome da dupla.

Também foi Anacleto Rosas Junior que levou à nova dupla à gravação do primeiro disco, na gravadora Todamérica em 1953, com as marchas campeiras "Boiadeiro Bão" (Anacleto Rosas Jr. - Arlindo Pinto) e "De São Paulo ao Rio Grande" (Anacleto Rosas Jr.).

No mesmo ano, gravaram o segundo "bolachão" 78 RPM com a moda campeira "Vaca Mestiça" (Anacleto Rosas Jr.) e o cururu "A Volta do Canoeiro" (Anacleto Rosas Jr.).

Em 1954, Souza e Monteiro gravaram mais 3 discos 78 RPM, com destaque para as modas campeiras "Resposta à Baldrana" (Teddy Vieira - Lauripes Pedroso) e "João Gaiteiro" (Teddy Vieira - Zé Ribeiro), além da moda de viola "Goianinha" (Ado Benatti - Patativa).

No ano seguinte, foi apenas um disco gravado, com destaque para o valseado "Amor Passageiro" (Teddy Vieira - Biguá). E, em 1956, Souza e Monteiro gravaram três discos, com destaque para a toada "Velho Moinho" (Elpídio dos Santos) e o cururu "Amor Perfeito" (Nhô Fio).

E, em 1957, a dupla gravou dois discos 78 RPM, com destaque para a moda campeira "Terras do Paraná" (Anacleto Rosas Jr. ).

Em 1959, Souza e Monteiro trocaram a Todamérica pela Continental, onde a dupla gravou um disco 78 RPM com a guarânia "Feitiço espanhol" (Geraldo Costa - Goiá) e o xote "Filho de Guarapuava" (Souza - Cachoeirinho)
E, em 1962, nova troca de gravadora, dessa vez no selo Caboclo, a dupla gravou mais um disco 78 RPM, destacando a polca "Pequena Homenagem" (Souza - Domingos Greco).

Ao que consta, foram apenas 13 "bolachões" 78 RPM, com 26 músicas no total, o repertório gravado pela dupla "Souza e Monteiro", dupla essa que durou bem pouco e se desfez no início da década de 1960. Apesar da pouca duração, a dupla deixou sua importante contribuição e faz parte da História da Música Caipira Raiz.

Informações coletadas no site Boa Musica Brasileira do nosso cumpadre Ricardinho

terça-feira, dezembro 26, 2006

Um presente de natal

Boa Tarde Cumpadres e Cumadres.

Espero que a Festa de Natal tenha sido maravilhosa...com muita oração, louvor ao nascimento do Cristo Jesus. Tambem bastante musica caipira e uma boa branquinha.

Segue a abaixo um link que o cumpadre Daniel Viola postou lá no Grupo Caipira Raiz e é supimpa.

http://www.youtube.com/watch?v=t4B2HFUDXG0

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Pessoas e grupos que merecem nossos parabéns

Quero aqui fazer uma justa homenagem a alguns cumpadres que labutam para que a musica caipira nao perca o seu trono...
Samuel dos Reis Garcia - criador e um dos moderadores do grupo Caipira Raiz
Claudemir Teixeira da Silva - do grupo Cantinho Sertanejo
Cleber Thomas Vianna - do site Casa dos Violeiros
Elsio Oliveira (Elsio Poeta) - Moderador do Grupo Caipira Raiz
Luciano Queiroz - Luthier - www.lucianoqueiroz. com
Cumpdre Ricardinho - site Boa Musica Brasileira
e é claro a grande cumadre Leila Senna a tatuzinha mais caipira da net do Grupo Acervo Caipira.
São pessoas assim como estas acima citadas que me dá a certeza de que a luta não é ingloria.
Com certeza ficou muita gente para traz, que merece tambem destaque, mas esses companheiros não serão esquecidos.
Desejo a todos esses companheiros de luta, muita paz, alegria, saúde e é claro muita musica raiz!!!!
QUE DEUS COM A INTERCESSÃO DE SÃO GONÇALO ABENÇOE A TODOS VOCES E AS SUAS FAMILIAS


IV Encontro de Violeiros

Acontece neste sabado na cidade de Iacri, mais precisamentente no Bar do Ivo o IV Encontro de Violeiros. A apresentaçao ficara a cargo do grupo Viola Enluarada,
com inicio previsto para as 19:30. As tres primeiras versões foram um tremendo sucesso, oque aumenta a espectativa deste ano.
Viva a Viola Caipira, e viva os incentivadores da boa musica raiz!!!

quinta-feira, dezembro 14, 2006

João Araújo

João Araújo é cantor, compositor, instrumentista, produtor e cronista. Natural de Contagem, Minas Gerais, começou a aprender a tocar violão aos 12 anos de idade, nos idos de 1979, por causa da insistência de Zé Antônio, do Grupo Viola Urbana.
Em 1996 e 1997 dirigiu dois laboratórios musicais no Colégio Anchieta , em Belo Horizonte - MG, ambos voltados à iniciação musical de jovens : O Grupo Vocal e o Curso de Monitoramento à Distância de Violão Popular;
Em 1998 coordena o Grupo Muleke, só de adolescentes, que começam do zero e formam uma banda de samba que chegou a se apresentar pra 5.000 pessoas, no carnaval do ano seguinte;
Em 1999, participa ainda como arranjador, instrumentista e segundo vocalista do grupo de Márcio Guima, sobrinho de Clara Nunes, no show "Salve Clara, Salve ela" , em homenagem aos 15 anos de falecimento da grande cantora mineira.
Começou a tocar profissionalmente com mais freqüência a partir deste ano,1999, em função da gravação de seu primeiro CD ( Festival ), que é uma amostra das suas composições bem do seu jeito : completamente irriquieto, sem gostar de ficar se repetindo num mesmo estilo, e atuando em várias frentes ao mesmo tempo.
Em 2003 coloca no ar seu site pessoal, e começa a narrar as histórias reais que passou como músico da noite, em forma de crônicas.
Em 2004 começa o projeto Viola Urbana, formando o grupo com Zé Antônio, Marisa Minas e Ronan Peres pra comemorar 25 anos de aprendizado, admiração e respeito à música de seu país. Produz o Cd e o site com a pesquisa Viola Urbana , a serem lançados em 2005, quando também participa como colaborador do Projeto Signus do Universo Roseano, um trabalho de resgate e registro de valores culturais junto à comunidade de Cordisburgo - MG. Terra da Gruta de Maquiné e de Guimarães Rosa, Cordisburgo também é terra natal de seu avô, João Pança, pra quem prepara, paralelamente, um livro-homenagem com as histórias dele que as pessoas da cidade ainda contam , mesmo após 25 anos de falecimento !

Segue uma cronica de João Araujo

LUGAR ERRADO

"Tocar na noite? isto não é trabalho, é prazer!"

Taí outra frase também muito desferida pelos mortais comuns. Eu sempre respondo que existem muitas coisas que são prazerosas.Como fazer amor, por exemplo. Mas vai fazer isso por dinheiro, pra você ver!...A perspectiva muda, com certeza. As pessoas desconhecem muito do nosso mundo de tocador ! Também, várias vezes nós estamos no lugar errado, na hora errada. É o caso, muito comum em BH, dos shows em Shoppings Centers. As pessoa estão lá para tomar um chopinho, relaxar depois do trabalho, conversar, paquerar, etc. E o bobão fica lá, atrapalhando, mendigando um pouquinho de atenção, quem sabe um aplauso-sinho ou outro, entre um gole e uma piscada pra aquela(e) super gata(o) que tá dando mole...
Convenhamos, não é o momento adequado para se mostrar arte.(É, a música é definida como forma de arte, sabia?...) Mas, dá certo. Ninguém dá muito valor, mas gostam que haja "música ao vivo". As praças de alimentação são bem frequentadas, e os músicos são bem aceitos. Aceitos, mas obviamente não devidamente valorizados. Pra que pagar muito, se tantos se oferecem pra fazer? Se algum músico reclamar de alguma coisa, basta eliminá-lo da escala e chamar um dos outros mais de mil candidatos. Qualidade? pra quê? E mais: alguns músicos, em nome de ter que comprar " o leite das crianças", se oferecem pra tocar mais barato, às vezes de graça, só pra poder estar na "vitrine" ! Desta forma, os contratantes deitam e rolam, praticando os preços que quiserem. Reajustar? pra quê? basta trocar de músico, pôr um "mais em conta"...

É por isso que digo que infelizmente não há tantos bons profissionais no mercado dos músicos. Nem união da classe. Também não há um respeito à profissão. Em que outra atividade é permitido beber bebidas alcoólicas durante o exercício da função? Talvez até seja justo, pois não é fácil aguentar, estando sóbrio, os tradicionais "malas" que sempre fazem do músico o seu melhor amigo. E, como amigo, vem falar bem de perto, abraçados, com aquele maravilhoso bafo de desmaiar, pedir "aquela" música, falar da vida, chorar, etc. E o cantor alí , tendo que sorrir, lembrando das contas a pagar, do estômago embrulhando de vontade de vomitar, do lanche que talvez vá ganhar no fim da noite (um salgado velho, ou um mexidão dos restos ), pensando em tudo e tendo de sorrir. Pois se não levar tudo numa boa, será considerado metido, estrelinha, e nunca mais será contratado. "Faz parte da sua profissão, pô!". É, nesta hora nossa atividade é tida como profissão...

È claro que tocar na noite não é só desprazeres, não é só dificuldades e chatices. Tudo na vida tem seu lado bom. Ás vezes, um pequeno gesto ou palavra, dita ou escrita num guardanapo pode melhorar muito a noite do pobre coitado. E elas acontecem. Elogios sinceros, palavras de apoio e encorajamento sempre acontecem. E a gente vai levando, a gente vai levando...


Informações coletadas no site http://www.joaoaraujo.mus.br/ja/

terça-feira, dezembro 12, 2006

Poesia

A Viola e o Violeiro

A vida de um violeiro
Quando ele é sonhador
Se transporta no som da viola
É um eterno cantador

Em seus dedos tem agilidade
Em seu coração tem muito amor
Conta sua vida na viola
Ah! Violeiro Cantador!

Na viola ele canta mágoas
Canta também a emoção
Violeiro também chora
Quando fala do seu sertão

Na viola ele também chora saudade
A saudade que magoa seu coração
Violeiro sente-se preso na cidade
Mas é um sabiá no seu sertão

Oh! Viola dolorida
Por ti minha alma sente-se corroída
Nesta ilusão de te querer
Se nesta vida eu for condenada a não te ter
Oh Viola Xônada me perdoe!
Mas eu prefiro morrer.
(Fabíola Mirella)


www.fabiolamirella.com
www.violeirosmatutos.com.br

sexta-feira, dezembro 08, 2006

A historia da cachaça

Como hoje é sexta feira dia de curtir uma branquinha ao som de uma boa roda de viola...


*A postagem abaixo foi coletada no site do Cumpadre Luciano Queiroz www.lucianoqueiroz.com

A cana-de-açúcar, elemento básico para a obtenção, através da fermentação, de vários tipos de álcool, entre eles o etílico. É uma planta pertencente à família das gramíneas (Saccharum officinarum) originária da Ásia, onde teve registrado seu cultivo desde os tempos mais remotos da História.
Os primeiros relatos sobre a fermentação vem dos egípcios antigos. Curam várias moléstias, inalando vapor de líquidos aromatizados e fermentados, absorvido diretamente do bico de uma chaleira, num ambiente fechado.
Os gregos registram o processo de obtenção da ácqua ardens. A Água que pega fogo - água ardente (Al Kuhu).
A água ardente vai para as mãos dos Alquimistas que atribuem a ela propriedades místico-medicinais. Se transforma em água da vida. A Eau de Vie é receitada como elixir da longevidade.
A aguardente então vai para da Europa para o Oriente Médio, pela força da expansão do Império Romano. São os árabes que descobrem os equipamentos para a destilação, semelhantes aos que conhecemos hoje. Êles não usam a palavra Al kuhu e sim Al raga, originando o nome da mais popular aguardente da Península Sul da Ásia: Arak. Uma aguardente misturada com licores de anis e degustada com água.
A tecnologia de produção espalha-se pelo velho e novo mundo. Na Itália, o destilado de uva fica conhecido como Grappa. Em terras Germânicas, se destila a partir da cereja, o kirsch. Na Escócia fica popular o Whisky, destilado da cevada sacarificada.
No extremo Oriente, a aguardente serve para esquentar o frio das populações que não fabricam o Vinho de Uva. Na Rússia a Vodka, de centeio. Na China e Japão, o Sakê, de arroz.
Portugal também absorve a tecnologia dos árabes e destila a partir do bagaço de uva, a Bagaceira
Os portugueses, motivados pelas conquistas espanholas no Novo Mundo, lançam-se ao mar. Na vontade da exploração e na tentativa de tomar posse das terras descobertas no lado oeste do Tratado de Tordesilhas, Portugal traz ao Brasil a Cana de Açúcar, vindas do sul da Ásia. Assim surgem na nova colônia portuguesa, os primeiros núcleos de povoamento e agricultura.
Os primeiros colonizadores que vieram para o Brasil, apreciavam a Bagaceira Portuguesa e o Vinho d'Oporto. Assim como a alimentação, toda a bebida era trazida da Corte. Num engenho da Capitania de São Vicente, entre 1532 e 1548, descobrem o vinho de cana de açúcar - Garapa Azeda, que fica ao relento em cochos de madeiras para os animais, vinda dos tachos de rapadura. É uma bebida limpa, em comparação com o Cauim - vinho produzido pelos índios, no qual todos cospem num enorme caldeirão de barro para ajudar na fermentação do milho, acredita-se. Os Senhores de Engenho passam a servir o tal caldo, denominado Cagaça, para os escravos. Daí é um pulo para destilar a Cagaça, nascendo aí a Cachaça.
Dos meados do Século XVI até metade do Século XVII as "casas de cozer méis", como está registrado, se multiplicam nos engenhos. A Cachaça torna-se moeda corrente para compra de escravos na África. Alguns engenhos passam a dividir a atenção entre o açúcar e a Cachaça.
A descoberta de ouro nas Minas Gerais, traz uma grande população, vinda de todos os cantos do país, que constrói cidades sobre as montanhas frias da Serra do Espinhaço. A Cachaça ameniza a temperatura.
Incomodada com a queda do comércio da Bagaceira e do vinho portugueses na colônia e alegando que a bebida brasileira prejudica a retirada do ouro das minas, a Corte proíbe várias vezes a produção, comercialização e até o consumo da Cachaça.
Sem resultados, a Metrópole portuguesa resolve taxar o destilado. Em 1756 a Aguardente de Cana de Açúcar foi um dos gêneros que mais contribuíram com impostos voltados para a reconstrução de Lisboa, abatida por um grande terremoto em 1755.
Para a Cachaça são criados vários impostos conhecidos como subsídios, como o literário, para manter as faculdades da Corte.
Como símbolo dos Ideais de Liberdade, a Cachaça percorre as bocas dos Inconfidentes e da população que apóia a Conjuração Mineira. A Aguardente da Terra se transforma no símbolo de resistência à dominação portuguesa.
Com o passar dos tempos melhoram-se as técnicas de produção. A Cachaça é apreciada por todos. É consumida em banquetes palacianos e misturada ao gengibre e outros ingredientes, nas festas religiosas portuguesas - o famoso Quentão.
No século passado instala-se, com a economia cafeeira, a abolição da escravatura e o início da república, um grande e largo preconceito a tudo que fosse relativo ao Brasil. A moda é européia e a cachaça é deixada um pouco de lado.
Em 1922, a Semana da Arte Moderna, vem resgatar a brasilidade. No decorrer do nosso século, o samba é resgatado. Vira o carnaval. Nestas últimas décadas a feijoada é valorizada como comida brasileira especial e a Cachaça ainda tenta desfazer preconceitos e continuar no caminho da apuração de sua qualidade.
Hoje, várias marcas de alta qualidade figuram no comércio nacional e internacional e estão presentes nos melhores restaurantes e adegas residenciais pelo Brasil e pelo mundo.

fonte: Museu da Cachaça - Lagoa do Carro - PE - http://www.museudacachaca.com.br/

*Luciano Queiroz - Todos os Direitos Reservados

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Jardim dos Sonhos (Uma boa opção de presente de Natal)



1 - Canoeiro do Tietê
2 - Água e sal
3 - Chuva
4 - Ao longo das eras
5 - Fim dos heróis
6 - Capão do Embira
7 - No laço da viola
8 - Um sonho e um segredo
9 - No bojo do jacarandá
10 - Seguindo os passos da
imaginação
11 - Pedaços de chão
12 - Jardim dos sentidos


JARDIM DOS SENTIDOS

Este é o nosso primeiro trabalho com composições próprias. Escolhemos um repertório eclético dentro de nosso universo musical e procuramos unir as poesias, melodias e harmonias dentro de ritmos diversificados. Quando entramos em estúdio já tínhamos uma base pré definida pelos arranjos, fomos moldando gradativamente as canções e a cada nota que colocavamos a impressão de enriquecimento harmônico era surpreendente. Agradeço a ajuda de meus GRANDES AMIGOS e GRANDES MÚSICOS que colocaram, cada qual a seu modo, um toque de carinho e responsabilidade em cada faixa gravada.


Músicas 1, 4, 5, 6, 7, 8 e 9: João Vilarim
Músicas 2, 3, 10, 11 e 12: João Vilarim e Nico
Voz, viola caipira, violão e percussão: João Vilarim;
Contrabaixo: Fernando Marinho;
Flauta: Drº José Carlos;
Violino, viola e violoncello: Marcelo Schineider;
Piano e teclados: Willian Labecca;
Sax: Sumé;
Gaita: Marcelo Soria;
Harpa paraguaia: Dario Andino;
Berrante: Edson Araçatuba;
Bateria: João Carlos (Cabeças) ;
Arranjos de base: João Vilarim;
Arranjos de cordas: João Vilarim, Marcos Zanda e Marcelo Schineider;
Mixagem, masterização, técnica: João Carlos (Cabeças);
Produção: João Vilarim e Jesus Anibal
Associação Cultural Machu Picchu - Cuzco;
Produção Fonográfica: Gravadora e Editora Brasil Inka's

Para comprar: (xx11) 6911-2604 / e-mail:
joaovilarim@terra.com.br
vilarim@ponteiocaipira.com.br


www.ponteiocaipira.com.br

terça-feira, dezembro 05, 2006

Opinião

Boa tarde Cumpadres e Cumadres
Segue abaixo um texto do cumpadre Samuel dos Reis Garcia, "O Caipira do Sur de Minas", criador e um dos moderadores do Grupo Caipira Raiz:


Olá Amigos, Cumpadres & Cumadres!

Saudações Caipiras!

Amigos desta Grande Família, dos quatro cantos do Brasil que amam a nossa Música Caipira!

Amigos, a história de qualquer movimento, grupo ou ideologia, tem os seus altos e baixos. E nisso estão envolvidos vários fatores.

Não conheço muito e nem tenho tanta formação para afirmar isso, mas a força da Música Caipira esteve muito ligada ao contexto histórico-econô mico do Brasil há algumas décadas, quando o eixo econômico do Brasil passava primordialmente pelo interior.

Contudo, a urbanização, a industrializaçã o e a difusão do Capitalismo, onde o Lucro fala mais alto, fizeram com que, paulatinamente, a Música caipira deixaSse de ser a "porta-voz oficial" do Brasil.

E um fator que considero primordial, foi a difusão dos meios de comunicação de Massa (em especial a televisão) A SERVIÇO DA CLASSE DOMINANTE TANTO POLITICA COMO SOCIALMENTE. E, com o objetivo de acultar ao povo a sua verdadeira origem, o seu verdadeiro potêncial, foi imposto, de forma cruel, valores e formas de pensar vindas de fora. Não que isso seja ruim. Mas tudo tem que ser "ruminado", num processo de "antropofagia" , como já diziam os idealizadores da Semana de 1922.

Mas, o que faz com que a Música Caipira ainda persista como um fiel retrato de seu povo, é justamente a simplicidade e a pureza de quem a criou. É a voz pura, "sem contaminação", que brota do fundo do coração do caboclo. Particularmente, imagino e me coloco no lugar do nosso Saudoso Goiá: suas composições falam fundo em nossa alma por ele sentiu na pele tudo isso. Confiram a entrevista de Zé Mulato & Cassiano na Tv Câmara, onde eles falam que, pra falar, compor e interpretar a Música Caipira é necessário "beber na fonte", "falar daquilo que conhece".

Agora, será que nós valorizamos os nossos artistas (e outros) que estão atuando hoje, agora, defendendo a nossa Música Raiz?

Algumas vezes trocamos álbuns, cds e nos esquecemos que o artista também precisa receber o seu incentivo, o reconhecimento, que vai sim, vai muito além da simples compra de uma mercadoria, mas depende também disto.

Confesso a vocês que passei a conhecer muita gente nossa, boa de serviço, através desse Grupo. E, com o meu esforço, pretendo retribuir, da maneira como posso, no meu individual, a cada um. Mas, realmente, a divulgação de seus trabalhos nesse espaço é uma oportunidade única.

Vamos sim, resgatar o passado, sem esquecer de valorizar o presente. Quantos Cumpadres & Cumadres que estão aqui lutam na preservação da Música Caipira! Quantos são Violeiros, Interpretes, Organizadores de Sites, Grupos Musicais, meios de Comunicação (web, rádio, tv) e enfim, nós, cidadãos comuns que valorizamos a nossa Cultura!

Espero que toda essa Rica Discussão possa aumentar, ainda mais, a nossa disposição em contribuir para a preservação da nossa Música Caipira!

E reitero mais, uma fez, em nome de todos, pois sei que este é o desejo e vontade de todos: ESTAMOS DE PORTAS E BRAÇOS ABERTOS PARA TODOS OS QUE AMAM A MÚSICA CAIPIRA!

UM GRANDE ABRAÇO A TODDOS!
Samuel dos Reis Garcia



" O CAIPIRA DO SUR DE MINAS GERAIS "

Mais uma raridade

Uma raridade encontrada em meio a tantas outras no blog Cantinho Sertanejo do nosso cumpadre Claudemir



http://rapidshare.com/files/3411532/M_e_natureza_-_1989.rar

SENHA:
PARA_OS_TATUS_DO_CAIPIRA_RAIZ&ACERVO_CAIPIRA

quinta-feira, novembro 30, 2006

Negrinho Parafuso

*Letra da musica foi coletada da pagina www.tiaocarreiro.com.brNEGRINHO PARAFUSO

(autores:Tião Carreiro e Nhô Chico)


Existiu uma velha casa perto da linha fepasa antiga sorocabana

Lembrança que ainda resta de quem foi o rei das festas das noites interioranas

Era ele um trovador renomado cantador de versos improvisados
Por esse interior afora muita gente ainda chora o parafuso afamado


Vivia aquele negrinho rodeado de carinho todos lhe queriam bem

Quando o povo lhe cercava parafuso não negava um sorriso pra ninguém

No lugar que ele cantava o povão aglomerava para ouvir seu repente
Além de bom repentista era também humorista divertia toda gente


Na cidade ou na fazenda onde houvesse uma contenda era sempre convidado

Das pousadas do divino velhos moços e meninos amanheciam acordados

Tietê capivarí sorocaba tatuí laranjal butucatu

Em qualquer localidade era ele na verdade o pelé do cururu


Depois de tantas viagens tantas noites na friagem parafuso adoeceu

Nem mesmo estando doente ele cantava contente e nunca se retrocedeu

Mais um dia eu me lembro naquele 2 de dezembro a sua hora chegou

A região toda chorava quando a rádio anunciava a morte do cantador


Naquela tarde chuvosa uma multidão chorosa cabisbaixa encontristada

Carregava seu artista o maior dos repentistas para derradeira morada

No mundo tudo se acaba a linda piracicaba perdeu mais um trovador

O negrinho idolatrado que também foi convocado para seleção do Senhor


Uma justa homenagem ao grande Antonio Candido (Neguinho Parafuso)
segue abaixo um link para uma roda de cururu... a origem é desconhecida; mas é muito importante para quem quer resgatar a musica caipira

http://www.4shared.com/dir/1351338/6b12de24/sharing.html


terça-feira, novembro 28, 2006

Uma dica para o Natal

Uma mensagem postada pelo cumpadre Luciano Queiroz no grupo Caipira Raiz

Olá Tatuzada ! Como vão ?
Estou passando por aqui hoje simplesmente para deixar uma dica de um ótimo presente de natal!!!!

O Grupo Viola Urbana foi criado em 2004 com o objetivo de comemorar 25 anos de aprendizado e de verdadeira paixão pela música brasileira do cantor, compositor, produto e cronista João Araújo e seu professor de viola Zé Antonio. Somaram-se ao projeto a belíssima voz de Marisa Minas e a expressiva musicalidade do percussionista Ronan Peres.
Já a partir do primeiro show, o quarteto foi convidado a participar do seleto grupo de artistas patrocinados pela CEMIG S/A, que viu na pesquisa Viola Urbana um importante ato pela conservação do patrimônio cultural do Brasil. Mal começaria a distribuição do CD em dezembro de 2005 veio o reconhecimento em forma de convite para participar do programa Sr. Brasil, no palco de Rolando Boldrin na TV Cultura.
O CD fruto da pesquisa busca demonstrar quanto e como a viola caipira influenciou a Música Popular Brasileira. Através de vários segmentos, o grupo registra, regrava e relembra verdadeiras pérolas da cultura autenticamente brasileira, cujas criações remetem à viola, por vários artistas importantes na música brasileira nos últimos anos.
Produção de João Araújo, direção musical do violonista internacionalmente conhecido Geraldo Vianna, participações especialíssimas dos grandes nomes da viola na atualidade Roberto Correa, Chico Lobo e Fernando Sodré.

No site do grupo (www.violaurbana.com.br) todos poderão conferir a pesquisa completa que originou o CD, bem como trechos das músicas, galeria de fotos, vídeos de participações na TV, e muito mais...

É uma obra que merece destaque total no Brasil de hoje, tão desligado à preservação da nossa memória, que presa tanto por valores vindos de fora.

Ajudem a divulgar e comprem o CD pelo site!!!!! Mais fabuloso que o CD só mesmo o encarte preparado com tanto gosto!!!!! Garanto a todos que quem compra um acaba comprando mais um monte pra presentear as pessoas importantes em nossas vidas !!!!

Abraços

Luciano Queiroz - Luthier

Home page: www.lucianoqueiroz.com

segunda-feira, novembro 27, 2006

Tem sangue novo na praça

A música destino de violeiro, composição de Zé Mulato, serviu como uma luva para os jovens violeiros Fernando e Osmair que vieram da cidade mineira de Frutal para Brasília atraídos pelo embalo da viola do Zé Mulato e o chamado do CD "Sangue Novo" que diz "tem sangue novo na praça, caipira se sente honrado a viola e o violeiro vai muito bem obrigado". Uma vez em Brasília em busca de repertório para a gravação do primeiro CD tiveram a sorte de ser apadrinhados pela dupla Zé Mulato e Cassiano e receber do Zé Mulato, cinco músicas inclusive "Destino de Violeiro", que dá nome ao CD. Juntando a outros compositores de Brasília e de outros estados como António Vitor, Tião do Carro, Dino Franco etc. surgiu um dos melhores discos de música caipira dos últimos anos no Brasil. Destino de Violeiro é a própria história dessa dupla; dueto cristalino, bons instrumentistas e disponibilidade para seguir o destino de violeiro. No show a dupla mostrará o repertório do CD e mais coisas que Fernando e Osmair trazem na bagagem pelos caminhos da vida de violeiro.
Radicados há muitos anos em Frutal, não tem mais como dizer que são de outro lugar, foi em Frutal que se encontraram e começaram a dupla. Escutados por artistas como Gino e Geno, Goiano e Paranaense, Chico Rey e Paraná que mesmo antes do CD ficar pronto já os elegeu como a melhor dupla dos últimos tempos e o Zé Mulato disse que este é o melhor primeiro disco de uma dupla que já viu. Fernando e Osmair, estão sendo vistos também como a grande esperança para a manutenção do estilo dupla caipira, pois são jovens e com talento comparados aos mais experientes e renomados violeiros do país.

CD: DESTINO DE VIOLEIRO COM FERNANDO E OSMAIR



• FERNANDO
NOME: ANTÔNIO FERNANDO COELHO
N D. NASC: 25/12/69
NATURAL: Morro Agudo - SP

• OSMAIR
NOME: OSMAIR VIEIRA LEMOS
NATURAL DE GOIÂNIA - GO
NASC. 28/09/1967


* Informções coletadas no grupo Caipira Raiz através do Cumpadre Ronaldo de Duartina - SP

sexta-feira, novembro 24, 2006

Trio Turuna

Materia coletada no blog http://bruxinha507.blogspot.com, atraves de indicação do cumpadre Carlos Andrade no Grupo Caipira Raiz

Desvendando Anacleto
Neto do compositor Anacleto Rosas Júnior, que morou mais de 20 anos em Taubaté, luta para divulgar a rica obra do músico
Fernanda Guerra
Taubaté – (http://jornal.valeparaibano.com.br/2004/04/13/viv01/anacle.html)

Entre as décadas de 60 e 70, quando ia às reuniões de sua família em uma casinha simples do bairro Santa Luzia, em Taubaté, o pequeno Rubens Rosa Junior não sabia que ia ao encontro de um dos maiores compositores da música sertaneja do país.O dono da casa, Anacleto Rosas Junior (1911-1978), era um compositor de renome, autor de clássicos como "Cavalo Preto", "Os Três Boiadeiros" e "Cortando Estradão", mas, para Rubens, hoje com 41 anos, ele era acima de tudo seu avô."Eu o via como meu avô mesmo. Tinha orgulho de saber que ele era um compositor, mas não sabia nem de longe o real significado de suas composições para a música brasileira", disse Rubens.Hoje, 26 anos após a morte de Anacleto Rosas Junior, Rubens trabalha com afinco para que a obra e o nome de seu avô não caiam no esquecimento.Para isto, está desenvolvendo um projeto para lançar um CD independente com 24 músicas compostas por Anacleto --sozinho ou em parceria --, e que são referências da música sertaneja.Entre as músicas pré-selecionadas, "Cavalo Preto", na interpretação de Sérgio Reis; "A Mestiça", cantada por Renato Teixeira e "A Morte do Canoeiro", nas vozes da dupla Tonico e Tinoco."As pessoas lembram muito dos cantores, mas os compositores ficam muitas vezes no esquecimento. Meu avô tem uma obra riquíssima, mas hoje seu nome é praticamente desconhecido", disse Rubens, que enfrentou uma verdadeira maratona para escolher as músicas que entrarão no CD --seu avô é autor de quase 500 composições, sendo mais de 60 especialmente escritas para a famosa dupla caipira Tonico e Tinoco.Segundo Rubens, o trabalho não se limita à escolha das músicas. Como seu avô não cantava, suas músicas foram gravadas por inúmeros interpretes e, para registrá-las em seu CD, é preciso solicitar --e receber-- autorização da gravadora de cada música."Muitas gravações estão em discos antigos, de 78 rotações, algumas gravadoras já não existem mais, trocaram o nome ou foram compradas e recompradas. Só depois de descobrir qual a gravadora que tem atualmente os direitos sobre a música é que dá para pedir a autorização", afirmou Rubens, que já está entrando em contato com as gravadoras.
TRIBUTO - O CD, que Rubens pretende chamar "Tributo 2", é o segundo produzido por ele de forma independente para homenagear e resgatar a obra do avô.
O primeiro, chamado "Tributo", foi lançado em 1999, e segundo Rubens, foi o ponto de partida para que ele conhecesse a real dimensão da grandiosidade da obra do avô. Foram três anos de peregrinação em busca da autorização das gravadoras e artistas para compor o CD."Depois de escolher as músicas, ouvindo CDs e LPs antigos e com a ajuda de minha tia Cleusa (Cleusa Rosas, filha de Anacleto), que cantava as músicas que ela considerava importantes, mas que não tínhamos em casa, fui a São Paulo e só então descobri que precisava da autorização das gravadoras", disse.Acertada a papelada, Rubens lançou o disco, com mil cópias, que foram distribuídas entre amigos, gravadoras e emissoras de rádio. Com o projeto de lançar o segundo CD também de forma independente, Rubens não deixa de sonhar em conseguir apoio de uma gravadora para lançar os discos comercialmente e vê-los chegar a todos os cantos do país."O meu grande sonho é que alguma gravadora se interesse pelo projeto e lance os dois CDs em tributo ao meu avô. Ele, e a música brasileira, merecem", disse.
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Anacleto Rosas nasceu em julho de 1911, em Mogi das Cruzes e faleceu em fevereiro de 1978, em Taubaté. Seus filhos Cleuza e Luiz seguiram o caminho do pai e formaram o Trio Turuna, juntamente com o amigo Teodoro, sendo que todas as músicas interpretadas por eles eram de autoria de Anacleto.

Vamos curtir estas músicas , hospedadas em : http://www.4shared.com/dir/1352150/22a28a10/sharing.html
01 - Romaria
02 - Na Ponta do Reio
03 - Meu Prazer
04 - Mestiça
05 - Resposta da Mestiça
06 - Meu Destino
07 - Amigo do Tertuliano
08 - Pombinho Correio
09 - Filho de Mato Grosso
10 - Coração em Pedaço
11 - Burro Picaço
12 - Timidez
13 - Cavalo Preto(Gravação Original)
14 - Surrei de Chicote
15 - Presépio da Sérra
16 - Zé Cardoso
17 - Esta Noite te Espero
18 - Vaca Mestiça
19 - Falsas Promessas
20 - Sabugo de Milho
21 - Três Boiadeiros
22 - 1500 Cabeças
23 - Pomba Mensageira
24 - Flor Matogrossense
25 - Resolução
26 - Companheiro de orgia

Nota : estão arquivadas as músicas (formato mp3pro 96) e capas (JPG)